EM TODO O PAÍS & MUNDO LUSÓFONO: LANÇAMENTOS NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI

Desde 2008, "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".

A Águia foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.

A NOVA ÁGUIA pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu “espírito”, adaptado ao século XXI, conforme se pode ler no nosso
Manifesto.

Tal como n’ A Águia, procuraremos o contributo das mais relevantes figuras da nossa Cultura, que serão chamadas a reflectir sobre determinados temas:

- 1º número (1º semestre de 2008): A ideia de Pátria: sua actualidade.

- 2º número (2º semestre de 2008): António Vieira e o futuro da Lusofonia.

- 3º número (1º semestre de 2009): O legado de Agostinho da Silva, 15 anos após a sua morte.

- 4º número (2º semestre de 2009): Pascoaes, Portugal e a Europa: 20 anos após a queda do Muro de Berlim.

- 5º número (1º semestre de 2010): Os 100 anos d' A Águia e a situação cultural de hoje.

- 6º número (2º semestre de 2010): A República, 100 anos depois.

- 7º número (1º semestre de 2011): Fernando Pessoa: "Minha pátria é a língua portuguesa" (nos 15 anos da CPLP).

- 8º número (2º semestre de 2011): O Pensamento da Cultura de Língua Portuguesa: nos 30 anos da morte de Álvaro Ribeiro.

- 9º número (1º semestre de 2012): Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?

- 10º número (2º semestre de 2012): Leonardo Coimbra, Dalila Pereira da Costa, Manuel Laranjeira e João de Deus: Razão e Espiritualidade.

- 11º número (1º semestre de 2013): "Da minha língua vê-se o mar": o Mar e a Lusofonia.

- 12º número (2º semestre de 2013): O pensamento de António Quadros - nos 20 anos do seu falecimento.

- 13º número (1º semestre de 2014): O balanço de Abril, 40 anos depois - nos 20 anos do falecimento de Agostinho da Silva.

- 14º número (2º semestre de 2014): 80 Anos da "Mensagem" – 8 Séculos da Língua Portuguesa.

- 15º número (1º semestre de 2015): Nos 100 Anos do “Orpheu” e da "Arte de Ser Português"

- 16º número (2º semestre de 2015): Quem tem medo da Filosofia Lusófona? Nos 100 anos do falecimento de Sampaio Bruno.

- 17º número (1º semestre de 2016): A importância das Diásporas para a Lusofonia.

- 18º número (2º semestre de 2016): Autores em destaque - Ariano Suassuna, Delfim Santos e Vergílio Ferreira.

- 19º número (1º semestre de 2017): O Balanço da CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa ; Afonso de Albuquerque: 500 anos depois.

- 20º número (2º semestre de 2017): José Rodrigues (no ano da sua morte); Raul Brandão (nos 150 anos do seu nascimento); Francisco Manuel de Melo (nos 350 anos da sua morte).

- 21º número (1º semestre de 2018): Ainda sobre José Rodrigues; Fidelino de Figueiredo (nos 50 anos da sua morte); António Nobre e Raul Brandão (nos 150 anos do seu nascimento).

- 22º número (2º semestre de 2018): V Congresso da Cidadania Lusófona; Dalila Pereira da Costa (nos 100 anos do seu nascimento); Francisco do Holanda (nos 500 anos do seu nascimento).

- 23º número (1º semestre de 2019): Nos 10 anos do MIL: Movimento Internacional Lusófono); Almada Negreiros; ainda sobre Dalila Pereira da Costa.

- 24º número (2º semestre de 2019): Afonso Botelho (nos 100 anos do seu nascimento).

- 25º número (1º semestre de 2020): Pinharanda Gomes: Textos e Testemunhos dos seus Amigos.

Para o 25º número, os textos devem ser enviados até ao final de Dezembro.

Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra).
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa).

Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286.

Capa da NOVA ÁGUIA 24

Capa da NOVA ÁGUIA 24

EDITORIAL NOVA ÁGUIA 24

As personalidades maiores (ou mais aquilinas) são aquelas que mais transcendem fronteiras – culturais, religiosas ou ideológicas. Pela amostra (significativa – mais de uma dúzia) de testemunhos que aqui recolhemos, proferidos numa sessão em sua Homenagem promovida pelo Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, no dia 10 de Maio do corrente ano, no Palácio da Independência, João Bigotte Chorão foi, de facto, uma personalidade maior da nossa cultura lusófona.

Personalidade não menor foi a de Afonso Botelho, que completaria no dia 4 de Fevereiro 100 anos. Igualmente por iniciativa do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, realizou-se, nesse exacto dia, também no Palácio da Independência, um Colóquio que abordou as diversas facetas do seu pensamento e obra. São os textos então apresentados (com mais alguns entretanto chegados) que aqui publicamos (mais de uma dezena e meia de textos).

Dois mil e dezanove tem sido um ano especialmente rico em centenários. Para além de Afonso Botelho, evocamos aqui igualmente Jorge de Sena e José Hermano Saraiva. Para o próximo número, fica desde já prometida a evocação de Joel Serrão e de Sophia de Mello Breyner Andresen, onde iremos também recordar Agustina Bessa-Luís, recentemente falecida, no início deste semestre, que marcou ainda presença na NOVA ÁGUIA – logo no primeiro número, onde publicámos um texto seu intitulado “O fantasma que anda no meu jardim”, que termina desta forma: “Voltaremos a encontrar-nos”. Até sempre, Agustina!

Ainda no vigésimo quarto número da NOVA ÁGUIA, para além do “Poemáguio” e do “Memoriáguio” (duas secções igualmente clássicas), publicamos cerca de uma dezena de “Outros Voos” e, em “Extavoo”, mais um capítulo da segunda parte (inédita) da Vida Conversável, de Agostinho da Silva, bem como a série completa das “Cartas sem resposta” de João Bigotte Chorão –, algumas das quais já publicadas em números anteriores da nossa revista. No “Bibliáguio”, por fim, publicamos mais de meia dúzia de recensões de obras que despertaram a atenção do nosso olhar aquilino.


A Direcção da NOVA ÁGUIA


Post Scriptum: Já na fase final da composição deste número, a 27 de Julho, faleceu, aos oitenta anos, Pinharanda Gomes, Sócio Honorário do MIL: Movimento Internacional Lusófono, um dos mais importantes colaboradores da NOVA ÁGUIA, desde o primeiro número (até este que aqui se apresenta, com dois ensaios que nos fez chegar no primeiro semestre deste ano), e, sob todos os pontos de vista, uma das mais relevantes figuras da cultura lusófona do último meio século (facto que só por ignorância ou má-fé pode ser contestado). Por isso, no próximo número da revista, teremos, logo a abrir, uma série de Textos e Testemunhos em sua Homenagem.

NOVA ÁGUIA Nº 24: ÍNDICE

Editorial…5
HOMENAGEM A JOÃO BIGOTTE CHORÃO
Textos e Testemunhos de J. Pinharanda Gomes (p. 8), Alfredo Campos Matos (p. 22), Annabela Rita (p. 22), António Braz Teixeira (p. 24), António Cândido Franco (p. 24), António Leite da Costa (p. 25), António Manuel Pires Cabral (p. 26), Artur Anselmo (p. 27), Eugénio Lisboa (p. 27), Isabel Ponce de Leão (p. 29), Jaime Nogueira Pinto (p. 29), Miguel Real (31), Paulo Ferreira da Cunha (p. 39) e Paulo Samuel (p. 41).
NOS 100 ANOS DE AFONSO BOTELHO
APOLOGIA E HERMENÊUTICA NA OBRA DE AFONSO BOTELHO | António Braz Teixeira…48
AFONSO BOTELHO SEMI-INÉDITO | António Cândido Franco…57
AFONSO BOTELHO NO 57: MOVIMENTO DE CULTURA PORTUGUESA | Artur Manso…59
EDUCAÇÃO E SAUDADE EM AFONSO BOTELHO | Emanuel Oliveira Medeiros…65
HUMANISMO ESPERANÇOSO DE AFONSO BOTELHO | Guilherme d’Oliveira Martins…86
À MEMÓRIA DE AFONSO BOTELHO | J. Pinharanda Gomes…88
AFONSO BOTELHO: TESTEMUNHO BREVE | Joaquim Domingues…90
AFONSO BOTELHO, UM ARISTOCRATA EXEGETA DE D. DUARTE | José Almeida…92
TESTEMUNHO E HOMENAGEM A AFONSO BOTELHO | José Esteves Pereira…97
MITO E MITOS FUNDANTES: A POSSIBILIDADE DO DISCURSO DA SAUDADE | Luís Lóia…98
O TEMA DA SAUDADE NA TEORIA DO AMOR E DA MORTE DE AFONSO BOTELHO | Manuel Cândido Pimentel…104
AFONSO BOTELHO: DA RAZÃO E DO CORAÇÃO | Maria de Lourdes Sirgado Ganho…108
AFONSO BOTELHO, DO PENSAMENTO À ESCRITA FICCIONAL NO 57: UMA ABORDAGEM DO CONTO O INCONFORMISTA | Maria Luísa de Castro Soares…112
A FICÇÃO DE AFONSO BOTELHO | Miguel Real…118
DA FILOSOFIA COMO “SABEDORIA DO AMOR”: ENTRE JOSÉ MARINHO E AFONSO BOTELHO | Renato Epifânio…125
A RENÚNCIA DO MAL NA METAFÍSICA CRISTÃ DA REDENÇÃO DE AFONSO BOTELHO | Samuel Dimas...127
SOBRE A MÓNADA HOMEMULHER EM AFONSO BOTELHO | Teresa Dugos-Pimentel…139
OUTRAS EVO(O)CAÇÕES: JORGE DE SENA E JOSÉ HERMANO SARAIVA
A CRÍTICA LITERÁRIA EM JORGE DE SENA | Miguel Real…146
JOSÉ HERMANO SARAIVA: HISTORIADOR E DIVULGADOR DA CULTURA PORTUGUESA | Nuno Sotto Mayor Ferrão…151
OUTROS VOOS
A MANEIRA PORTUGUESA DE ESTAR NO MUNDO | Adriano Moreira…162
O PENSAMENTO ESTÉTICO DE EDUARDO LOURENÇO | António Braz Teixeira…165
O SENTIDO FILOSÓFICO-TEOLÓGICO DA LUZ EM “VIRGENS LOUCAS” DE ANTÓNIO AURÉLIO GONCALVES | Elter Manuel Carlos…170
OS AÇORES E O MAR – O POVO, SOCIEDADE(S) E TERRITÓRIOS | Emanuel Oliveira Medeiros…176
SOBRE OS INÉDITOS DE JUNQUEIRO | Joaquim Domingues…188
VIVÊNCIAS COM MÁRIO CESARINY E FERNANDO GRADE: POETAS E PINTORES | Luís de Barreiros Tavares…194
SENTIDO E VALOR ACTUAIS DA MONARQUIA: UMA PERSPECTIVA TEÓRICO-CONSTITUCIONAL | Pedro Velez…197
CINCO DEAMBULAÇÕES PRÓ-LUSÓFONAS| Renato Epifânio…199
AUTOBIOGRAFIA 6 | Samuel Dimas…204
EXTRAVOO
VIDA CONVERSÁVEL - SEGUNDA PARTE (CONTINUAÇÃO) | Agostinho da Silva…220
CARTAS SEM RESPOSTA | João Bigotte Chorão…227
BIBLIÁGUIO
ARISTÓTELES EM NOVA PERSPECTIVA | Joaquim Domingues…256
A ESCOLA PORTUENSE EM QUESTÃO | Elísio Gala…256
LEONARDO COIMBRA: VIDA E FILOSOFIA | José Esteves Pereira…258
EUDORO DE SOUSA E A PRESENÇA DO MITO NA FILOSOFIA PORTUGUESA | Samuel Dimas…262
TABULA RASA II & ESTUDOS SOBRE HEIDEGGER | Renato Epifânio…263
PEITO À JANELA SEM CORAÇÃO AO LARGO | Onésimo Teotónio Almeida…264
ESPÍRITOS DAS LUZES | Anabela Ferreira…266
POEMÁGUIO
CATATÓNICO; GOLGOTHA | António José Borges…46
SEU HÁBITO MELHOR | Jaime Otelo…47
“NASCERÁ O MAIOR AMOR…” | Catarina Inverno…144
FUNDURA | Maria Leonor Xavier…145
MACAU | António José Queiroz…159
CANÇÃO SUPREMA | Carla Ribeiro…160
COMO PODEM ESPERAR | Delmar Maia Gonçalves…161
PELOS SENTIDOS | Juvenal Bucuane…161
NUME | Luísa Borges…218
STELA | Jesus Carlos…219
MIMNERNO E AS FOLHAS CAÍDAS DE JÚDICE | Susana Marta Pereira…254
LARGO | Joel Henriques…255
PARA O HERBERTO HELDER | Manoel Tavares Rodrigues-Leal…267
SEGUNDA VARIAÇÃO | José Luís Hopffer C. Almada…268
MEMORIÁGUIO…272
MAPIÁGUIO…273
ASSINATURAS…273
COLECÇÃO NOVA ÁGUIA…274

Lançamento da NOVA ÁGUIA 24

Lançamento da NOVA ÁGUIA 24
18 de Outubro, no Palácio da Independência (na foto: Abel Lacerda Botelho, Renato Epifânio e António Braz Teixeira). Para ver o vídeo, clicar sobre a imagem...

Para agendar um lançamento: novaaguia@gmail.com; 967044286.

MAPIÁGUIO (mapa de locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA): Albufeira, Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Aljezur, Aljustrel, Allariz (Galiza), Almada, Almodôvar, Alverca, Amadora, Amarante, Angra do Heroísmo, Arraiolos, Assomada (Cabo Verde), Aveiro, Azeitão, Baía (Brasil), Bairro Português de Malaca (Malásia), Barcelos, Batalha, Beja, Belo Horizonte (Brasil), Bissau (Guiné), Bombarral, Braga, Bragança, Brasília (Brasil), Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Campinas (Brasil), Carnide, Cascais, Castro Marim, Castro Verde, Chaves, Cidade Velha (Cabo Verde), Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Freixo de Espada à Cinta, Fortaleza (Brasil), Guimarães, João Pessoa (Brasil), Juiz de Fora (Brasil), Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loulé, Loures, Luanda (Angola), Mafra, Mangualde, Marco de Canavezes, Mem Martins, Messines, Mindelo (Cabo Verde), Mira, Montargil, Montijo, Murtosa, Nazaré, Nova Iorque (EUA), Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense (Galiza), Ovar, Pangim (Goa), Pisa (Itália), Ponte de Sor, Pontevedra (Galiza), Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife (Brasil), Redondo, Régua, Rio de Janeiro (Brasil), Rio Maior, Sabugal, Sacavém, Sagres, Santarém, Santiago de Compostela (Galiza), São Brás de Alportel, São João da Madeira, São João d’El Rei (Brasil), São Paulo (Brasil), Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Trofa, Turim (Itália), Viana do Castelo, Vila do Bispo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Nova de Foz Côa, Vila Nova de São Bento, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.

Nota: Muitos destes lançamentos, não só no país como por todo o espaço lusófono, só têm sido possíveis pelo apoio que a este projecto tem sido dado, desde a primeira hora, pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono. O nosso público reconhecimento por isso. Desta forma, a NOVA ÁGUIA tem tido uma projecção não apenas estritamente nacional mas lusófona.

PARA ASSINAR A NOVA ÁGUIA:

https://zefiro.pt/as-nossas-coleccoes-zefiro-revista-nova-aguia-assinaturas

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural
Ângelo Alves, "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo"

Manuel Ferreira Patrício, sobre o MIL e a NOVA ÁGUIA

Manuel Ferreira Patrício, sobre o MIL e a NOVA ÁGUIA
In AA.VV. "A Vida como Projecto. na senda de Ortega e Gasset", Universidade de Évora Edições, 2014, p. 13.

sábado, 1 de março de 2008

O único argumento possível contra a petição MIL...

Fora a posição do pacifismo estreme (respeitável, mas, a meu ver, contestável), só há um argumento para (uma portuguesa ou um português) não assinar a Petição MIL “Por uma Força Lusófona de Manutenção de Paz”: considerar que Portugal não deve reforçar os laços com outros países lusófonos, mas, tão-só, apostar na integração europeia.
Curiosamente, esta perspectiva é comungada tanto por algumas correntes de Esquerda como por algumas correntes de Direita. Estas últimas por razões rácicas: por defenderem um “Portugal branco”, europeisticamente “branco”. Aquelas, mais polidas (ou, tão-só, mais hipócritas?), por razões ditas “civilizacionais”.

17 comentários:

advogado do diabo disse...

Qual é o problema? Se não fosse a Europa, Portugal estaria de novo numa ditadura, com o povo quase todo analfabeto e agarrado á batina do padre.

rigoberto w. von tannenbaum disse...

Há gente muito, mas mesmo muito mal-agradecida ...

Situados geograficamente na Europa mas a virar as costas a tudo o que é progresso e civilização e a se babar com o terceiro-mundismo além-Atlântico.

Que doideira!

Anónimo disse...

Só há um argumento possível? Desculpem, mas isto é uma afronta á capacidade de pensar dos leitores deste blogue. É como dizer "se não estão conosco estão contra nós".

É possível não se concordar com a petição mas mesmo assim ser a favor de um aprofundamento dos laços com os países de expressão Portuguesa e até preferí-lo a um aprofundamento da integração na União Europeia.

É também possível não se ser um pacifista radical mas mesmo assim não se concordar com a petição.

Um pouco mais de confiança na nossa capacidade de pensar de forma autónoma, por favor.

gonçalo g. disse...

Caro Renato,
Realmente, como é que ninguém pensou nesse único argumento!
Espero que esse argumento tenha sido amplamente debatido no MIL e até na Associação Agostinho.
Já agora, seria interessante saber quantos soldados e policias?, quem são os elementos causadores de instabilidade em Timor?, Como é que os vão imobilizar? Suponho que já tenham um parecer estratégico-militar para apoiar a petição, claro que tem! se não esta petição seria completamente inconsequente...
E do ponto de vista cultural, quais são os projectos? Vai haver alguma petição para o envio de uma força de professores lusos?

Renato Epifânio disse...

Caro "Gonçalo G": Já leu a nossa "Declaração de Princípios e Objectivos"? Vê-se bem que não...
Quanto às questões que levanta: acha mesmo que seria o MIL a mobilizar directamente essa força lusófona?! Essa é que é uma posição alucinada... Nós somos um movimento de opinião, que, quanto muito, "exorta os diversos Governos dos países da CPLP". Não nos substituímos ao Estado! Em todo o caso, se acha que a nossa petição não tem cabimento operacional, leia o depoimento do general Tomé Pinto na última edição de "O Diabo". Ele dá-lhe esse parecer...

P.S.: Se já não tenho muita paciência para responder a pseudónimos, a anónimos ainda menos, sobretudo àqueles que, para além de não conseguirem mostrar a cara, não conseguem também revelar as suas razões. Tal a sua "autonomia"!

Klatuu o embuçado disse...

Não há argumentos contra - porque a mais elementar lógica histórica e política os nega; há é tiques e comichões... para não falar da corja de vendidos às esmolas europeias (que bem pagámos com o desmantelar da agricultura e das pescas!) e daqueles - tão viscosos - «bem pensantes», para os quais «bem pensar» é ser de Esquerda porque sim, com uns livros da Simone de Beauvoir, cheios de nódoas de café e de bolas de Berlim, na algibeira rota!

Klatuu o embuçado disse...

P. S. Há uns Brasileiros patéticos que adoram chamar à restante Europa «primeiro mundo» - e onde são recebidos a murro e pontapé!

Aqui, no «terceiro mundo»... são recebidos com abraços, beijinhos, convites de mesa e de cama, programas na TV, tronos nos corsos de Carnaval, viagens guiadas pelo País em busca dos ancestrais perdidos e umas futeboladas amigáveis de Domingo, além dos sempiternos elogios à sua Pátria, bela e amistosa...

Enfim, só razões de queixa, aqui dos Tugas-Joaquim e das suas lusíadas mitosofias... que sempre desejaram grande mal ao mundo!

Rigoberto w. von Tannenbaum disse...

Caro "Klatuu o Embuçado":

Na minha experiência pela Europa, nunca fui recebido a murro e pontapé, porque o pessoal por lá presa a boa educação e a civilidade.

Posso ter sido recebido com frieza nalguns sítios ao se darem conta de onde nasci, mas mais por não terem falsos pudor em relação a admitir que o racionalismo Europeu está na base da ciência, do bem-estar e do conforto que aqueles que realmente se dispõem a trabalhar e a se inserir no sistema podem disfrutar, enquanto que as "mitosofias" portuguesas a pouco mais levaram do que ao desastre.

Por isso até lhes dou uma certa razão aos Europeus quando tratam os Brasileiros com uma certa frieza(e os Portugueses, diga-se de passagem, por vezes ainda mais). É sinal de orgulho saudável na sua própria herança e cultura e reconhecimento da barbárie terceiro-mundista. Prefiro isso aos abraços e beijinhos Portugueses. Ao menos sei com o que estou a lidar. Antes isso do que a hipocrisia de um povo situado geograficamente na Europa, que pouco ou nada tem de Europeu e que faz tudo o que pode para se parecer com os Europeus. Nietsche teria muito a dizer sobre isso ...

Anónimo disse...

Sr. Renato Epifânio, só há uma forma de conhecer a verdade e de estar certo neste mundo: é concordar consigo e com o MIL! Que bom haver gente tão esclarecida e bem-pensante!
Que Deus o abençoe! Haja alguém para salvar a nossa querida Pátria!

Clavis disse...

Ora: quem contacta muito com europeus do norte nota neles muito frequentemente uma certa altivez e superioridade em relação a nós e aos demais membros do dito "club med".

é nesta Europa que nos queremos mesmo afirmar?

Renato Epifânio disse...

Caro Sr. Amónimo:

Só há uma forma de discutir comigo. É de cara destapada e apresentando argumentos. O resto é conversa de treta...

joao marques de almeida disse...

Lavra por aqui uma discussão que, apesar de algumas exaltações, amuos ou convencimentos, não deixa de ser saudável.Algumas das intervenções, anónimas ou assinadas, concorde ou discorde delas, não se podem deixar de ter em conta num forum desta natureza. O tema, embora no plano prático, para os timorenses, saibamos de antemão qual o resultado, no plano da concepção das realidades com que actualmente nos defrontamos provoca reflexão e clarifica perspectivas. É pena que alguns dos intervenientes só se escutem a si próprios, o que provoca entupimentos ou como diz uma amiga minha, interrompe a candência das ideias.
Quanto à mim, que já expressei a minha opinião no texto Como Apoiar o Povo Timorense, se o voltasse a fazer, depois de ter lido o que tem vindo a ser escrito, não o faria da mesma forma, embora mantivesse o mesmo navegar.

Klatuu o embuçado disse...

Meu caro, Rigoberto w. von Tannenbaum, desculpe o desplante, mas antes de lhe responder, gostaria que me dissesse algo de si com honestidade: você é branco?

Rigoberto w. von tannenbaum disse...

E você "Klatuu", é?

O que é que a sua máscara de carrasco esconde? Muita vergonha? Ou uma total falta dela?

Quantas vezes por semana você olha para uma foto da Claudia Schiffer e pensa como seria bom se houvesse mais mulheres como ela á sua volta?

Meu caro "Clavis", o fato de que os Europeus do Norte não fazem mais do que reconhecer uma realidade é motivo para que os Portugueses queiram fugir deles com a cauda entre as pernas? Para quê, para não serem caçoados? Têm medo de não terem força interior para os enfrentar? Para mostrar a vossa dignidade que parece estar tão em baixo (se é que alguma vez esteve em cima)?

Deveria ser motivo para haver motivação para serem mais como eles.

Encare a altivez dos Europeus do Norte como um treino militar ou as peças que os estudantes universitários pregam aos meninos do primeiro ano.

Já agora, porque é que pensam que há tanta Brasileira e Portuguesa altamente qualificada a casar com Alemão, Belga, Holandês, etc.? Muitas delas dizendo que são muito mais felizes com eles do que alguma vez seriam com um Brasileiro ou Português?

Porque será que para elas mostrar o marido quando vêm de férias ao país é motivo de tanto orgulho?

Porque será que os seus filhos são tão acarinhados pelos seus familiares e amigos? Tão rodeados de atenção?

Ao ponto que acham mais prestigioso e propiciador de uma muito melhor qualidade de vida ter um emprego inferior ás suas qualificações ou serem donas-de-casa no país dos seus maridos do que entrar na selva de nepotismo e corrupção do seu país para conseguir um emprego condizente ás suas qualificações?

E porque é que casar, namorar ou até ficar com uma Europeia do Norte é motivo de tanto orgulho para um Brasileiro ou Português?

Klatuu o embuçado disse...

Fale de si (mas não fala de outra coisa) e do que sabe, a menos que tenha uma agência de casamentos extra-fronteiras, e, principalmente, não fale em nome dos Portugueses, que você tão mal conhece, perdendo-se em generalidades míticas e preconceituosas dignas de um mito urbano de subúrbio, nem diminua a seriedade que a política e o debate de ideias podem ter com alusões de bordel.
Na vida e na internet, tenho-me cruzado com alguns Brasileiros descendentes de Alemães e Holandeses (o que não estou a insinuar ser o seu caso, apesar das suas referências germanófilas)... maioritariamente eram umas criaturas arrogantes e aleijadas do cérebro, que da alma brasileira pouco mais tinham que uma nacionalidade conferida por nascimento - e muito me espanta, sempre, a síndroma de ex-colonizado que tanto Brasileiro culto mantém em relação a Portugal. Tal não acontece com o Brasileiro médio: entre o desconhecimento e a anedota de Portuga, rapidamente transformam isso num sentimento de simpatia por Portugal assim que contactam connosco. Por outro, o Brasileiro humilde, quando aqui chega imigrado, e acha engraçado quão semelhante é a nossa Língua, rapidamente se sente em casa e entre irmãos, apesar da permanente e tão lusíada saudade dos seus e da sua Pátria.

O seu caso é de outro tipo: você não chega a ser Brasileiro, não passa de alguém que se vendeu a uma ideia pateta de bem estar ao Norte da Europa, com mulheres louras e sei lá mais que cretinices.

Mas vou perder um pouco mais do meu tempo consigo.

Portugal não só é Europa de pleno direito, como iniciou a construção da Europa Moderna, de que todos somos herdeiros. Simplesmente não nos serve qualquer Europa; não nos serve uma Europa dominada por Ingleses, Alemães e Franceses, conseguindo por decreto o que não conseguiram pela guerra.
A Península Ibérica tem características geográficas de um subcontinente europeu e esse facto sempre moldou a alma dos povos que a têm habitado até hoje. A Civilização mede-se por um tempo longo e não por uma qualquer riqueza ocasional. Portugal é parte da civilização mediterrânica - que tem duas margens -, em tudo superior à civilização norte-europeia; já havia Roma, ainda os Norte-Europeus se dedicavam a roubar vacas, violar mulheres e incendiar palhotas. Perceber esta superioridade é tão simples como comer uma refeição num restaurante alemão e num restaurante português e, depois, ouvir o estômago.

Quanto ao mais que você diz, nada me apraz comentar: histórias de telenovela de quem vai para a cama com quem, não me interessam.

Termino, mas não o cumprimentando, porque você é um idiota malcriado.

P. S. Sou branco e Português, apesar de ter ainda algum sangue norte-europeu: passo por autóctone na Escócia (sou alto, muito acima da média portuguesa), mas também em Marrocos, ao fim de duas semanas de praia; mas não na Alemanha nem na Noruega, aí sou, irremediavelmente, estrangeiro, o que sempre me agradou.

P. P. S. KLATUU o embuçado é, assumidamente, uma personalidade virtual que remete para um blog, esconde o que eu quero que esconda... mas nada da minha alma e dos meus valores e princípios; é uma personalidade, com toda a responsabilidade ética que o conceito acarreta.
Já você nada é... apenas uma linha escrita a fazer lembrar o Natal na Alemanha e que, depois, acrescenta muitas outras linhas: a fazer lembrar o pensamento de uma rena.

Ana Margarida Esteves disse...

Klatuu, subiste mais uns quantos degraus na minha escala de consideração. Quem fala assim não é gago!

Relativamente ao Sr. von Tannenbaum, não vou perder tempo a dirigir-lhe sequer a palavra. Infelizmente já tive de lidar com esse tipo de "Brasileiros" (?) e sei muito bem a chaga que podem ser.

PiresF disse...

Amigo Klatuu Niktos, Lord of Erewhon.

São estes tipos, de pouca coluna vertebral, que ceifam a alma de um povo. Vendem-se por coisa pouca: um casamento estrangeiro ou a exibição de espécimes altos e loiros, enquanto, no escuro, lambem as feridas provocadas pelo canzarrão dos seus medos e aceitam os ferros das ganadarias dos mares do norte.
Conheço portugueses mais brasileiros que este, portugueses de múltiplas geografias da alma lusófona, que não trocam o seu património por banana e são intrinsecamente contra a prostituição cultural. Esses, erguem-se resplandecentes, de alma grávida e acrescida de sonho e futuridade.