EM TODO O PAÍS & MUNDO LUSÓFONO: LANÇAMENTOS NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI

Desde 2008, "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".

A Águia foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.

A NOVA ÁGUIA pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu “espírito”, adaptado ao século XXI, conforme se pode ler no nosso
Manifesto.

Tal como n’ A Águia, procuraremos o contributo das mais relevantes figuras da nossa Cultura, que serão chamadas a reflectir sobre determinados temas:

- 1º número (1º semestre de 2008): A ideia de Pátria: sua actualidade.

- 2º número (2º semestre de 2008): António Vieira e o futuro da Lusofonia.

- 3º número (1º semestre de 2009): O legado de Agostinho da Silva, 15 anos após a sua morte.

- 4º número (2º semestre de 2009): Pascoaes, Portugal e a Europa: 20 anos após a queda do Muro de Berlim.

- 5º número (1º semestre de 2010): Os 100 anos d' A Águia e a situação cultural de hoje.

- 6º número (2º semestre de 2010): A República, 100 anos depois.

- 7º número (1º semestre de 2011): Fernando Pessoa: "Minha pátria é a língua portuguesa" (nos 15 anos da CPLP).

- 8º número (2º semestre de 2011): O Pensamento da Cultura de Língua Portuguesa: nos 30 anos da morte de Álvaro Ribeiro.

- 9º número (1º semestre de 2012): Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?

- 10º número (2º semestre de 2012): Leonardo Coimbra, Dalila Pereira da Costa, Manuel Laranjeira e João de Deus: Razão e Espiritualidade.

- 11º número (1º semestre de 2013): "Da minha língua vê-se o mar": o Mar e a Lusofonia.

- 12º número (2º semestre de 2013): O pensamento de António Quadros - nos 20 anos do seu falecimento.

- 13º número (1º semestre de 2014): O balanço de Abril, 40 anos depois - nos 20 anos do falecimento de Agostinho da Silva.

- 14º número (2º semestre de 2014): 80 Anos da "Mensagem" – 8 Séculos da Língua Portuguesa.

- 15º número (1º semestre de 2015): Nos 100 Anos do “Orpheu” e da "Arte de Ser Português"

- 16º número (2º semestre de 2015): Quem tem medo da Filosofia Lusófona? Nos 100 anos do falecimento de Sampaio Bruno.

- 17º número (1º semestre de 2016): A importância das Diásporas para a Lusofonia.

- 18º número (2º semestre de 2016): Autores em destaque - Ariano Suassuna, Delfim Santos e Vergílio Ferreira.

- 19º número (1º semestre de 2017): O Balanço da CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa ; Afonso de Albuquerque: 500 anos depois.

- 20º número (2º semestre de 2017): autores em destaque – José Rodrigues (no ano da sua morte); Raul Brandão (nos 150 anos do seu nascimento); Francisco Manuel de Melo (nos 350 anos da sua morte).

- 21º número (1º semestre de 2018): autores em destaque – Dalila Pereira da Costa (nos 100 anos do seu nascimento); Fidelino de Figueiredo (nos 50 anos da sua morte); António Nobre (nos 150 anos do seu nascimento).

Para o 21º número, os textos devem ser enviados até ao final de Dezembro.

Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra).
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa).

Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286.

Capa da NOVA ÁGUIA 19

Capa da NOVA ÁGUIA 19

EDITORIAL NOVA ÁGUIA 19

No décimo nono número da NOVA ÁGUIA, começamos por dar destaque a dois eventos promovidos pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono – falamos do Colóquio “Afonso de Albuquerque: Memória e Materialidade”, que assinalou, da forma descomplexada que nos é (re)conhecida, os quinhentos anos do seu falecimento, e do IV Congresso da Cidadania Lusófona, que teve como tema “O Balanço da CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – 20 anos após a sua criação”.
Assim, na secção de abertura, sobre “O Balanço da CPLP”, começamos com uma reflexão de Miguel Real sobre o futuro da Lusofonia, dando depois voz aos representantes dos vários países e regiões do espaço de língua portuguesa que participaram no IV Congresso da Cidadania Lusófona – finalmente, fechamos com um Balanço do próprio Congresso e com o Discurso de justificação da entrega do Prémio MIL Personalidade Lusófona a D. Duarte de Bragança, proferido, na ocasião, por Mendo Castro Henriques. Na secção seguinte, sobre Afonso de Albuquerque, seleccionámos alguns dos textos apresentados no referido Colóquio, que decorreu em Dezembro de 2015, na Biblioteca Nacional de Portugal.
Depois, evocamos mais de uma dezena e meia de autores, começando por Afonso Botelho – falecido há já vinte anos e a quem foi dedicado o mais recente Colóquio Luso-Galaico sobre a Saudade, que decorreu no passado ano – e terminando em Vergílio Ferreira, na NOVA ÁGUIA já celebrado no número anterior, por ocasião dos cem anos do seu nascimento. Na secção seguinte, outras temáticas são abordadas – desde logo: “A Universalidade da Igreja e a vivência do multiculturalismo”, por Adriano Moreira, e a “Confederação luso-brasileira: uma utopia nos inícios do século XX (1902-1923)”, por Ernesto Castro Leal.
A seguir, em “Extravoo”, publicamos inéditos de Agostinho da Silva e de António Telmo e republicamos um conto de Fidelino de Figueiredo, “No Harém”, precedido de um ensaio de Fabrizio Boscaglia. Por fim, em “Bibliáguio”, damos destaque a algumas obras promovidas recentemente pelo MIL – nomeadamente: A “Escola de São Paulo”, de António Braz Teixeira, Olhares luso-brasileiros, de Constança Marcondes César, Política Brasílica, de Joaquim Feliciano de Sousa Nunes, e José Enes: Pensamento e Obra, resultante de um Colóquio promovido pelo Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, a Universidade dos Açores, a Universidade Católica Portuguesa e a Casa dos Açores em Lisboa, decorrido em Outubro de 2015.
Ainda sobre Ariano Suassuna, autor em destaque no número anterior, publicamos, a abrir este número, uma ilustração do próprio Ariano oferecida a António Quadros, com uma nota explicativa que nos foi enviada por Mafalda Ferro, Presidente da Fundação António Quadros, a quem agradecemos mais este gesto de apoio à NOVA ÁGUIA. De igual modo, agradecemos também aqui – na pessoa do seu Presidente, Abel de Lacerda Botelho – todo o apoio que tem sido dado à NOVA ÁGUIA e ao MIL pela Fundação Lusíada, uma das instituições culturais mais prestigiadas em Portugal, que comemorou, no dia 12 de Março do passado ano, no Círculo Eça de Queiroz, em Lisboa, os seus trinta anos de existência. Os nossos parabéns à Fundação Lusíada.

A Direcção da NOVA ÁGUIA

Post Scriptum: Falecido no dia 4 de Março do corrente ano, dedicamos este número a Ângelo Alves, Doutorado em Filosofia em 1962, com a tese “O Sistema Filosófico de Leonardo Coimbra. Idealismo Criacionista", que, na sua última obra, “A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo” (2010), escreveu que a NOVA ÁGUIA e o MIL: Movimento Internacional Lusófono representam o "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural, após o Movimento da Renascença Portuguesa e o Movimento da Filosofia Portuguesa.

NOVA ÁGUIA Nº 19: ÍNDICE

Editorial…5

O BALANÇO DA CPLP: COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA

O FUTURO DA LUSOFONIA Miguel Real…8

PORTUGAL Maria Luísa de Castro Soares…10

ANGOLA Carlos Mariano Manuel…18

MOÇAMBIQUE Delmar Maia Gonçalves…21

CABO VERDE Elter Manuel Carlos…23

TIMOR Ivónia Nahak Borges…24

MACAU Jorge A.H. Rangel…26

MALACA Luísa Timóteo…31

GUINÉ Manuel Pechirra…32

GALIZA Maria Dovigo…34

BRASIL Paulo Pereira…37

GOA Virgínia Brás Gomes…41

BALANÇO DO IV CONGRESSO DA CIDADANIA LUSÓFONA Renato Epifânio…44

D. DUARTE DE BRAGANÇA, PRÉMIO MIL PERSONALIDADE LUSÓFONA Mendo Castro Henriques…45

SOBRE AFONSO DE ALBUQUERQUE

PORQUÊ RECORDAR AFONSO DE ALBUQUERQUE? Renato Epifânio…48

AFONSO DE ALBUQUERQUE, PROFETA ARMADO, E A SOMBRA DE MAQUIAVEL Mendo Castro Henriques…49

AFONSO DE ALBUQUERQUE, DA REALIDADE À FICÇÃO: A MATÉRIA DE QUE SÃO FEITOS OS MITOS Deana Barroqueiro…58

A ARQUITECTURA MILITAR PORTUGUESA DE VANGUARDA NO GOLFO PÉRSICO João Campos…60

ASPECTOS MILITARES DA PRESENÇA PORTUGUESA NO ÍNDICO NO SÉCULO XVI Luís Paulo Correia Sodré de Albuquerque...74

BRÁS DE ALBUQUERQUE E OS COMMENTARIOS DE AFONSO DALBOQUERQUE (LISBOA, 1557) Rui Manuel Loureiro…79

AFONSO DE ALBUQUERQUE: CORTE, CRUZADA E IMPÉRIO José Almeida…89

OUTRAS EVO(O)CAÇÕES

AFONSO BOTELHO Pinharanda Gomes…92

AGOSTINHO DA SILVA Pedro Martins…97

ANTÓNIO VIEIRA Nuno Sotto Mayor Ferrão…103

AURÉLIA DE SOUSA Joaquim Domingues…111

CAMÕES Abel de Lacerda Botelho…113

FARIA DE VASCONCELOS Manuel Ferreira Patrício…119

FIALHO DE ALMEIDA José Lança-Coelho…125

FIDELINO DE FIGUEIREDO Mário Carneiro…127

LEONARDO COIMBRA João Ferreira…133

MÁRIO SOARES Renato Epifânio…139

PESSOA E RODRIGO EMÍLIO José Almeida…140

PIER PAOLO PASOLINI Brunello Natale De Cusatis…146

PINHARANDA GOMES Carlos Aurélio….151

SAMUEL SCHWARZ Sandra Fontinha…157

SANTA-RITA PINTOR José-Augusto França…168

VERGÍLIO FERREIRA António Braz Teixeira…177

OUTROS VOOS

A UNIVERSALIDADE DA IGREJA E A VIVÊNCIA DO MULTICULTURALISMO Adriano Moreira…184

CONFEDERAÇÃO LUSO-BRASILEIRA: UMA UTOPIA NOS INÍCIOS DO SÉCULO XX (1902-1923) Ernesto Castro Leal…187

CAMINHOS PARA UMA PEDAGOGIA SOCIAL OU PARA UMA TRANSDISCIPLINARIDADE DIALÓGICA Joaquim Pinto…196

O QUE SÃO AS FILOSOFIAS NACIONAIS? Luís de Barreiros Tavares…206

A HETERONÍMIA COMO ETOPEIA Mariella Augusta Pereira…214

ESCOTÓPICA VISÃO – DA ESSÊNCIA DA POESIA Pedro Vistas…223

AUTOBIOGRAFIA 2 Samuel Dimas…232

O PENSAMENTO E A MÚSICA DE MARIANO DEIDDA António José Borges…241

EXTRAVOO

VIDA CONVERSÁVEL - SEGUNDA PARTE (CONTINUAÇÃO) Agostinho da Silva…246

NOVE APONTAMENTOS INÉDITOS António Telmo…251

NO HARÉM Fidelino de Figueiredo (com um ensaio de Fabrizio Boscaglia)…254

BIBLIÁGUIO

A « ESCOLA DE SÃO PAULO» Constança Marcondes César…266

JOSÉ ENES: PENSAMENTO E OBRA Manuel Ferreira Patrício…268

OLHARES LUSO-BRASILEIROS & POLÍTICA BRASÍLICA José Almeida…270

O COLAR DE SINTRA Luísa Barahona Possollo…272

OBRAS PUBLICADAS EM 2016 Renato Epifânio…277

POEMÁGUIO

FAL A DE AFONSO DE ALBUQUERQUE AO SAIR DE MALACA José Valle de Figueiredo…90

O QUE NÃO FIZ NA VIDA André Sophia…90

MANIFESTO LUSÓFONO 1 Cristina Ohana…91

LER O AR António José Borges…205

O FRESCOR DA MANHÃ Manoel Tavares Rodrigues-Leal…240

VER, DE VERGÍLIO FERREIRA Renato Epifânio…240

INSCRIÇÃO Jesus Carlos…245

LUSO–ASCENDENTE Maurícia Teles da Silva…264

O FUMADOR Jaime Otelo…265

TINTA PERMANENTE Maria Luísa Francisco…265

ABANDONO Maria Leonor Xavier...279

DE MECA A JERUSALÉM Daniel Miranda…279

MEMORIÁGUIO…280

MAPIÁGUIO…281

ASSINATURAS…281

COLECÇÃO NOVA ÁGUIA…284


Apresentação da NOVA ÁGUIA 19

Apresentação da NOVA ÁGUIA 19
18 de Abril: Sociedade de Geografia de Lisboa (para ver, clicar sobre a imagem)

Para agendar um lançamento: novaaguia@gmail.com; 967044286.

MAPIÁGUIO (mapa de locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA): Albufeira, Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Aljezur, Aljustrel, Allariz (Galiza), Almada, Almodôvar, Amadora, Amarante, Arraiolos, Assomada (Cabo Verde), Aveiro, Azeitão, Baía (Brasil), Bairro Português de Malaca (Malásia), Barcelos, Batalha, Beja, Belo Horizonte (Brasil), Bissau (Guiné), Bombarral, Braga, Bragança, Brasília (Brasil), Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Campinas (Brasil), Carnide, Cascais, Castro Marim, Castro Verde, Chaves, Cidade Velha (Cabo Verde), Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Freixo de Espada à Cinta, Fortaleza (Brasil), Guimarães, João Pessoa (Brasil), Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loulé, Loures, Luanda (Angola), Mafra, Mangualde, Marco de Canavezes, Mem Martins, Messines, Mindelo (Cabo Verde), Mira, Montargil, Montijo, Nazaré, Nova Iorque (EUA), Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense (Galiza), Ovar, Pangim (Goa), Pisa (Itália), Ponte de Sor, Pontevedra (Galiza), Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife (Brasil), Redondo, Régua, Rio de Janeiro (Brasil), Rio Maior, Sabugal, Sacavém, Santiago de Compostela (Galiza), São Brás de Alportel, São João da Madeira, São João d’El Rei (Brasil), São Paulo (Brasil), Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Trofa, Turim (Itália), Viana do Castelo, Vila do Bispo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Nova de Foz Côa, Vila Nova de São Bento, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.

Nota: Muitos destes lançamentos, não só no país como por todo o espaço lusófono, só têm sido possíveis pelo apoio que a este projecto tem sido dado, desde a primeira hora, pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono. O nosso público reconhecimento por isso. Desta forma, a NOVA ÁGUIA tem tido uma projecção não apenas estritamente nacional mas lusófona.

PARA ASSINAR A NOVA ÁGUIA: www.zefiro.pt/assinaturas




O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural
Ângelo Alves, "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo"

Manuel Ferreira Patrício, sobre o MIL e a NOVA ÁGUIA

Manuel Ferreira Patrício, sobre o MIL e a NOVA ÁGUIA
In AA.VV. "A Vida como Projecto. na senda de Ortega e Gasset", Universidade de Évora Edições, 2014, p. 13.

domingo, 24 de janeiro de 2010

RAUL PROENÇA, COLABORADOR D’ A ÁGUIA

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Maria Celeste Natário

Foi neste órgão de importante projecção cultural no tempo (e também fora dele) que Raul Proença, um pensador que não é portuense, se liga ao grande escol de intelectuais que do Porto e no Porto pensaram, fizeram escola, intervieram na vida da cidade e do País, e estiveram sempre atentos aos ventos que de fora chegavam, desde que daí en­tendessem poder retirar ensinamentos e melhor pudessem fundamentar posições assumidas.
A criação da Associação Renascença Portuguesa foi tam­bém um dos momentos de grande importância na vida de Raul Proença, tendo sido desde a primeira hora a pessoa escolhida por Jaime Cortesão (homem que sonhara esta Associação) para pôr em prática esse sonho. Por isso, e de forma directa, a ligação de Raul Proença à Renascença Portuguesa explica-se, quanto a nós, pela amizade que se estabelece em Lisboa com Leonardo Coimbra e Jaime Cortesão em 1908-1909, a que se seguiu o convite dos homens do Norte para a sua colaboração em A Águia (l.a série). Este acontecimento teve, segundo pen­samos, importantes repercussões na evolução do pensamento deste autor, principalmente a partir de 1910 (data em que a sua matriz positivista, iniciada ainda como estudante do Ins­tituto Comercial e Industrial em Lisboa, por volta de 1904-1905, começa a ser ultrapassada), para em 1912 constituir já a primeira fase do seu pensamento.
A colaboração em A Águia inicia-se assim numa época (1910) em que o seu pensamento passa por substanciais alte­rações, constituindo, pensamos, uma especial e acrescida im­portância, quer no plano global do seu trabalho, quer especi­ficamente no contexto em causa, não sendo despiciendo referir o novo leque de amizades e diferentes posicionamentos filosó­ficos com que passa a conviver.
A temática política, sempre muito presente no seu pensa­mento, é nesta época tratada na Alma Nacional, revista de António José de Almeida, a qual inicia a sua publicação em 10 de Fevereiro de 1910 e onde Raul Proença colaborou assi­duamente ao longo de trinta e quatro números.
Porém, e no mesmo ano, a colaboração em A Águia é de natureza bem diferente e também menos assídua do que na Alma Nacional.
Em A Águia (l.a série) são publicados, no total, cinco ar­tigos[1], sendo o tema de maior relevo aí tratado a questão da Arte. Não foi contudo ao acaso que o pensador de Lisboa, convidado para colaborar na Revista do Norte, se debruça sobre esta questão. A base para o interesse deste tema, o qual é exposto pelo nosso autor em dois artigos com o mesmo títu­lo — «A arte é social?» —, decorre de uma proposta do poeta belga Verhaeren, que aos leitores de A Águia se dirige sobre tal questão, ou seja, «A arte é social?». E, se o não é na sua essência, deve ou pode sê-lo? Mais do que na qualidade de leitor, mas também como colaborador, Raul Proença vai ence­tar as suas respostas, começando por discordar da pergunta. Entendendo que esta não estava «muito nitidamente delimita­da nem muito claramente expressa», resolve o crítico atento «sobre questão tão vaga» separar os diferentes aspectos da temática e tratá-los por partes, significando para o nosso au­tor que seria necessário discernir primeiro sobre cada um dos seus aspectos. Respondendo à primeira questão, Proença con­sidera que a obra de arte faz parte e é uma característica da vida social, podendo individualizar um povo e uma cultura. Psicologicamente, entende que a obra de arte reflecte a alma e o ideal comum de uma cultura no que ela tem de mais profundo e humano, afirmando que «a arte bastaria para de­finir psicologicamente um povo ou desenterrar das ruínas uma esquecida época»[2]. Como exemplo, Raul Proença refere a pi­râmide de Keops ou a esfinge de Gize como sendo «o espelho da alma egípcia», ou ainda o Coliseu e Ariana adormecida testemunhos da grandeza de Roma, assim como o Pártenon, Diana ou Vénus, os quais nos transmitem a harmonia da vida do espírito helénico.
Também a música, a pintura, a arquitectura e as letras são o reflexo de um tempo e de um espaço onde, segundo o nosso autor, os seus mestres transmitem os mesmos sentimen­tos e ideias de um povo e cultura. Com a filosofia o mesmo acontece, pois «os pensadores filosofam com a alma do seu povo», dando também soluções a «problemas transcendentes com o sangue das nossas veias», aludindo ainda tanto ao pragmatismo francês como ao anglo-saxónico, em que o pri­meiro revela a tradição racionalista e o gosto pela harmonia e o segundo se inclina pelo «empirismo absoluto e as suas tendências utilitárias».
Na arte, o que se verifica, segundo Raul Proença, é que a penetração do social e a sua envolvência (mais do que no domínio do pensamento científico ou da especulação científica) são mais fortes, estando em causa os sentimentos mais do que as ideias, sendo que «muitas vezes já os homens estão de acordo pelo que sentem e ainda lutam pelo que sentem». A obra de arte, que antes de tudo é social (ainda que possa provocar sentimentos anti-sociais, nunca deixando de ser social, exalta, ilumina e «acrescenta valor à vida humana» nas suas várias formas, pois a arte espiritualiza, «afastando as almas da ma­téria bruta».
Quanto ao papel do criador e da realização do ideal de beleza, Proença refere que são «as sensibilidades mais desper­tas que fixam na linguagem humana, na linha, no verso, tudo o que há de desconhecido em roda de nós e em nós mesmos», e que, ao contrário daqueles que vivem a vida sem a senti­rem, esses vivem-na sentindo-a.
Também as dimensões do conhecimento e da moral são atribuídas à obra de arte, dimensões estas cumpridas aqui mais do que em qualquer outra ciência, pois «ensina sem didactismo e moraliza sem dogma», dando um mais elevado sentido à vida, sendo «um fenómeno sagrado formado de coi­sas sagradas». A arte terá também assim a função de fazer despertar, dar mais valor à vida, pois o homem educado pela arte «habitua-se a considerar a vida de joelhos», produzindo simpatia e sensibilidade. Por isso, e independentemente «dos intuitos surajoutées, a arte não só é social, como eminente­mente moral».
Mas se a natureza da arte é social, também o seu objecto o é, ainda que algumas expressões de arte aparentemente o possam não parecer. No íntimo do seu objecto, a «arte socioló­gica, de costume, psicológica ou cósmica» é social (o que de­corre da «porção de universalidade que contém»), sendo tam­bém capaz de nos fazer desprender da prisão humana e de nos transportar para as «regiões da unidade inefável».
O ideal de beleza e a inspiração estética do criador (dois dos aspectos mais considerados por aqueles que defendem a ideia de «arte pela arte») é também resolvida pela análise de Proença. Considerar o intuito estético do criador da obra de arte como não sendo, de modo algum, adverso do intuito moral (antes bem pelo contrário) possibilitará uma visão mais íntima da realidade, sendo necessário que, «para que nada se sacri­fique, nem o desejo de perfeição moral nem a sede de perfei­ção artística», o artista crie, «vibrando sob um único impulso», ou seja, que «o artista se confunda com o homem de coração para que nele se forme uma nova criatura espiritual, única, duma espiritualidade mais alta»[3].
O Bem e o Belo serão criados na obra de arte, na opinião do pensador de Lisboa, se, de forma conjugada, o seu criador escutar a voz da moralidade e da Beleza. «Tudo o que é hu­mano vale na medida em que satisfaz a maior porção do ho­mem», possibilitando uma maior proximidade do mistério da vida, onde o artista pode ser uma espécie de «apóstolo» que dá mais vida à vida.
Porém, pensa também que não constitui uma obrigação que o artista, na produção da sua obra de arte, se inspire de um intuito social, pois a sua missão «é emover [sic] pela Be­leza e fazendo-o já satisfaz». Mas «quase sempre ganha se se inspirar dum alto intuito humano, porque aumenta então em profundeza o seu omnipotente encanto, porque não satisfaz apenas o nosso intuito originário de Beleza, mas congraça todas as aspirações, todos os desejos, todos os intuitos, na integridade da alma humana». Estas obras sim, são aquelas que Proença chama «obras de perfeição eterna».
A questão dos fins da arte (que por volta dos anos 30 e início dos anos 40 conhece em Portugal aceso debate), Proença deixa expressa a sua posição vinte anos antes, salvaguardan­do, em certa medida, a sua ideia de «arte pela arte» e da «arte social».
Não obstante, reconhece o artista (embora como autónomo e como génio, imbuído de «uma certa superioridade psíquica») defende também que ele é um ser «heterónomo» (sic) porque dependente do mundo social que o envolve, onde a estética pode (ou deve) estar presente. Simultaneamente, o homem (animal social) desenvolve a sua característica de ser comuni­tário, vivendo em comunhão com. Por isso, o dentro de si e c fora de si unem-se na obra de arte, levando a que o fenómeno estético deva ser entendido numa atitude omnicompreensiva que Proença defendeu.
Na confluência do Bem e da Beleza, a sua concepção de estética aproxima-se de um pendor ético-material, sendo a arte um acto vital[4] que tem como finalidade dar mais vida à vida porque capaz de a elevar a uma vida que «tenha de Apoio e de Dioniso e de Jesus Olímpico, fervorosa, entusiasta, séria, profunda, grave»[5].
A síntese dos valores pagãos e cristãos (presente na maio­ria dos homens de A Águia, como Pascoaes, Leonardo Coim­bra e Jaime Cortesão) também parece ter sido inspiradora de Proença.
O positivismo materialista e naturalismo estético, por onde inicialmente Proença fora conduzido, ia dando lugar a um cada vez mais acentuado espiritualismo, inspirado numa intuição da vida como fonte de permanente criação, Bondade e Beleza.
A tese de licenciatura em Medicina que Jaime Cortesão apresentara em Lisboa em 1910, intitulada A Arte e a Medici­na— Antero de Quental e Sousa Martins[6], leva também Proen­ça à redacção de um artigo, fazendo uma recensão da obra[7], e onde também a questão da arte é retomada, desta vez sobre­tudo mais na dimensão do artista. Cortesão, a quem se refere como «poeta da Águia»[8] e que realizou com este trabalho «uma obra de simpatia», é também por ele considerado como um artista. À semelhança de Antero, também Cortesão era para Proença um «poeta da profundidade», pois, «com o amor que nós pomos a defender o que constitui a melhor parte de nós mesmos», levou a cabo, mais do que com simpatia, «a condição primária na crítica de uma obra de arte», o que o nosso autor designou como «comunicação com as almas»[9].
Jaime Cortesão fora sobretudo também movido pela preo­cupação de reabilitação do grande poeta Antero, que muito admirava, deixando, de certo modo, falar o coração, porque (es­crevia Proença neste texto, citando o próprio Cortesão) «o meu coração – disse ele um dia – só pode amar e admirar com paixão». E, continuando a citar o autor da dissertação, afirma que a sua atitude fica patente numa nota do trabalho quando diz «nós outros (artistas) escrevemos as mais das vezes à custa do amor e do sofrimento, do entusiasmo e da indignação».
Esta circunstância, em que «o autor começa a sua obra de crítica condenando-se desde logo como crítico», merece a Proen­ça o agradecimento por essa sinceridade e, embora o rigor e a desinteressada observação possam ser postos em causa, isso não obstacularizará a que mesmo assim Cortesão, na opinião de Proença, não tenha acertado nas linhas gerais.
Este texto, visando fundamentalmente a análise do traba­lho de Cortesão, fornece-nos simultaneamente não só a com­provação da sua perspectiva acerca da arte (que nos artigos anteriores explanara), mas também a sua oposição ao materia­lismo da doutrina positivista a que se ligara.
Assentindo na ideia de criação artística que brota do im­pulso interior da alma do artista, onde o amor e a paixão se podem impor, não deixa contudo de considerar, neste caso concreto de Cortesão, que a sua preocupação decorria afinal de uma questão moral (a da reabilitação de Antero de Quen­tal), com ele concordando na atitude do artista, que decorria muitas vezes do amor, sofrimento, entusiasmo e indignação que as circunstâncias envolventes provocam.
Por isso, «arte pela arte» e «arte social» ficam concebidas, e de certo modo justificadas, ocupando, no entanto, o domínio dos afectos e das emoções um papel extremamente importan­te, não fosse a arte reflexo da vida e a vida podendo ser tam­bém reflexo da arte.
Por isso a vida (valor por Proença considerado como o mais importante de todos) não podia dispensar a arte e a filosofia, que devem entender-se como sendo a própria vida, onde a universalidade e expansão criadora existem. O «torpe positivismo» de Sousa Martins caía, na perspectiva do nosso autor, num estreito dogmatismo, pelo que a ciência assim entendida teria que falhar necessariamente porque dela se esperou «o último milagre» e dela se fez «o último Deus». E Sousa Martins, na sua Nosografia de Antera, cai nessa ar­madilha.
A alucinação e superstição científicas que os progressos nas ciências provocaram induziram a uma falsa crença no seu poder, considerado absoluto. Também o intelectualismo daí decorrente levou «à confiança mais ingénua no seu poder revelador da inteligência humana»[10], e nessa perniciosa in­fluência caíram os espíritos mais profundos e originais, como foi o caso de F. Nietzsche, ainda que, «na sua segunda fase [afirma Proença], se afaste mais do Dionísio para se aproxi­mar mais de Sócrates»[11].
«A doutrina comtiana defensora da ordem e da Razão do Estado», assim como «o determinismo que nega a liberdade criadora e a doutrina da Evolução, que subordina a Revolução ao movimento evolutivo»[12], vão surgir exactamente neste pe­ríodo de crença desmesurada na ciência, numa fase que Proen­ça designaria como «período da intelectualidade petulante», a que chama também «Reino da Burguesia»[13]. Aqui, a vida hu­mana na sua verdadeira dimensão era esquecida, porque uma «razão estreita que tudo intelectualiza» constituía o único ins­trumento de análise. Definitivamente Proença condena essas crenças redutoras na razão, ou seja, aquelas que dela faziam «o novo Prometeu».
A compreensão da vida afigurava-se-lhe, fundamentalmen­te a partir desta época, como algo bem mais complexo, a que a «ilusão ao suficientismo positivista» não podia dar respos­tas.
Comte, Zola, Strauss, Berthelot, Haeckel, Le Dantec, eram autores com os quais, de um ou outro modo, Proença encon­trara afinidades e que agora critica, porque afinal «profana­ram a vida», reduzindo-a à visão científica. Escalando «o céu com o intelecto», com uma «Razão estreita» e não com a «Ra­zão larga que sintetiza as experiências da vida», tudo ficaria reduzido a uma espécie de cousismo, em que a vida, com to­das as suas expressões, seria profanada. A afirmação lapidar de Proença que sintetiza bem o seu pensamento racionalista, espiritualista e vitalista e que mais claramente começa a aprofundar e desenvolver desde a sua colaboração em A Águia (l.a série) e na Alma Nacional, e que prossegue e acentua em A Águia (2.a série) a partir de 1912, e em quase todos os seus textos até ao final da vida é esta: «Porque, acima de tudo e além de tudo, eu fiz da vida o meu culto e fiz da liberdade uma paixão.»




[1] A colaboração de Raul Proença em A Águia (1.ª série) inicia-se com o n.° l, em l de Dezembro de 1910, publicando o texto intitulado «Carta perdida». Segue-se o artigo «A arte é social?», no n.° 2, de 15 de Dezembro de 1910, «A arte é social? II», no n.° 3, de l de Janeiro de 1911, «Carta a Álvaro Pinto», sem título, no n.° 5, de l de Fevereiro de 1911, e «Jaime Cortesão — A Arte e a Medicina — Antera de Quental e Sousa Martins (crí­tica)», no n.° 9, de 1 de Maio de 1911. Porém, Raul Proença continuará a colaborar em A Águia (2." série), a partir de 1912, desta vez como órgão da Associação Renascença Portuguesa. Aqui, ainda que a temática política te­nha também lugar, inclusivamente com um artigo intitulado «A situação po­lítica» (no n.° 2, de 5 de Fevereiro de 1912), o tema de maior importância que vamos ver surgir é o do seu estudo sobre o Eterno Retorno, onde de­monstra de forma inequívoca quer a sua capacidade de estudioso especula­tivo, quer a sua mais clara vertente de filósofo e pensador que, «às mãos» com a vida, se confronta com ela de forma mais radical e em que o seu pensamento espiritualista vitalista mais se acentua também como uma filo­sofia da existência.
[2] Raul Proença, «A arte é social?», in A Águia, 1.ª série, n.° 2, 15 de Dezembro de 1910. Até à próxima nota, todas as citações se referem a este artigo, assim como ao artigo com o mesmo título de l de Janeiro de 1911.
[3] O espiritualismo vitalista de que o pensamento de Proença estava impregnado começa desde bem cedo a evidenciar-se. Nos textos a que nos vimos referindo, «A arte é social?», é notória a cada vez maior importância da dimensão espiritual do homem, que se prolongará sempre e cada vez mais até ao final da sua vida, em 1941. Guyau, Verron e mesmo Tolstoi eram autores que em 1910 Raul Proença parece já conhecer, não só por al­gumas referências que lhes vai fazendo, mas também por excertos de algu­mas das obras destes autores, que constam em «apêndices» do seu espólio, na Biblioteca Nacional. Embora algumas sejam posteriores a 1910, também é verdade que, já nesta data, conhecia Tolstoi, a ele se referindo no segundo artigo de «A arte é social?» (p. 8), o mesmo acontecendo em relação a Guyau no artigo também já referido, «Jaime Cortesão—A Arte e a Medicina — Antero de Quental e Sousa Martins», A Águia, l de Maio de 1911, p. 14. Neste último caso, Proença demonstra conhecer mesmo com alguma profun­didade a obra de Guyau, pois neste artigo, ao falar da «simpatia» como «condição primária na crítica de uma obra de arte», afirma que «só ela nos põe em comunicação com as almas», o que, segundo pensa o nosso autor «Guyau viu — o bem» (p. 15).
[4] Talvez o papel que atribui à arte tenha algumas semelhanças corr J. M. Guyau, in Les problèmes de 1'esthétique contemporaine, 11.ª ed., Paris Libraire Pelix Alcan, 1925, pp. 32 e 35, 37, 181, 65-75, 140. Raul Proença irá citar Guyau por diversas vezes nesta fase, mas principalmente no seu estudo sobre o Eterno Retorno. Se pensarmos também em Nietzsche, cuja ética estético-formal pode ser vista (segundo alguns estudiosos) como estan­do para além do Bem e do Mal, Proença está em oposição.
[5] Idem, ibidem.
[6] Esta dissertação versava sobre o estudo nosológico que Sousa Mar­tins fizera no In Memoriam sobre Antero de Quental, na tentativa de dar resposta aos problemas de saúde de Antero de Quental, considerando-o um caso de «degenerescência superior». Jaime Cortesão, terminado o seu curso de Medicina, apresenta um trabalho refutando essa posição. A tese que Sousa Martins defendia na sua obra Nosografia de Antero — In Memoriam, Porto, 1896, demonstra a sua sedução pelas teorias de Lombroso e Nordau, então muito na moda, acerca da «gestão mórbida do génio» (expressão de Sant'Anna Dionísio, «Antero», in Seara Nova, Lisboa, 1934, p. 98), onde um critério materialista e redutor o leva a falar de Antero como de uma «degenerescência hereditária» (in Sousa Martins, ibidem, p. 244), concluin­do que, embora tivesse laivos de génio, era um desequilibrado, o mesmo seria dizer, em linguagem comum, que era um doido. Sobre este assunto, consulte-se também Sottomayor Cardia, «O pensamento filosófico do jovem Sérgio», in História e Filosofia, vol. l, Lisboa, 1982, pp. 12-13 e 424-425.
[7] In A Águia, 1.ª série, n.° 9, de l de Maio de 1911. Refira-se, como curiosidade, que este artigo tinha já sido publicado no n.° 5, l de Fevereiro de 1911, da mesma revista, mas com bastantes incorrecções devido à falta de revisão do autor.
[8] Idem, idibem.
[9] O artigo assinalado contém certos laivos panegíricos, estando Proen­ça constantemente a elogiar Cortesão (o qual conhecera pouco antes, como já atrás referimos), o que não obsta à isenção do autor na análise levada a cabo. A amizade entre ambos parece ter sido quase imediata, prolongando-se até ao fim da vida.
[10] Idem, ibidem.
[11] Idem, ibidem.
[12] Idem, ibidem.
[13] Idem, ibidem.