Donde vimos, para onde vamos...
Ângelo Alves, in "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo".
Manuel Ferreira Patrício, in "A Vida como Projecto. Na senda de Ortega e Gasset".
Onde temos ido: Mapiáguio (locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA)
sexta-feira, 29 de maio de 2015
domingo, 16 de março de 2014
sexta-feira, 1 de julho de 2011
domingo, 13 de junho de 2010
Em Olivença
UM DIA HISTÓRICO PARA A LUSOFONIA
O dia 12 de Junho de 2010 ficará na História como um dia muito relevante para a Lusofonia. Graças à iniciativa de um grupos local (Associação Além Guadiana) e ao apoio das autoridades municipais e regionais, Olivença promoveu um Festival baptizado de "Lusofonia (se Olivença)", no qual, entre outras coisas, começou a recolocar os nomes portugueses das suas ruas, com uma cerimónia inaugural às 10:30
locais, na qual foi descerrada uma primeira placa com dupla nomenclatura.
O Presidente da Além Guadiana, Joaquín Fuentes Becerra, referiu à Lusa que “as placas com os nomes das antigas ruas que estavam em português foram utilizados em Olivença até à primeira metade do século XX, por isso esta iniciativa tem um cunho cultural, didático e turístico”.
Um dos objectivos reclamados por aquela associação é colocar Olivença no mapa e no espaço da Lusofonia", independentemente de Questões Políticas, que não estão na sua intenção ou no seu âmbito.
Os promotores, e depois as autoridades locais e regionais, usaram da palavra num palanque improvisado no "Terreiro do Chão Salgado", após o que se inaugurou um conjunto de pavilhões, uma zona reservada a exposições, onde estiveram artesãos, produtos de gastronomia portuguesa e a instituições do espaço lusófono, bem como
trabalhos ao vivo (olaria, por exemplo) e animação musical a cargo de grupos de Portel (Évora), dos "Gigabommbos de Évora, e outros.
Por volta das 11:00 locais houve leitura de poesia em Português, não só de alguns dos maiores poetas lusos, com de poesias tradicionais locais. Houve mesmo leitura de poesia alentejana (quadras e décimas, por exemplo) feita por oliventinoa de hoje. Este momento prolongou-se por mais de uma hora. Homens e mulheres, adultos, crianças e idosos, sucederam-se, tendo-se mesmo ouvido velhos refrões, adivinhas, e provérbios.
Seguiu-se uma demonstração de folclore, através do grupo “La Encina” de Olivença e da atuação das Cantadeiras de Granja (Évora).
À tarde, foi projetado no "Espácio para la Creación Joven", o filme “O Leão da Estrela”, e houve actividades de animação nas ruas, bem como a actuação dos alunos de português da escola pública Francisco Ortiz, de Olivença.
A "Estória da Galinha e do Ovo" e "O Canto dos Poetas", ambos interpretados pela associação "Do Imaginário" de Évora, foram outros dos atrativos desta iniciativa promovida pela associação “Além Guadiana”.
À noite, houve actividades musicais e animação de vários tipos, tudo muito concorrido.
Por vezes, não são os grandes eventos oficiais, com altas figuras, que representam por si só marcos na História. Neste caso, após duzentos anos de silenciamento de Olivença como espaço lusófono, houve um reencontro de Olivença com as suas raízes culturais, da forma mais pública e assumida de que há memória. A Cultura, que é o
que mais perdura na memória das sociedades, marcou um ponto importantíssimo a seu favor, e a Lusofonia reconquistou um espaço significativo, nomeadamente pelo seu valor simbólico. Entre outros aspectos, este foi um momento de muita emoção.
Carlos Eduardo da Cruz Luna (com base na observação directo do evento e nas informações da "Lusa")
Estremoz, 13 de Junho de 2010
In MILhafre:
http://mil-hafre.blogspot.com/2010/06/em-olivenca.html
segunda-feira, 7 de junho de 2010
segunda-feira, 8 de março de 2010
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Gibraltar e Olivença, vidas paralelas
No ano 1704, as tropas inglesas (aliança austríaca) que participam na guerra civil espanhola -conhecida como de "sucesión" ocupam Gibraltar, (foram 15 anos de guerra civil e redução do PIB espanhol e capacidade produtiva num 25%) a guerra continuou depois do tratado de Utrech sem forças exteriores até fins do1715).
Portugal envolvera-se também nesta guerra com tropas e dinheiros em apoio do Bourbon aspirante (filipe de Anjou, apoiado pelo seu avó Luis XIV). Com pacto segredo, se ganhar o Bourbon, ia ter em compensação: O território que se corresponde ao triângulo que na zona do Tejo se introduz em Portugal (zona toda de cultura lusófona na altura) e outras zonas de fronteira historicamente vinculadas a Portugal -lugares de língua portuguesa) e ademais alguns lugares fronteiriços na Galiza.
Ganhada a guerra pelo Bourbon, num estilo muito espanhol de cumprir pactos, quando sabe que nom estam em condiçoes de lhos fazer cumprir, disse: disso...nada.
Em 1713 assina-se o tratado de Utrecht, e espanha cede entre outras cousas Gibraltar a perpetuidade a Inglaterra. Os moradores de Gibraltar som conhecidos pelo apelativo de (lhanitos- nome com o que continuam, e que é comum com os do Puerto de Santa Maria).
Inglaterra, respeita em Gibraltar os títulos e méritos espanhois.
Garante o culto católico nas igrejas e em espanhol.... etc. etc.
e em mais de 300 anos de ocupação não há nenhum decreto, norma, ordem ou portaria, que proíba o uso da língua espanhola, ou proibição ao seu ensino e cultivo, ou que lhe coloque alguma limitação. Isso todavia com longos períodos de isolamento respeito do resto peninsular, imposto pelos espanhois, o que deu lugar a repovoação com imigrantes extra-peninsulares.
Hoje em Gibraltar todo o mundo fala inglês, mas praticamente todo o mundo lhanito fala em andaluz (variante dialectal espanhola muito distinta da norma padrão castelhana), quando o primeiro ministro da Roca fala para qualquer meio espanhol ou tv, fai-no numa língua que para os espanhóis é indistinguível da dos moradores do Puerto de Santa Maria. (Eu tive de colegas a uns de Gibraltar em Londres, e era simpático ver como usavam o espanhol da Andaluzia e o inglês indistintamente entre eles, nas cousas menos formais sempre em espanhol).
Olivença é ocupada na logo chamada guerra das Laranjas em 1801; em 1803 assina-se um tratado sob forte coação onde Portugal cede Olivença, mais na convenção de Viena -novo tratado- da-se o fim legal da ocupação.
Segundo o modelo espanhol e a sua seriedade, esse tratado segue sem se cumprir.
- A 20 de Fevereiro de 1805, foi decidido suprimir toda e qualquer escola portuguesa de Olivença, bem como o ensino do Português. (Olivença quando da sua ocupaçom, era a vila mais populosa da actual estremadura espanhola superando por ex. a vizinha Badajoz)
- A 14 de Agosto de 1805, as actas da Câmara Municipal passaram a ser escritas obrigatoriamente em Castelhano, o que fez uma vítima: Vicente Vieira Valério. Este, negando-se a escrever na Língua de Cervantes, teve de ceder o lugar a outro. E acabou por morrer à mingua de recursos, personificando um drama cujo desenvolvimento foi frequente para muitos oliventinos.
- As Escolas privadas continuaram a ministrar ensino em Português, até que são fechadas a 19 de Maio de 1813, com o propósito (oficial) "de evitar qualquer sentimento patriótico lusitano".
-Mas, porque eram muitos os oliventinos que queriam que os seus filhos fossem educados na língua materna, continuaram a existir professores particulares para o fazer. O "Ayuntamiento" não hesitou, e proibiram-se "as aulas particulares, sob pena de multa de 20 Ducados", em 1820.
- Em 1840, trinta e nove anos após a ocupação espanhola (recorde-se: efectuada em 1801), o Português foi proibido em Olivença, inclusivamente nas Igrejas, proibidos os padres de usarem o português.
- A partir de 1853 estabelecerom-se coimas para quem fosse apanhado na rua falando português.
Política racista e de despreço aos falantes de português, minorização, segregação. Chegarem as gentes a sentir a palavra português como despreço e insulto.
Ninguém aguarde que o presidente da Càmara de Olivença ou de Talega, se vai poder exprimir para os meios portugueses na língua de Camões, nem quer nem sabe.
eis um bom exemplo para berrarmos "Viva o iberismo" ou ilusismo
Alexandre Banhos
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Reportagem sobre o português oliventino
Caros Amigos
Informa a «Associação pela cultura portuguesa em Olivença ALÉM GUADIANA» que a Antena-1 emite amanhã (17-10-09), às 12:00 horas, no seu programa semanal «Este Sábado», uma reportagem sobre o português oliventino!
[ Veja-se em http://alemguadiana.blogs.sapo.pt/71461.html ]
Esperemos que seja uma boa jornada de divulgação da Cultura Portuguesa de Olivença e dos esforços da «Associação Além-Guadiana».
Vamos ouvir!
AMarques
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Sobre o ensino do português na Extremadura Espanhola e a questão de Olivença
A Comunidade Autónoma da Extremadura aderiu oficialmente ao acordo entre Portugal e Espanha que possibilita o ensino da língua portuguesa nessa Comunidade. Neste âmbito, o português será ensinado nas escolas da Estremadura por 14 professores portugueses enviados para Badajoz e 3 outros enviados para Cáceres.
O objetivo do governo autónomo é dentro de alguns anos, todos os alunos conheçam língua portuguesa. Do lado português, a situação recíproca está mais avançada, havendo perto de 60 mil alunos de castelhano em Portugal, muitos dos quais no ensino privado e fora de qualquer cobertura institucional, como sucede em Espanha.
A Extremadura coloca-se assim na vanguarda da aplicação deste acordo Luso-Espanhola, bem à frente da Galiza, onde a Xunta (recentemente transitada para o Partido Popular) se mantêm ainda no bífido terreno das promessas...
A introdução do ensino do português na Extremadura reveste-se de especial importância se tivermos em conta que é precisamente nesta Comunidade que se situam os 3 concelhos portugueses ocupados ilegalmente e ao arrepio de tratados internacionais nunca honrados por Espanha desde 1801. Badajoz situa-se muito próximo dos concelhos de Olivença e estes professores de português poderão contribuir para o renascimento da língua de Camões depois de séculos de repressão e de apoio isolado, mas abnegado por parte da associação local Além Guadiana.
A situação da língua portuguesa em Olivença é hoje dramática. Até aos começos da década de cinquenta, a maioria dos habitantes dos três concelhos ainda usavam o português de forma corrente e quotidiana. Mas por volta dessa época o Estado Espanhol começou a introduzir o castelhano, no ensino e na administração local. Usando métodos muito semelhantes à máscara do bilinguismo na Galiza, Madrid conseguiu reduzir a língua destes territórios portugueses ocupados a uma expressão praticamente museográfica. Na década de 60, todos os habitantes eram bilingues - antecipando a plena aculturação - e hoje em dia, em grande medida devido ao afluxo contínuo de colonos e de repressão linguística por parte do Estado central, o português quase desapareceu.
Existem muitos paralelismos entre os concelhos de Olivença e a presente situação da Galiza: o Bilinguismo, o poder do Ensino e da Administração Publica aplicado contra a língua local por parte dos espanholistas e a indução de mitos infundados e desprestigiantes que buscam associar na mente dos habitantes locais o uso do português à ruralidade e à incultura, são instrumentos que já conhecemos e que seguem hoje sendo aplicados na Galiza, sempre com o mesmo objetivo: aculturar a população local e substituir a língua portuguesa pelo castelhano.
Fontes:
http://www.pglingua.org/index.php?option=com_content&view=article&id=1039:portugues-sera-segunda-lingua-do-ensino-na-estremadura&catid=2:informante&Itemid=74http://pt.wikipedia.org/wiki/Extremadura
http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1318336
http://www.olivenca.org/historiaDeOlivenca.htm
http://alemguadiana.blogs.sapo.pt/
terça-feira, 2 de junho de 2009
A César o que é de César
Partilho a realidade:
Grupo dos Amigos de Olivença
www.olivenca.org
*Divulgação
Petição «O Estatuto Jurídico de Olivença»
Numa iniciativa original de alguns apoiantes da Causa de Olivença, encontra-se em subscrição pública, «on-line», uma petição aos candidatos ao Parlamento Europeu. Pode consultar e subscrever em: http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2009N53
Lx., 27-05-2009
SI/GAO.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Olivença, 208 anos...
Grupo dos Amigos de Olivença
www.olivenca.org
*
Divulgação 05-2009
«Problema ibérico: A integração do Estado português, pela reintegração de Olivença».
(Fernando Pessoa)
PORTUGUESES DE OLIVENÇA: 208 ANOS DE SEQUESTRO POLÍTICO E CULTURAL!
Em 20 de Maio de 1801, Olivença foi ocupada militarmente pelos exércitos de Espanha. Passam hoje 208 anos.
Teve início e prossegue desde então a espanholização de um território onde, desde sempre, florescera a Cultura portuguesa.
Escondeu-se aos oliventinos a sua História, amesquinhou-se a sua Cultura, castelhanizaram-se os nomes, menorizou-se a Língua portuguesa.
O processo de colonização e aculturação espanholizante, encontrando a resistência surda das gentes oliventinas, continuou até aos nossos dias.
Portugal e a Cultura portuguesa defrontam-se com a perda e o sequestro de uma parte de si. A Língua de Camões - a Pátria de Fernando Pessoa! - encontra-se diminuída na sua universalidade. Aqui, à nossa beira, em Olivença.
Em contraponto, também hoje, comemora-se o sétimo aniversário da República Democrática de Timor Leste, proclamada em 20 de Maio de 2002. No outro lado do Mundo, os Timorenses reencontraram a sua identidade cultural e política.
Sinal e esperança de que também Olivença obterá Justiça, resgatando a sua História e dignificando a consigna que de Portugal recebeu: «Nobre, Leal e Notável Vila de Olivença»!
Contra o silêncio, um passo por Olivença!
Lx., 20 de Maio de 2009.
terça-feira, 19 de maio de 2009
Boletim OLIVENÇA-PORTUGAL de Maio/2009
Grupo dos Amigos de Olivença
www.olivenca.org
Divulgação 04-2009
Saiu o Boletim OLIVENÇA-PORTUGAL de Maio/2009, disponível para consulta em:
http://www.olivenca.org/boletins/Bol_GAO_200905.pdf
Lx., 11-05-2009.
domingo, 15 de março de 2009
OLIVENÇA NA IMPRENSA BRITÂNICA
Grupo dos Amigos de Olivençawww.olivenca.org
Divulgação 03-2009
Daniel Hannan, político, escritor e jornalista inglês, com vasta obra publicada sobre política europeia, debruçou-se agora, com saber e perspicácia, sobre a Questão de Olivença em artigo no Telegraph, cuja tradução para português se transcreve (segue-se o original em inglês).
http://blogs.telegraph.co.uk/daniel_hannan/blog/2009/03/13/if_spain_wants_gibraltar_when_is_it_planning_to_give_up_olivena
SE A ESPANHA QUER GIBRALTAR, QUANDO TENCIONA DEVOLVER OLIVENÇA?
Daniel Hanan
E se tivesse sido ao contrário? E se a Espanha tivesse tomado um pedaçode território de alguém, forçado a nação derrotada a cedê-lo num tratadosubsequente, e o mantivesse ligado a si? Comportar-se-ia Madrid como querque a Grã-Bretanha se comporte em relação a Gibraltar? Ni pensarlo! Como é que eu posso estar tão certo disso? Exactamente porque existe umcaso assim. Em 1801, a França e a Espanha, então aliadas, exigiram quePortugal abandonasse a sua amizade tradicional com a Inglaterra e fechasseos seus portos aos navios britânicos. Os portugueses recusaram firmemente,na sequência do que Bonaparte e os seus confederados espanhóis marcharamsobre o pequeno reino. Portugal foi vencido, e, pelo Tratado de Badajoz,obrigado a abandonar a cidade de Olivença, na margem esquerda do Guadiana. Quando Bonaparte foi finalmente vencido, as Potências europeiasreuniram-se no Congresso de Viena de Áustria para estabelecer um mapalógico das fronteiras europeias. O Tratado daí saído exigiu um regresso àfronteira hispano-portuguesa (ou, se se preferir, Luso-espanhola) anteriora 1801. A Espanha, após alguma hesitação, finalmente assinou o mesmo em1817. Mas nada fez para devolver Olivença. Pelo contrário, trabalhouarduamente para extirpar a cultura portuguesa na região, primeiro proibindoo ensino do Português, depois banindo abertamente o uso da língua. Portugal nunca deixou de reclamar Olivença, apesar de não se termovimentado para forçar esse resultado (ameaçou hipoteticamente com a ideiade ocupar a cidade durante a Guerra Civil de Espanha, mas finalmenterecuou). Embora os mapas portugueses continuem a mostrar uma fronteira pormarcar em Olivença, a disputa não tem sido colocada na ordem do dia nocontexto das excelentes relações entre Lisboa e Madrid. Agora vamos analisar os paralelismos com Gibraltar. Gibraltar foicedida à Grã-Bretanha pelo Tratado de Utrecht (1713), tal como Olivença foicedida à Espanha pelo Tratado de Badajoz (1801). Em ambos os casos, o paísderrotado pode reclamar com razões que assinou debaixo de coacção, mas éisto que acontece sempre em acordos de paz. A Espanha protesta que algumas das disposições do Tratado de Utrechtforam violadas; que a Grã-Bretanha expandiu a fronteira para além do quefora estipulado primitivamente; que implementou uma legislação deauto-determinação local em Gibraltar que abertamente é incompatível com ajurisdição britânica especificada pelo Tratado; e (ainda que este aspectoseja raramente citado) que fracassou por não conseguir evitar a instalaçãode Judeus e Muçulmanos no Rochedo. Com quanta muito mais força podePortugal argumentar que o Tratado de Badajoz foi derrogado. Foi anulado em1807 quando, em violação do que nele se estipulava, as tropas francesas eespanholas marcharam por Portugal adentro na Guerra Peninsular. Alguns anosmais tarde, foi ultrapassado pelo Tratado de Viena. Certamente, a Espanha pode razoavelmente objectar que, apesar dospequenos detalhes legais, a população de Olivença é leal à Coroa Espanhola.Ainda que o problema nunca tenha passado pelo teste de um referendo, parececom certeza que a maioria dos residentes se sente feliz como está. A línguaportuguesa quase morreu excepto entre os mais velhos. A cidade (Olivenza emespanhol) é a sede de um dos mais importantes festivais tauromáquicos daépoca, atrai castas e matadores muito para além dos sonhos de qualquerpueblo de tamanho similar. A lei portuguesa significaria o fim da touradade estilo espanhol e um regresso à obscuridade provinciana. Tenho a certeza que os meus leitores entendem aonde tudo isto vailevar. Este "blog" sempre fez da causa da auto-determinação a sua própriacausa. A reclamação do direito a Olivença (e a Ceuta e Melilla), por partede Espanha, assenta no argumento rudimentar de que as populações láresidentes querem ser espanholas.Mas o mesmo princípio certamente se aplica a Gibraltar, cujos habitantes,em 2002, votaram (17 900 votos contra 187!!!) no sentido de permanecerdebaixo de soberania britânica. A Grã-Bretanha, a propósito, tem todo o direito de estabelecer conexõesentre os dois litígios. A única razão por que os portugueses perderamOlivença foi porque honraram os termos da sua aliança connosco. Eles são osnossos mais antigos e confiáveis aliados, tendo lutado ao nosso ladodurante 700 anos - mais recentemente, com custos terríveis, quando entraramna Primeira Guerra Mundial por causa da nossa segurança. O nosso Tratado dealiança e amizade de 1810 explicitamente compromete a Grã-Bretamha nosentido de trabalhar para a devolução de Olivença a Portugal. A minha verdadeira intenção, todavia, é a de defender que estesproblemas não devem prejudicar as boas relações entre os litigantes rivais.Enquanto Portugal não mostra intenção de renunciar à sua reclamação formalem relação a Olivença, aceita que, enquanto as populações locais quiserempermanecer espanholas, não há forma de colocar o tema na ordem do dia. Nãoserá muito de esperar que a Espanha tome um atitude semelhante vis-a-visGibraltar. Uma vez que este texto certamente atrairá alguns comentários algoexcêntricos de espanhóis, devo clarificar previamente, para que fiqueregistado, que não é provável que estes encontrem facilmente um hispanófilomais convicto de que eu. Eu gosto de tudo o que respeita ao vosso país: oseu povo, as suas festas, a sua cozinha, a sua música, a sua literatura, asua fiesta nacional. Amanhã à noite, encontrar-me-ão no Sadler´s Wells,elevado até um lugar mais nobre e mais sublime pela voz de Estrlla Morente. Acreditem em mim, señores, nada tenho de pessoal contra vós: o problemaé que não podem pretender ter uma coisa e o seu contrário.
(trad. C. Luna)
segunda-feira, 9 de março de 2009
«Jornadas sobre o Português Oliventino»
Grupo dos Amigos de Olivença
www.olivenca.org
Divulgação 02-2009
As «Jornadas sobre o Português Oliventino», realizadas no passado dia 28-02-2009 em Olivença, constituíram uma notável manifestação dos oliventinos na defesa das suas tradições e da sua língua, e demonstraram a vontade e determinação das gerações mais novas em preservar a sua identidade e a sua cultura.
Congratulamo-nos com a oportunidade de testemunharmos um momento novo na afirmação de Olivença.
Estão de Parabéns, ao terem organizado e levado por diante as «Jornadas», os Oliventinos de Além Guadiana!
[ Para melhor conhecimento, consulte-se:
. http://alemguadiana.blogs.sapo.pt
. www.alemguadiana.com
. http://www.youtube.com/user/alemguadiana
. alemguadiana@hotmail.com ]
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
«Jornadas sobre o Português Oliventino»
Por iniciativa da Associação Além Guadiana realizam-se no próximo dia 28 de Fevereiro, em Olivença, as Jornadas sobre o Português Oliventino, numa assinalável demonstração do interesse dos oliventinos na preservação da sua Língua, da sua Cultura e da sua Identidade.
Sábado, 28 de Febrero de 2009
09:30 h. Inscrição de participantes e entrega de documentação
10:00 h. Inauguração
Guillermo Fernández Vara. Presidente da Junta da Extremadura.
Manuel Cayado Rodríguez. Presidente da Câmara Municipal de Olivença.
Joaquín Fuentes Becerra. Presidente da Associação “Além Guadiana”.
10:30 h. Pausa para café
11:00 h. Juan Carrasco González. Catedrático de Língua e Literatura
Portuguesas e Diretor do Departamento de Línguas Modernas e Literatura Comparada da Universidade da Extremadura.
Olivenza y las variedades linguísticas de la frontera extremeña.
11:40 h. Eduardo J. Ruiz Viéytez. Director do Instituto de Direitos Humanos da Universidade de Deusto e Consultor Externo do Conselho da Europa.
A importancia das linguas minoritarias na Europa e o papel do Conselho da Europa.
12:20 h. Lígia Freire Borges. Leitora do Instituto Camões na Universidade da Extremadura. A língua portuguesa no mundo com o Instituto Camões.
12:45 h. 1ª Mesa Redonda: O português de Olivença.
Manuel Jesús Sánchez Fernández. Licenciado em Filologia.
O nosso português não tem futuro.
Servando Rodríguez Franco. Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Portugueses.
Alterações na toponimia de Olivença.
José António A. Meia Canada. Falante de português oliventino.
Testemunhos do nosso português.
14:00 h. Intervalo
16:30 h. 2ª Mesa Redonda: Características e situação de outras línguas e dialetos minoritários.
Domingo Frades Gaspar. Presidente da Asociación Fala i Cultura e membro da Real Academia Galega.
La fala del valle del Eljas.
Doutor José Gargallo Gil. Professor de Filologia Românica na Universidade de Barcelona.
Fronteiras e enclaves na Península Ibérica.
Manuela Barros Ferreira. Doutora em linguística pela Universidade de Lisboa.
O mirandês, língua de fronteira.
Isabel Sabino. Vereadora da Câmara Municipal de Barrancos.
Traços do barranquenho e ações de proteção ou promoção.
18:00 h. Projeção de um documentário a cargo de Mila Gritos sobre o português em Olivença.
18:30 h. Fim da jornada.
Lugar: Sala de Atos do Convento de São João de Deus.
Inscrições (gratuitas): Através do nosso correio eletrónico (alemguadiana@hotmail.com), ou in situ, no dia da jornada.
Expedir-se-ão certificados de assistência a quem o solicitar.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
UM PROBLEMA LUSÓFONO FALADO NO CONSELHO DA EUROPA
O Conselho da Europa, através do seu Comité de "Especialistas", referiu, em Estrasburgo, no dia 11 de Dezembro de 2008, e pela primeira vez, a situação da Língua Portuguesa em Olivença e Táliga. O Comité começa por declarar que recebeu, principalmente, por parte da Associação (oliventina) Além-Guadiana, informações pouco satisfatórias sobre a situação actual do Português na região. Acentua ser do seu conhecimento ser a Língua Lusa o idioma da região desde o Século XIII, e que não lhe parece correcto que o Português seja ensinado no território dos dois Concelhos, no que só pode ser interpretado como um apelo, no mínimo, a uma situação de co-oficialidade das línguas castelhana e portuguesa.
É a primeira vez que o Comité do Conselho da Europa se pronuncia sobre este problema.
E, mais, faz um apelo no sentido de as autoridades (espanholas) esclarecerem a questão (da negligência da língua autóctone, o Português), colaborando com a já referida associação oliventina (Além-Guadiana), para que a situação se modifique. e isto sem que se aborde nada sobre eventuais discussões de soberania, o que, à partida, evita divisões opinativas desnecessárias. Aliás, este Comité não se "mete", digamos assim, em tal tipo de problemáticas.
É com alguma espectativa que se aguardam reacções de alguns intelectuais, órgãos de informação, e, por que não, entidades estatais portugueses, perante esta chamada de atenção (digamos assim) para este problema que respeita a toda a Lusofonia (tão defendida em discursos oficiais e politicamente correctos), provinda de uma Instituição europeia e supra-estatatal.
Parabéns à Cultura Portuguesa de Olivença!
Estremoz, 16 de Dezembro de 2008
Carlos Eduardo da Cruz Luna
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Sobre o português como segundo idioma na Extremadura
"O presidente do Governo da Extremadura espanhola, Guilhermino Vara, anunciou que o português será o segundo idioma na sua região a partir do próximo ano letivo"
Correio da Manhã, 28-11-08
A par da Galiza e da Catalunha, onde existem grandes potencialidades a explorar quanto a uma aproximação política e económica que seja percursora da "federação de Estados autónomos" sonhada pelo professor Agostinho da Silva, eis a Extremadura como um outro potencial pólo de desenvolvimento desta federação ibérica... Não tanto a união ibérica a que Saramago recentemente aludiu e que se fosse concretizada se haveria de esgotar rapidamente num modelo em que Madrid e Castela assumiam um papel dominante e imperialista, mas uma federação conduzida a partir do exemplo da reunião entre a Galiza e Portugal, prolongada depois até à Catalunha (onde existe uma corrente pró-portuguesa com algum impacto) e depois até à Extremadura e ao País Basco.
Que esta colocação da língua portuguesa como o segundo idioma na Extremadura seja percursora desta federação e que Olivença - inserida na Extremadura - e onde ainda hoje em dia, depois de 50 anos de repressão cultural e linguística franquista e madrilena, o português ainda falado por perto de 70 por cento da população, possa desta forma regressar ao seio da Lusofonia.
No próximo fim-de-semana a Cultura Portuguesa marca presença forte em Olivença
Grupo dos Amigos de Olivença
www.olivenca.org
Nota Informativa
No próximo fim-de-semana a Cultura Portuguesa marca presença forte em Olivença.
Numa promoção conjunta da associação oliventina “Além Guadiana” e da associação eborense “Do Imaginário”, com a colaboração do Gabinete de Iniciativas Trans-fronteiriças, da Santa Casa da Misericórdia e da Câmara Municipal, Olivença acolherá nos dias 13 e 14 de Dezembro, o programa cultural “Lusosonias”.
Conforme se pode ler no blogue da “Além Guadiana”, este programa pretende fomentar o intercâmbio cultural e aproximar Olivença à tradição musical portuguesa, unindo transmissão oral, animação de rua e sons de Portugal, num espaço de vincado carácter visual e musical».
Do programa destaca-se:
Sábado, às 12:00 h., animação de rua pelos “Gigabombos”, gigantes e cabeçudos acompanhados de uma banda de tambores e gaitas.
Sábado, às 20:00 h., e domingo, às 13:15 h., o trio musical “Sons do Vagar” interpretará ambientes musicais do Alentejo e o grupo coral feminino “Vozes do Imaginário” percorrerá as polifonias tradicionais portuguesas do Minho ao Algarve.
Ambos os concertos terão lugar na capela da Santa Casa da Misericórdia, instituição de origem portuguesa que este ano celebra o seu 507.º aniversário.
No entender da associação “Além Guadiana” este programa cultural constitui uma maneira de vitalizar a herança portuguesa de Olivença, manifestada no seus monumentos, língua e tradições.
Pode conhecer-se melhor na página www.alemguadiana.com e no blogue http://alemguadiana.blogs.sapo.pt/34303.html .
domingo, 23 de novembro de 2008
Texto que nos chegou...
Grupo dos Amigos de Olivença
www.olivenca.org
Viva o 1.º de Dezembro!
No próximo 1.º de Dezembro comemoram-se 368 anos da Restauração da Independência.
Logo em 5 de Dezembro de 1640, Olivença, assim que lhe chegaram notícias da revolta, repudiou o domínio filipino e fez jus à divisa que lhe fora outorgada pelos Reis de Portugal: NOBRE, LEAL E NOTÁVEL VILA DE OLIVENÇA!
Ocupada militarmente em 1801, desde então sob administração espanhola e forçadamente separada das demais terras portuguesas, Olivença constitui alerta eloquente para todos aqueles que querem um Portugal verdadeiramente livre e independente.
Lembrando a NOBRE, LEAL E NOTÁVEL VILA DE OLIVENÇA, e apelando à participação cívica de todos na defesa da sua portugalidade, o Grupo dos Amigos de Olivença participará como habitualmente nas comemorações públicas do Dia da Restauração.
Convidam-se todos os associados e apoiantes a integrarem a Comitiva do Grupo dos Amigos de Olivença que se concentrará, no dia 1.º de Dezembro, às 15:30 horas, frente à Casa do Alentejo, dali saindo para comparecer nas cerimónias oficiais que terão lugar às 16:00 horas, na Praça dos Restauradores, em Lisboa.
Para Lembrar e Reencontrar Olivença!
Lx., 23-11-2008.
A Direcção




