
Timor-Leste dispõe de muito poucos recursos de assistência materno – infantil. De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde tem uma das taxas de mortalidade materna e infantil mais altas da Ásia, tendo sido já considerado um dos maiores problemas do país. Os últimos números apontam para 4,7% de taxa de mortalidade de nascidos nados vivos (2006), e de uma taxa de mortalidade de 380 mães por cada 100.000 nados vivos (2004).
Devido à política de não permitir a formação de quadros locais durante a ocupação pela Indonésia, existem poucos médicos (74 em todo o país em 2004), nenhum especialista nacional em obstetrícia, e as enfermeiras parteiras têm uma formação de base muito deficiente.
A taxa de mortalidade infantil até aos 5 anos é de 55 por cada 1.000 nascidos nado vivos, e a taxa de mortalidade materna é de 380 por cada 100.000 nascidos nado vivos (2004). O número de grávidas assistidas por pessoas com alguma qualificação é de 19% (2003). Quando morre uma mãe, pouco tempo depois morrem também os filhos com menos de cinco anos e a família acaba por se desagregar.
2 comentários:
Denúncia pertinente...
Estatísticas, dados, estudos... E propostas da OMS, para começar a resolver estes desrespeitos pelos Direitos Humanos? Esta situação não é de hoje!
Eu tenho três, muito simples: mais empregos de uma forma geral, planeamento familiar e mais requisição de quadros docentes para formar profissioanis da saúde, todos eles timorenses e esta e outras medidas sendo financiadas pelo dinheiro do petróleo, que está acumulado no Banco (não o petróleo!).
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