A Águia, órgão do Movimento da Renascença Portuguesa, foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal. No século XXI, a Nova Águia, órgão do MIL: Movimento Internacional Lusófono, tem sido cada vez mais reconhecida como "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português". 
Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra). 
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa). 
Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286. 

Donde vimos, para onde vamos...

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Manuel Ferreira Patrício, in "A Vida como Projecto. Na senda de Ortega e Gasset".

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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

O Movimento Anti-Consumista e o "Buy Nothing Day"

http://www.cagreens.org
http://www.cagreens.org

Nos EUA começa a ganhar força um original movimento cívico que convida os seus membros a comprar e a utilizar menos bens e serviços: menos combustíveis fósseis, menos alimentos processados (cereais, barras de cereais, congelados, etc), menos presentes e gadgets e assim a reduzir a tremenda "pegada ecológica" que cada cidadão do dito "mundo desenvolvido" deixa sobre a Terra.

O Movimento é ainda muito minoritário nos EUA, já que a maioria dos seus cidadãos continuam empenhados numa descontrolada orgia consumistas alimentada por níveis de endividamento pessoal perfeitamente absurdos. Os membros deste Movimento acordaram não trocar de presentes este ano, uma das varias medidas defendidas pelo Movimento que recebeu o nome "Buy Nothing Day" e que elementos já em mais de 40 países. O Movimento começou em 1993, em Vancouver, no Canadá. Alguns usam badges indicam a sua pertença ao Movimento Anti-Consumista, outros optaram por uma abordagem mais discreta, mas preferem passar o seu tempo com os amigos ou filhos em vez de o passarem nas compras...

Nos EUA, as vendas médias de produtos de consumo subiram 4,8% nos últimos dez anos. Mesmo agora, em plena recessão da economia norte-americana, com uma queda do PIB superior aos 6% cada casa norte-americana gasta mais de 1600 dólares em prendas, viagens, entretenimento, decorações em cada período anual de férias.

O Movimento Anti-Consumismo tem ganho adeptos, especialmente entre os meios mais ligados à Esquerda pela sua defesa de uma filosofia de "vida simples", sem luxos nem excessos.

Joe Hill, um dos organizadores do evento "Buy Nothing Day" acredita que o Sobre-Consumo é uma das raízes fundamentais dos males das sociedades modernas: "produtos que têm efeitos horríveis no Meio Ambiente são desenvolvidos por Corporações apenas para fazerem dinheiro. Os Sindicatos são manipulados de forma a que as pessoas possam ter produtos mais baratos do Extremo Oriente."

Em 2008, a organização estima que mais de um milhão de pessoas cumpriram o "Buy Nothing Day". Não é muito, especialmente à escala global, mas o facto de este artigo existir prova que a mensagem pelo menos está a passar...

As atividades do Movimento são coordenadas através do site www.adbusters.org e quem estiver interessado em juntar-se ao Movimento e explorar formas de vida menos dependentes do Consumo pode inscrever-se em grupo de discussão intitulados "círculos da simplicidade" no site www.simpleliving.net.

Tenha ou não sucesso, o atual modo de vida Ocidental é, a prazo completamente insustentável. Hoje em dia 5% da população do Canadá e dos EUA, ou seja 5% da população mundial, consome 33% de todos os recursos produzidos pelo globo, num ano. Isto significa que mais um terço da poluição, dos Gases de Efeito de Estufa, também são produzidos por eles... E a Europa não esta muito longe destes valores. A escala geométrica dos padrões de consumo não pára de aumentar e a após esta Recessão Global, em grande medida "artificial" porque residiu no exagero de produtos virtuais do mercado financeiro, haverá uma Recessão bem mais real quando o globo não conseguir produzir alimentos suficientes ou quando o Ambiente deixar de conseguir suportar o nosso (Ocidental) estilo de vida. Talvez possamos aproveitar esta Recessão, com o seu "Credit Crunch" para alterar os nossos hábitos de consumo e evitar esta próxima Recessão, de efeitos muito mais graves e duradouros que a presente... Ou não.

Os críticos poderão dizer que o Consumismo é a base das nossas economias. E até certo ponto, tal é verdade. Mas que tipo de vida é esta em que o Homem não é mais do que um Produtor-Consumidor de Coisas, como dizia Agostinho da Silva?

Fonte:
http://www.sfgate.com/cgi-bin/article.cgi?file=/chronicle/archive/2000/11/26/BU55310.DTL

8 comentários:

Casimiro Ceivães disse...

Plenamente de acordo.

Aliás, há uma coisa a que normalmente se não dá atenção: quando o preço de um bem desce (e já vi isso até referido a alimentos...) os jornais "económicos", em vez de dizerem que o trigo está mais barato, dizem "mercados em queda"...

Altura de reler as fabulosas crónicas FC do Robert Heinlein sobre os "anos da loucura" - "O homem que vendeu a Lua", o "Revolta em 2100" e alguns outros de que já me não lembro do nome...

Rui Martins disse...

é verdade... como se fosse uma coisa má, haver menos pessoas a passar fome
mas quem paga os anuncios aos jornais?
não são nem os pobres, nem os esfomeados, mas os grupos económicos e os neoliberais do "pensamento único"...
hum...
essas 3 escaparam-me... nunca fui grande fão do Heinlein (muito psico, para o meu gosto mais "spaceopera")

Casimiro Ceivães disse...

Para a Space opera é melhor ler outros, sim :)

Mas a série da "História do Futuro" é uma obra-prima. Em Portugal foi traduzida (Argonauta, claro), com esse nome uma das suas peças (e das melhores): o "Time Enough for Love". Mas a série em si é o que o nome indica (pano de fundo, a história humana de 1970 a 5000...). Os 150 anos iniciais, até à descoberta de como viajar na Galáxia, são uma antecipação fascinante dos tempos que já vivemos. O Heinlein chamou-lhes 'age of madness', se bem me lembro.

Alguém devia reeditar esses velhos livros.

Embora - para voltar ao tema do post: boicotar as livrarias e descobrir tesouros nos alfarrabistas - um modo simples de reencontrar os mundos.

ZeCarlos disse...

Os ianques estão arrependidos? Logo se transformará em "business"...

Rui Martins disse...

alguns estão... como se viu na votação do reformista (sic) Obama... as doses massivas de neoliberalismo nos EUA deram na recessão mundial que todos vivemos, e alguns aprenderam com o erro (nos EUA e na Europa), mas algo me diz que nada vai mudar no essencial...
e que o pensamento único, neoliberal e globalista permanecerá tão forte como sempre.

Rui Martins disse...

Sim, a História do Futuro... lembro-me bem, li muitos dessa série e nem me lembrava que eram dele.
grandes livros de FC embora um tanto dados a derivas eugénicas, receio bem...

Unknown disse...

Estou completamente de acordo.
Manuela

Rui Martins disse...

Obrigado, Manuela.
Esta poderá ser uma causa para o MIL... Daí aliás, a motivação para este artigo.
A estudar.