A Águia, órgão do Movimento da Renascença Portuguesa, foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal. No século XXI, a Nova Águia, órgão do MIL: Movimento Internacional Lusófono, tem sido cada vez mais reconhecida como "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".
Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra).
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa).
Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286.
Donde vimos, para onde vamos...
Ângelo Alves, in "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo".
Manuel Ferreira Patrício, in "A Vida como Projecto. Na senda de Ortega e Gasset".
Onde temos ido: Mapiáguio (locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA)
Albufeira, Alcáçovas, Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Aljezur, Aljustrel, Allariz (Galiza), Almada, Almodôvar, Alverca, Amadora, Amarante, Angra do Heroísmo, Arraiolos, Assomada (Cabo Verde), Aveiro, Azeitão, Baía (Brasil), Bairro Português de Malaca (Malásia), Barcelos, Batalha, Beja, Belmonte, Belo Horizonte (Brasil), Bissau (Guiné), Bombarral, Braga, Bragança, Brasília (Brasil), Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Campinas (Brasil), Carnide, Cascais, Castro Marim, Castro Verde, Chaves, Cidade Velha (Cabo Verde), Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Ermesinde, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Famalicão, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Freixo de Espada à Cinta, Fortaleza (Brasil), Guarda, Guimarães, Idanha-a-Nova, João Pessoa (Brasil), Juiz de Fora (Brasil), Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loulé, Loures, Luanda (Angola), Mafra, Mangualde, Marco de Canavezes, Mem Martins, Messines, Mindelo (Cabo Verde), Mira, Mirandela, Montargil, Montijo, Murtosa, Nazaré, Nova Iorque (EUA), Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense (Galiza), Ovar, Pangim (Goa), Pinhel, Pisa (Itália), Ponte de Sor, Pontevedra (Galiza), Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife (Brasil), Redondo, Régua, Rio de Janeiro (Brasil), Rio Maior, Sabugal, Sacavém, Sagres, Santarém, Santiago de Compostela (Galiza), São Brás de Alportel, São João da Madeira, São João d’El Rei (Brasil), São Paulo (Brasil), Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Teresina (Brasil), Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Trofa, Turim (Itália), Viana do Castelo, Vigo (Galiza), Vila do Bispo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Nova de Foz Côa, Vila Nova de São Bento, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.
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domingo, 24 de março de 2019
terça-feira, 9 de maio de 2017
Março e Maio | CONGRESSO INTERNACIONAL DE FILOSOFIA E LITERATURA: ENTRE PORTUGAL E MACAU - LUSOFONIA, UTOPIA CRIADORA?
27-30 de Março de 2017 (Macau)
Dia 27 de Março: Instituto Internacional de Macau
Dia 28 de Março: Instituto Politécnico de Macau
Dia 29 de Março: Universidade de Macau
Dia 30 de Março: Universidade de S. José
09-11 de Maio de 2017 (Portugal)
Dias 9 e 10 de Maio: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Dia 11 de Maio: Palácio da Independência - Lisboa
Ver Programa:
terça-feira, 17 de junho de 2014
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
domingo, 20 de março de 2011
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Entre em 2010 recordando a presença portuguesa em Macau...
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Mais de mil post's retratam (4 mil imagens...) quase 5 séculos de história.
Cerca de de 80 mil visitantes em apenas 9 meses!
http://macauantigo.blogspot.com/
Mais de mil post's retratam (4 mil imagens...) quase 5 séculos de história.
Cerca de de 80 mil visitantes em apenas 9 meses!
http://macauantigo.blogspot.com/
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
domingo, 20 de dezembro de 2009
20 de Dezembro

A soberania portuguesa de Macau é entregue à China (1999) e morre Artur Paredes (1980)
Para ler no MILhafre:
http://mil-hafre.blogspot.com/2009/12/soberania-portuguesa-de-macau-e.html
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Último Discurso Oficial do Governador de Macau, General Rocha Vieira

Para ler no MILhafre:
http://mil-hafre.blogspot.com/2009/12/ultimo-discurso-oficial-do-governador.html
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
terça-feira, 20 de outubro de 2009
ABL debate unificação ortográfica no encontro "Duas Línguas, Duas Culturas"
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Nas comemorações da criação da Região Administrativa Especial de Macau – RAEM e do Instituto Internacional de Macau – IIM, ambos em seu 10º aniversário de fundação, a Academia Brasileira de Letras promoverá palestras na manhã do dia 22 de outubro, a partir das 10h30, no Teatro R. Magalhães Jr.
No encontro, o IIM doará à Biblioteca da ABL 60 publicações de escritores macaenses.
Dois aspectos serão objeto de especial atenção dos palestrantes: a unificação da língua portuguesa e o papel dos dois países emergentes, China e Brasil com Macau desempenhando importância estratégica para o relacionamento cultural e acadêmico sino-brasileiro em meio às transformações da cena internacional na primeira metade do século XXI. Macau foi uma região administrada por Portugal durante mais de 400 anos, e mantém, por isso, fortes relações com os países lusófonos situados na África e na América Latina.
Fonte: http://www.academia.org.br/
Nas comemorações da criação da Região Administrativa Especial de Macau – RAEM e do Instituto Internacional de Macau – IIM, ambos em seu 10º aniversário de fundação, a Academia Brasileira de Letras promoverá palestras na manhã do dia 22 de outubro, a partir das 10h30, no Teatro R. Magalhães Jr.
No encontro, o IIM doará à Biblioteca da ABL 60 publicações de escritores macaenses.
Dois aspectos serão objeto de especial atenção dos palestrantes: a unificação da língua portuguesa e o papel dos dois países emergentes, China e Brasil com Macau desempenhando importância estratégica para o relacionamento cultural e acadêmico sino-brasileiro em meio às transformações da cena internacional na primeira metade do século XXI. Macau foi uma região administrada por Portugal durante mais de 400 anos, e mantém, por isso, fortes relações com os países lusófonos situados na África e na América Latina.
Fonte: http://www.academia.org.br/
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Médicos lusófonos de Macau vão criar uma associação em 2010
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Criar uma associação que irá integrar a Comunidade Médica de Língua Portuguesa é o objectivo de 46 médicos de língua oficial portuguesa radicados em Macau.
“A associação já devia ter nascido, mas por um motivo ou outro a sua criação ainda não foi concretizada, o que prevemos que aconteça até meados de 2010”, explicou à Lusa o cirurgião português Rui Furtado.
O médico salientou que o Bastonário da Ordem dos Médicos de Portugal já garantiu que iria deslocar-se ao território para “apadrinhar” a constituição da associação e a sua inclusão na Comunidade Médica de Língua Portuguesa quando ela se concretizar.
A associação dos médicos de língua portuguesa vai contar com cerca de 46 profissionais a exercerem medicina na região administrativa especial e, numa fase inicial, vai apostar na formação e no ensino pós-graduado.
Ao constatar a carência em Macau de um organismo com competências semelhantes às de uma Ordem dos Médicos, Rui Furtado considera que a futura associação poderá vir a ser responsável pela qualificação dos profissionais e pela avaliação e regulação da actividade médica no território, “se houver vontade política”.
Associações médicas de língua portuguesa estão também a surgir na África do Sul e nos Estados Unidos.
A Comunidade Médica de Língua Portuguesa (CMLP) junta as Ordens de Portugal, Brasil, Cabo Verde, Angola e Moçambique, às quais se juntará, em breve, a Guiné-Bissau.
Rui Furtado sublinha que a CMLP desenvolve programas de formação em vários países, promovendo o intercâmbio de médicos.
O Bastonário da Ordem dos Médicos de Portugal, Pedro Nunes, defendeu que a CMLP pretende ser uma “rede mundial de intercâmbio de médicos, em que o profissional de medicina que fala português e se sente português tenha como contactar os outros médicos que falam português, estejam eles onde estiverem”.
“Fundamentalmente, o que os médicos pretendem todos eles, vivam onde viverem, é estar ao serviço das suas comunidades e permitirem que o acesso à medicina dessas comunidades seja o mais fácil possível”, acrescentou.
Fonte: http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=23927&catogory=CPLP
Criar uma associação que irá integrar a Comunidade Médica de Língua Portuguesa é o objectivo de 46 médicos de língua oficial portuguesa radicados em Macau.
“A associação já devia ter nascido, mas por um motivo ou outro a sua criação ainda não foi concretizada, o que prevemos que aconteça até meados de 2010”, explicou à Lusa o cirurgião português Rui Furtado.
O médico salientou que o Bastonário da Ordem dos Médicos de Portugal já garantiu que iria deslocar-se ao território para “apadrinhar” a constituição da associação e a sua inclusão na Comunidade Médica de Língua Portuguesa quando ela se concretizar.
A associação dos médicos de língua portuguesa vai contar com cerca de 46 profissionais a exercerem medicina na região administrativa especial e, numa fase inicial, vai apostar na formação e no ensino pós-graduado.
Ao constatar a carência em Macau de um organismo com competências semelhantes às de uma Ordem dos Médicos, Rui Furtado considera que a futura associação poderá vir a ser responsável pela qualificação dos profissionais e pela avaliação e regulação da actividade médica no território, “se houver vontade política”.
Associações médicas de língua portuguesa estão também a surgir na África do Sul e nos Estados Unidos.
A Comunidade Médica de Língua Portuguesa (CMLP) junta as Ordens de Portugal, Brasil, Cabo Verde, Angola e Moçambique, às quais se juntará, em breve, a Guiné-Bissau.
Rui Furtado sublinha que a CMLP desenvolve programas de formação em vários países, promovendo o intercâmbio de médicos.
O Bastonário da Ordem dos Médicos de Portugal, Pedro Nunes, defendeu que a CMLP pretende ser uma “rede mundial de intercâmbio de médicos, em que o profissional de medicina que fala português e se sente português tenha como contactar os outros médicos que falam português, estejam eles onde estiverem”.
“Fundamentalmente, o que os médicos pretendem todos eles, vivam onde viverem, é estar ao serviço das suas comunidades e permitirem que o acesso à medicina dessas comunidades seja o mais fácil possível”, acrescentou.
Fonte: http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=23927&catogory=CPLP
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Macau: 16 portugueses e luso-descendentes integram listas para a Assembleia Legislativa
Macau, China, 16 Jul (Lusa) - As eleições de 20 de Setembro para a Assembleia Legislativa de Macau contam com 16 representantes portugueses ou luso-descendentes nas 16 listas que concorrem pela via directa e com um luso-descendente no sufrágio indirecto.A lista “Voz Plural, Gentes de Macau” concentra um total de oito macaenses numa equipa formada por 12 elementos e liderada pelo intérprete-tradutor e cantor Casimiro Pinto e que pretende eleger mais de um deputado.
O português Jorge Godinho, jurista e professor universitário, é o número dois da equipa que integra ainda, entre outros, a karateca Paula Carion, o médico Mário Évora, a empresária Isabela Manhão e o professor Pedro Lobo, da Escola Portuguesa.
A “Nova Esperança” é a segunda a concentrar o maior número de luso-descendentes, quatro no total, designadamente José Pereira Coutinho, presidente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau, Rita Santos, coordenadora do Gabinete de Apoio ao Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, José Miguel de Sales da Silva e Ricardo da Luz.
A equipa de Pereira Coutinho quer conquistar dois assentos na Assembleia Legislativa, mas para isso precisa de mais de 14 mil votos, mais quatro mil do que no último acto eleitoral.
A lista “Equipa de Justiça Social” é encabeçada pelo guarda prisional In Kam Seng, e integra ainda o guarda Estanislau Carlos do Rosário, a assistente social Angelina Maria de Carvalho Lei e a professora Filomena Maria Wan Nogueira.
A “União para o Progresso e Desenvolvimento”, liderada por Lai Cho Wai, integra também uma luso-descendente, Ana Maria Manhão.
A Associação Novo Macau Democrático (ANMD), a mais votada em 2005 com 23.000 votos, leva este ano duas listas às legislativas para conseguir eleger quatro deputados.
Ng Kuok Cheong lidera o “Próspero Macau Democrático” e Au Kam San a Novo Macau Democrático.
A “Associação dos Cidadãos Unidos de Macau” volta a concorrer com os representantes da comunidade de Fujian, Chan Meng Kam e Ung Choi Kun, que tentam a renovação do mandato.
Angela Leong avança para o segundo mandato pela via directa com a “Aliança para o Desenvolvimento de Macau”, ao lado do consultor sénior da Melco International Development, Wong Seng Hong.
A antiga jornalista Agnes Lam é uma das caras novas que vão às urnas a 20 de Setembro e que pretende conseguir um lugar de deputado com o “Observatório Cívico”, enquanto Melinda Chan quer eleger dois deputados com a Associação Promotora do Desenvolvimento de Macau.
No que se refere ao sufrágio indirecto - representantes dos diversos sectores associativos - , os lugares estão já distribuídos, com o número de candidatos a corresponder às dez vagas existentes e Leonel Alves volta a ter um lugar pelos interesses profissionais.
A Assembleia Legislativa de Macau é constituída por 29 deputados, dos quais 12 são eleitos por sufrágio directo e universal, 12 são eleitos indirectamente pelas associações representativas da sociedade e sete nomeados pelo Chefe do Executivo.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
“Salvemos as instalações da Livraria Portuguesa em Macau”
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A Petição “Salvemos as instalações da Livraria Portuguesa em Macau” já se encontra online no endereço http://www.petitiononline.com/cpmlivpt/
Contamos com o seu apoio, assinando-a e divulgando-a junto dos seus contactos. Para tal basta clicar no link supra.
A Direcção da Casa de Portugal em Macau.
A Petição “Salvemos as instalações da Livraria Portuguesa em Macau” já se encontra online no endereço http://www.petitiononline.com/cpmlivpt/
Contamos com o seu apoio, assinando-a e divulgando-a junto dos seus contactos. Para tal basta clicar no link supra.
A Direcção da Casa de Portugal em Macau.
domingo, 4 de janeiro de 2009
Texto que nos chegou...
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Expansão da China pode salvar língua portuguesa em Macau
A expansão econômica da China e o interesse nos países de língua portuguesa podem estar livrando o português da extinção em Macau , cidade do sul do país que voltou ao domínio chinês em 1999 depois de 450 anos de colonização portuguesa.
Na época , muitos acreditavam que a entrada do chinês e também do inglês chegaria a provocar o desaparecimento do português , que é uma das línguas oficias , mas é falado por menos de 10% dos cerca de 400 mil habitantes.
Mas , apesar de uma queda na procura por cursos de português no ano 2000 , as diversas escolas que ensinam a língua já passaram a registrar um retorno do interesse pelos cursos a partir de 2001 e , mais acentuadamente , a partir de 2002.
O Instituto Português do Oriente (Ipor) exemplo , que , em 2000 , tinha apenas 200 alunos , agora conta com cerca de mil.
Mesma tendência se verifica na Escola Superior de Línguas e Tradução do Instituto Politécnico de Macau , que em 2000 chegou a admitir apenas 12 novos estudantes e , em 2003 , atraiu 50 novos alunos.
"Nós temos a consciência nítida de que isso se deve ao crescimento da China , à abertura dos mercados , ao estabelecimento das prioridades nas relações externas da China que passam pelos países de língua portuguesa" , afirma Antonio Saldenha , do Ipor.
Saldenha cita como exemplo desse incentivo o estabelecimento , no ano passado , do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa , com sede em Macau.
O fórum ajudou a organizar , na semana passada ( 21 a 24 de outubro) , a 9º Feira Internacional de Macau. Segundo uma pesquisa realizada pelos organizadores da feira , 77% dos participantes disseram acreditar que Macau pode servir como uma plataforma de negócios entre a China e os países da língua portuguesa.
Plataforma
"A China está com um grande desenvolvimento econômico e com olhos para cooperação com os países em desenvolvimento da África , com o Brasil e também com Portugal , como porta de entrada na União Européia" , afirma o vice-reitor da Universidade de Macau , Rui Martins.
"Então , esses alunos vêem nisso uma série de oportunidades de trabalho" , completa Martins.
A universidade , que em 1999 tinha cerca de 700 alunos aprendendo o português dentro das diversas áreas de especialização , agora tem cerca de 1 , 5 mil.
Martins lembra que a Universidade chegou a prever que o curso de Direito oferecido em português iria acabar ficando sem alunos , mas isso não aconteceu.
Parte dessa volta do interesse pelo português em Macau , segundo Martins , se deve à chegada de estudantes de outras partes da China à cidade.
Em 1999 , cerca de 200 estudantes chegaram para aprender português em Macau. Atualmente , existem cerca de mil. A maioria já fala o inglês e , por isso , passam a optar pelo português como língua estrangeira.
Número de estudantes de português tem aumentado
É o caso de Pangfei Shan , estudante da Universidade de Estudos Internacionais de Xangai , que está realizando um intercâmbio em Macau.
"O fato de a China e também o Brasil estarem se desenvolvendo tão rapidamente oferece novas oportunidades" , afirma Shan.
Wang Xinta , da Universidade de Estudos Estrangeiros de Pequim , é um outro exemplo.
Ele conta já ter uma oferta de emprego para integrar o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China depois que terminar a sua especialização em Macau.
"Começamos a nossa carreira como intérprete e tradutor e depois alguns acabam se transferindo para outros domínios profissionais" , afirma o estudante.
Mas o interesse pelo português não tem aumentado apenas entre os estudantes de outras cidades da China.
Choi Wai Hao , diretor da Escola Superior de Línguas e Tradução do IPM , afirma que , dos 95 alunos que iniciaram o curso de tradução em setembro deste ano , 37 são macaenses (descendentes de portugueses) , 30 são chineses locais e 28 são de outras cidades chinesas.
Choi lembra que o setor jurídico em Macau é , em grande parte , dominado pelo português.
"Macau é uma cidade única em comparação com outras cidades chinesas , por causa de seu passado histórico de ligação com Portugal. É o ponto de encontro entre a cultura chinesa e a ocidental" , afirma Choi.
"E eu acho que o governo chinês percebeu o valor de Macau" , completa.
Antonio Saldenha , do Ipor , afirma que , apesar de existir pontos de ensino do português em outras cidades chinesas , como Pequim , Xangai , Cantão e Xiamen , as atividades estão mais concentradas em Macau.
"Há também uma decisão do governo chinês de estar concentrando esse processo de incentivo ao aprendizado do português em Macau , obviamente pela maior facilidade que temos aqui" , diz Saldenha.
Segundo Saldenha , não há números exatos de quantas pessoas falam o português hoje em Macau.
"Nós sabemos que existem cerca de 2 mil portugueses e cerca de 20 mil macaenses de origem portuguesa que , com certeza , falam a língua" , afirma.
"Agora , existe um fator indeterminado que é o número de chineses que têm conhecimento da língua. Então , o total não deve chegar a 10% dos moradores" , afirma.
É difícil prever se esse percentual irá aumentar consideravelmente , mas o medo de que o português desapareça de Macau já não existe mais.
Expansão da China pode salvar língua portuguesa em Macau
A expansão econômica da China e o interesse nos países de língua portuguesa podem estar livrando o português da extinção em Macau , cidade do sul do país que voltou ao domínio chinês em 1999 depois de 450 anos de colonização portuguesa.
Na época , muitos acreditavam que a entrada do chinês e também do inglês chegaria a provocar o desaparecimento do português , que é uma das línguas oficias , mas é falado por menos de 10% dos cerca de 400 mil habitantes.
Mas , apesar de uma queda na procura por cursos de português no ano 2000 , as diversas escolas que ensinam a língua já passaram a registrar um retorno do interesse pelos cursos a partir de 2001 e , mais acentuadamente , a partir de 2002.
O Instituto Português do Oriente (Ipor) exemplo , que , em 2000 , tinha apenas 200 alunos , agora conta com cerca de mil.
Mesma tendência se verifica na Escola Superior de Línguas e Tradução do Instituto Politécnico de Macau , que em 2000 chegou a admitir apenas 12 novos estudantes e , em 2003 , atraiu 50 novos alunos.
"Nós temos a consciência nítida de que isso se deve ao crescimento da China , à abertura dos mercados , ao estabelecimento das prioridades nas relações externas da China que passam pelos países de língua portuguesa" , afirma Antonio Saldenha , do Ipor.
Saldenha cita como exemplo desse incentivo o estabelecimento , no ano passado , do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa , com sede em Macau.
O fórum ajudou a organizar , na semana passada ( 21 a 24 de outubro) , a 9º Feira Internacional de Macau. Segundo uma pesquisa realizada pelos organizadores da feira , 77% dos participantes disseram acreditar que Macau pode servir como uma plataforma de negócios entre a China e os países da língua portuguesa.
Plataforma
"A China está com um grande desenvolvimento econômico e com olhos para cooperação com os países em desenvolvimento da África , com o Brasil e também com Portugal , como porta de entrada na União Européia" , afirma o vice-reitor da Universidade de Macau , Rui Martins.
"Então , esses alunos vêem nisso uma série de oportunidades de trabalho" , completa Martins.
A universidade , que em 1999 tinha cerca de 700 alunos aprendendo o português dentro das diversas áreas de especialização , agora tem cerca de 1 , 5 mil.
Martins lembra que a Universidade chegou a prever que o curso de Direito oferecido em português iria acabar ficando sem alunos , mas isso não aconteceu.
Parte dessa volta do interesse pelo português em Macau , segundo Martins , se deve à chegada de estudantes de outras partes da China à cidade.
Em 1999 , cerca de 200 estudantes chegaram para aprender português em Macau. Atualmente , existem cerca de mil. A maioria já fala o inglês e , por isso , passam a optar pelo português como língua estrangeira.
Número de estudantes de português tem aumentado
É o caso de Pangfei Shan , estudante da Universidade de Estudos Internacionais de Xangai , que está realizando um intercâmbio em Macau.
"O fato de a China e também o Brasil estarem se desenvolvendo tão rapidamente oferece novas oportunidades" , afirma Shan.
Wang Xinta , da Universidade de Estudos Estrangeiros de Pequim , é um outro exemplo.
Ele conta já ter uma oferta de emprego para integrar o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China depois que terminar a sua especialização em Macau.
"Começamos a nossa carreira como intérprete e tradutor e depois alguns acabam se transferindo para outros domínios profissionais" , afirma o estudante.
Mas o interesse pelo português não tem aumentado apenas entre os estudantes de outras cidades da China.
Choi Wai Hao , diretor da Escola Superior de Línguas e Tradução do IPM , afirma que , dos 95 alunos que iniciaram o curso de tradução em setembro deste ano , 37 são macaenses (descendentes de portugueses) , 30 são chineses locais e 28 são de outras cidades chinesas.
Choi lembra que o setor jurídico em Macau é , em grande parte , dominado pelo português.
"Macau é uma cidade única em comparação com outras cidades chinesas , por causa de seu passado histórico de ligação com Portugal. É o ponto de encontro entre a cultura chinesa e a ocidental" , afirma Choi.
"E eu acho que o governo chinês percebeu o valor de Macau" , completa.
Antonio Saldenha , do Ipor , afirma que , apesar de existir pontos de ensino do português em outras cidades chinesas , como Pequim , Xangai , Cantão e Xiamen , as atividades estão mais concentradas em Macau.
"Há também uma decisão do governo chinês de estar concentrando esse processo de incentivo ao aprendizado do português em Macau , obviamente pela maior facilidade que temos aqui" , diz Saldenha.
Segundo Saldenha , não há números exatos de quantas pessoas falam o português hoje em Macau.
"Nós sabemos que existem cerca de 2 mil portugueses e cerca de 20 mil macaenses de origem portuguesa que , com certeza , falam a língua" , afirma.
"Agora , existe um fator indeterminado que é o número de chineses que têm conhecimento da língua. Então , o total não deve chegar a 10% dos moradores" , afirma.
É difícil prever se esse percentual irá aumentar consideravelmente , mas o medo de que o português desapareça de Macau já não existe mais.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Língua: Investigador australiano quer catalogar crioulos da Ásia com base no português
Macau, 14 Out (Lusa) - O investigador Alan Baxter, da Universidade de Macau, lidera uma equipa que procura catalogar todos os crioulos da Ásia com base no português.
Estes crioulos estão localizados na Índia em Damão, Diu e Korlai, na Malásia em Malaca, e na China em Macau.
Alan Baxter, australiano, reconhecido como um dos mais importantes especialistas em crioulos de base lexical portuguesa e director do departamento de Português da Universidade de Macau, explica que o trabalho não é fácil.
Sobretudo, a situação do Sri Lanka é mais complicada, explicou Alan Baxter à Lusa, devido às dificuldades de contacto com as comunidades de Trincamalee e Baticaloa, situadas na costa oriental e sob domínio tamil.
"Depois em 2004 aconteceu o tsunami que afectou vários países da Ásia entre os quais o Sri Lanka, e sendo estas comunidades costeiras não há informação sobre o que aconteceu", disse.
No entanto, Alan Baxter mantém viva a esperança de conseguir "estudar a tipologia linguística destes crioulos para poder comparar e compreender melhor o seu desenvolvimento e até ligação".
"Há características em todos estes crioulos de base lexical portuguesa na Ásia que só podem ter vindo da Índia e aqui olhamos para o mapa dos Descobrimentos e percebemos que os crioulos foram sendo implantados e desenvolvidos com as transferências a partir da Índia, e de entreposto para entreposto, de grupos de pessoas relacionadas com o comércio e a administração do Estado", explicou.
JCS.
Lusa/fim
Estes crioulos estão localizados na Índia em Damão, Diu e Korlai, na Malásia em Malaca, e na China em Macau.
Alan Baxter, australiano, reconhecido como um dos mais importantes especialistas em crioulos de base lexical portuguesa e director do departamento de Português da Universidade de Macau, explica que o trabalho não é fácil.
Sobretudo, a situação do Sri Lanka é mais complicada, explicou Alan Baxter à Lusa, devido às dificuldades de contacto com as comunidades de Trincamalee e Baticaloa, situadas na costa oriental e sob domínio tamil.
"Depois em 2004 aconteceu o tsunami que afectou vários países da Ásia entre os quais o Sri Lanka, e sendo estas comunidades costeiras não há informação sobre o que aconteceu", disse.
No entanto, Alan Baxter mantém viva a esperança de conseguir "estudar a tipologia linguística destes crioulos para poder comparar e compreender melhor o seu desenvolvimento e até ligação".
"Há características em todos estes crioulos de base lexical portuguesa na Ásia que só podem ter vindo da Índia e aqui olhamos para o mapa dos Descobrimentos e percebemos que os crioulos foram sendo implantados e desenvolvidos com as transferências a partir da Índia, e de entreposto para entreposto, de grupos de pessoas relacionadas com o comércio e a administração do Estado", explicou.
JCS.
Lusa/fim
O reconhecimento do patuá como uma tradição oral de Macau
Macau, China, 10 Out (Lusa) - O reconhecimento do patuá como uma tradição oral de Macau pela UNESCO "tem viabilidade" mas a sociedade tem de garantir o seu futuro como património da cidade, defendeu Alan Baxter, um australiano especialista em crioulos de base portuguesa.
"Há hoje o teatro em patuá, há tradições orais de versos que precisam de ser reactivados, há músicas documentadas e neste plano a Escola Portuguesa, por exemplo, poderia desempenhar um papel fundamental na divulgação do crioulo de Macau e promover a sua continuidade no futuro", disse Alan Baxter, que é também director do departamento de português da Universidade de Macau.
Alan Baxter liga uma candidatura à UNESCO com o papel das instituições de ensino porque, explicou, "é preciso demonstrar a tradição oral, a continuidade e que a comunidade é capaz de promover e garantir a manutenção do crioulo, implementando actividades de conservação e formação".
O mesmo responsável sustenta que o patuá "precisa de mais espaço" e que a Escola Portuguesa de Macau poderia desempenhar essa função de alargar horizontes com coisas simples no seu jornal, nas suas actividades extra-curriculares ou inserido numa disciplina vocacionada para as artes ou letras.
Enquanto a comunidade estuda e prepara a candidatura do patuá a património oral da UNESCO, Alan Baxter lidera uma equipa que desenvolve um projecto de recolha de materiais escritos e orais para uma base de dados do crioulo local.
"A finalidade deste primeiro projecto é criar um portal acessível a todos, um portal semi-didáctico de interesse para o leigo e para o investigador", explicou.
JCS.
Lusa/fim
"Há hoje o teatro em patuá, há tradições orais de versos que precisam de ser reactivados, há músicas documentadas e neste plano a Escola Portuguesa, por exemplo, poderia desempenhar um papel fundamental na divulgação do crioulo de Macau e promover a sua continuidade no futuro", disse Alan Baxter, que é também director do departamento de português da Universidade de Macau.
Alan Baxter liga uma candidatura à UNESCO com o papel das instituições de ensino porque, explicou, "é preciso demonstrar a tradição oral, a continuidade e que a comunidade é capaz de promover e garantir a manutenção do crioulo, implementando actividades de conservação e formação".
O mesmo responsável sustenta que o patuá "precisa de mais espaço" e que a Escola Portuguesa de Macau poderia desempenhar essa função de alargar horizontes com coisas simples no seu jornal, nas suas actividades extra-curriculares ou inserido numa disciplina vocacionada para as artes ou letras.
Enquanto a comunidade estuda e prepara a candidatura do patuá a património oral da UNESCO, Alan Baxter lidera uma equipa que desenvolve um projecto de recolha de materiais escritos e orais para uma base de dados do crioulo local.
"A finalidade deste primeiro projecto é criar um portal acessível a todos, um portal semi-didáctico de interesse para o leigo e para o investigador", explicou.
JCS.
Lusa/fim
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