
A Águia, órgão do Movimento da Renascença Portuguesa, foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal. No século XXI, a Nova Águia, órgão do MIL: Movimento Internacional Lusófono, tem sido cada vez mais reconhecida como "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".
Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra).
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa).
Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286.
Donde vimos, para onde vamos...
Ângelo Alves, in "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo".
Manuel Ferreira Patrício, in "A Vida como Projecto. Na senda de Ortega e Gasset".
Onde temos ido: Mapiáguio (locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA)
Albufeira, Alcáçovas, Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Aljezur, Aljustrel, Allariz (Galiza), Almada, Almodôvar, Alverca, Amadora, Amarante, Angra do Heroísmo, Arraiolos, Assomada (Cabo Verde), Aveiro, Azeitão, Baía (Brasil), Bairro Português de Malaca (Malásia), Barcelos, Batalha, Beja, Belmonte, Belo Horizonte (Brasil), Bissau (Guiné), Bombarral, Braga, Bragança, Brasília (Brasil), Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Campinas (Brasil), Carnide, Cascais, Castro Marim, Castro Verde, Chaves, Cidade Velha (Cabo Verde), Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Ermesinde, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Famalicão, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Freixo de Espada à Cinta, Fortaleza (Brasil), Guarda, Guimarães, Idanha-a-Nova, João Pessoa (Brasil), Juiz de Fora (Brasil), Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loulé, Loures, Luanda (Angola), Mafra, Mangualde, Marco de Canavezes, Mem Martins, Messines, Mindelo (Cabo Verde), Mira, Mirandela, Montargil, Montijo, Murtosa, Nazaré, Nova Iorque (EUA), Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense (Galiza), Ovar, Pangim (Goa), Pinhel, Pisa (Itália), Ponte de Sor, Pontevedra (Galiza), Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife (Brasil), Redondo, Régua, Rio de Janeiro (Brasil), Rio Maior, Sabugal, Sacavém, Sagres, Santarém, Santiago de Compostela (Galiza), São Brás de Alportel, São João da Madeira, São João d’El Rei (Brasil), São Paulo (Brasil), Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Teresina (Brasil), Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Trofa, Turim (Itália), Viana do Castelo, Vigo (Galiza), Vila do Bispo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Nova de Foz Côa, Vila Nova de São Bento, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.
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sábado, 18 de julho de 2009
terça-feira, 12 de maio de 2009
DEBATE - O PARLAMENTO EUROPEU E A CIDADANIA
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No próximo dia 13 de Maio (Quarta-feira), pelas 18h30, terá lugar, na Fac. de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Univ. Nova de Lisboa (UNL), na Av. de Berna, um debate intitulado “O Parlamento Europeu e a Cidadania”, organizado pela equipa de Lisboa do magazine europeu CaféBabel Internacional.
Na contagem decrescente para as Eleições Europeias de 7 de Junho, o CaféBabel Lisboa, em parceria com o NECPRI (Núcleo de Estudos de Ciência Política e Relações Internacionais), pretende esclarecer/reflectir sobre a importância do mesmo, focando-se na temática da proximidade entre o Parlamento Europeu e os cidadãos, bem como da percepção destes sobre a influência do Parlamento Europeu sobre as suas vidas.
Assim, foram convidados para o debate Manuel Monteiro, Paulo Sande, André Freire e Maurits Van der Hoofd, sob a moderação de Paulo Barcelos (FCSH), com o objectivo de oferecer diferentes perspectivas sobre este assunto, garantindo assim um debate esclarecedor e dinâmico.
Detalhes:
Tema: "O Parlamento Europeu e a Cidadania"
Data: 13 de Maio (Quarta-feira)
Horário: 18h30
Local: Fac. Ciências Sociais e Humanas (Univ. Nova Lisboa), Torre B, Aud. 2 (3º piso) (mapa na p.2)
Oradores:
Manuel Monteiro – Fundador do Partido Nova Democracia
Paulo Sande – Director do Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal
André Freire – Cientista Político/Professor no ISCTE
Maurits Van der Hoofd – Militante do ALDE
CaféBabel - www.cafebabel.com
No próximo dia 13 de Maio (Quarta-feira), pelas 18h30, terá lugar, na Fac. de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Univ. Nova de Lisboa (UNL), na Av. de Berna, um debate intitulado “O Parlamento Europeu e a Cidadania”, organizado pela equipa de Lisboa do magazine europeu CaféBabel Internacional.
Na contagem decrescente para as Eleições Europeias de 7 de Junho, o CaféBabel Lisboa, em parceria com o NECPRI (Núcleo de Estudos de Ciência Política e Relações Internacionais), pretende esclarecer/reflectir sobre a importância do mesmo, focando-se na temática da proximidade entre o Parlamento Europeu e os cidadãos, bem como da percepção destes sobre a influência do Parlamento Europeu sobre as suas vidas.
Assim, foram convidados para o debate Manuel Monteiro, Paulo Sande, André Freire e Maurits Van der Hoofd, sob a moderação de Paulo Barcelos (FCSH), com o objectivo de oferecer diferentes perspectivas sobre este assunto, garantindo assim um debate esclarecedor e dinâmico.
Detalhes:
Tema: "O Parlamento Europeu e a Cidadania"
Data: 13 de Maio (Quarta-feira)
Horário: 18h30
Local: Fac. Ciências Sociais e Humanas (Univ. Nova Lisboa), Torre B, Aud. 2 (3º piso) (mapa na p.2)
Oradores:
Manuel Monteiro – Fundador do Partido Nova Democracia
Paulo Sande – Director do Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal
André Freire – Cientista Político/Professor no ISCTE
Maurits Van der Hoofd – Militante do ALDE
CaféBabel - www.cafebabel.com
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Debates em Angola...
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No dia 16 de Abril a partir das 15 horas, no salão do SOLAR DOS LEÕES - Benguela, será realizado mais um Quintas de Debate, com o tema: DESENVOLVIMENTO E CRESCIMENTO: Qual o significado? Convergências e divergências.
Será Prelector: Guilherme Santos
Haverá ainda a apresentação do livro “PARA ONDE VAI ANGOLA” pelo autor DOMINGOS DA CRUZ, com sessão de vendas e autógrafos no final do debate.
Poderão acompanhar ainda a 30 de Abril de 09:
DEMOCRATIZAÇÃO DAS AUTORIDADES TRADICIONAIS! É possível!
Será prelector: Padre Canário
PARTICIPE E DIVULGUE
No dia 16 de Abril a partir das 15 horas, no salão do SOLAR DOS LEÕES - Benguela, será realizado mais um Quintas de Debate, com o tema: DESENVOLVIMENTO E CRESCIMENTO: Qual o significado? Convergências e divergências.
Será Prelector: Guilherme Santos
Haverá ainda a apresentação do livro “PARA ONDE VAI ANGOLA” pelo autor DOMINGOS DA CRUZ, com sessão de vendas e autógrafos no final do debate.
Poderão acompanhar ainda a 30 de Abril de 09:
DEMOCRATIZAÇÃO DAS AUTORIDADES TRADICIONAIS! É possível!
Será prelector: Padre Canário
PARTICIPE E DIVULGUE
sexta-feira, 13 de março de 2009
Debates em Angola...
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O mundo está mergulhado numa crise económica onde as principais pontências mundiais não conseguiram estancar a actual situação, que foi generalizando, afectando os países em via de desenvolvimento que no caso, Angola não é uma excepção. Perante este panorama económico e político que o país está a viver, quais são os mecanismos e estratégias do governo para salvaguardar os interesses fundamentais dos cidadãos? Será que haverá sectores do governo que serão sacrificados como efeito da crise? Como garantir a justiça social na Constituição?
No dia 19 de Março a partir das 15 horas, no salão do SOLAR DOS LEÕES - Benguela, será realizado mais um Quintas de Debate, com o tema
CRISE ECONÓMICA GLOBAL: Efeitos e desafios para a economia de Angola
Será o Prelector: Justino Pinto de Andrade
A apresentação complecta pode ser acomanhada em http://quintasdedebate.blogspot.com/.
O texto pode ser transcrito na íntegra ou em partes, de forma livre desde que façam referência à fonte.
PARTICIPEM E DIVULGUEM
O mundo está mergulhado numa crise económica onde as principais pontências mundiais não conseguiram estancar a actual situação, que foi generalizando, afectando os países em via de desenvolvimento que no caso, Angola não é uma excepção. Perante este panorama económico e político que o país está a viver, quais são os mecanismos e estratégias do governo para salvaguardar os interesses fundamentais dos cidadãos? Será que haverá sectores do governo que serão sacrificados como efeito da crise? Como garantir a justiça social na Constituição?
No dia 19 de Março a partir das 15 horas, no salão do SOLAR DOS LEÕES - Benguela, será realizado mais um Quintas de Debate, com o tema
CRISE ECONÓMICA GLOBAL: Efeitos e desafios para a economia de Angola
Será o Prelector: Justino Pinto de Andrade
A apresentação complecta pode ser acomanhada em http://quintasdedebate.blogspot.com/.
O texto pode ser transcrito na íntegra ou em partes, de forma livre desde que façam referência à fonte.
PARTICIPEM E DIVULGUEM
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Hoje, em Setúbal...
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Academia Problemática e Obscura - Setúbal
Jantar Cultural com Renato Epifânio sobre «O Futuro da Lusofonia»
http://www.rostos.pt/inicio2.asp?cronica=131128&mostra=2&seccao=cultura&titulo=Academia_Problematica_e_Obscura_-_S
Academia Problemática e Obscura - Setúbal
Jantar Cultural com Renato Epifânio sobre «O Futuro da Lusofonia»
http://www.rostos.pt/inicio2.asp?cronica=131128&mostra=2&seccao=cultura&titulo=Academia_Problematica_e_Obscura_-_S
sábado, 6 de dezembro de 2008
Debates em Angola...
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Parece que a imagem do jovem sinónimo de refractário da política está muito disseminada entre nós. E, daí a importância do tema escolhido pela associação Omunga para esta conferência: “A participação política da juventude angolana”. Sobretudo porque vivemos numa sociedade fechada, cujo modelo de governação permanece numa lógica de controlo da sociedade e desta sobre os seus membros.
Nelson Pestana (Bonavena) iniciou assim a sua dissertação quando falava sobre a A participação política da juventude angolana no QUINTAS DE DEBATE.
Pode acompanhar o texto na íntegra em http://quintasdedebate.blogspot.com/
O próximo QUINTAS DE DEBATE terá lugar a 11 de Novembro de 2008, pelas 15H00 na sala do PRODESB - Benguela, com o tema O Papel da Mídia no Processo de Democratização e serão prelectores o Manuel Bartolomeu (Rádio 2000 - Lubango) e Manuel Vieira (Rádio Ecclésias - Luanda)
Não falte
Parece que a imagem do jovem sinónimo de refractário da política está muito disseminada entre nós. E, daí a importância do tema escolhido pela associação Omunga para esta conferência: “A participação política da juventude angolana”. Sobretudo porque vivemos numa sociedade fechada, cujo modelo de governação permanece numa lógica de controlo da sociedade e desta sobre os seus membros.
Nelson Pestana (Bonavena) iniciou assim a sua dissertação quando falava sobre a A participação política da juventude angolana no QUINTAS DE DEBATE.
Pode acompanhar o texto na íntegra em http://quintasdedebate.blogspot.com/
O próximo QUINTAS DE DEBATE terá lugar a 11 de Novembro de 2008, pelas 15H00 na sala do PRODESB - Benguela, com o tema O Papel da Mídia no Processo de Democratização e serão prelectores o Manuel Bartolomeu (Rádio 2000 - Lubango) e Manuel Vieira (Rádio Ecclésias - Luanda)
Não falte
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Conversas de Bairro… Às Voltas com a Nação - Hoje, 18.30, na Bulhosa (Campo de Ourique)
Conversas de Bairro… Às Voltas com a Nação
Convidados: José Neves e Paulo Borges
Moderador: Rui Duarte
Debate com José Neves (Autor do livro "Comunismo e Nacionalismo em Portugal no século XX") e Paulo Borges (Co-Director da Revista Nova Águia, Presidente da Associação Agostinho da Silva e da Comissão Coordenadora do Movimento Internacional Lusófono)
Numa época em que a independência real das nações é vista e revista a cada momento, convidamos dois oradores com visões bastante diferentes sobre o tema. Mais do que discutir Portugal e o seu papel, é a própria ideia de nação que se pretende ver debatida.
Rua Tomás da Anunciação, nº 68 B
1350-330 Lisboa
Convidados: José Neves e Paulo Borges
Moderador: Rui Duarte
Debate com José Neves (Autor do livro "Comunismo e Nacionalismo em Portugal no século XX") e Paulo Borges (Co-Director da Revista Nova Águia, Presidente da Associação Agostinho da Silva e da Comissão Coordenadora do Movimento Internacional Lusófono)
Numa época em que a independência real das nações é vista e revista a cada momento, convidamos dois oradores com visões bastante diferentes sobre o tema. Mais do que discutir Portugal e o seu papel, é a própria ideia de nação que se pretende ver debatida.
Rua Tomás da Anunciação, nº 68 B
1350-330 Lisboa
domingo, 12 de outubro de 2008
Ex-certos
Analisar a vida implica estar fora dela, mas eu só existo nela, sendo-a, por isso, para analisá-la teria de morrer, e morrendo deixaria de haver o que analisar. Imitá-la, é só o que me é concedido fazer: escrevê-la, aqui.
Querer ter como fim o que nasce apenas como meio é a tola esperança de qualquer ser humano...
De que me vale ter como fim o que está condenado ao fim? O mero meio - o trabalho, o dinheiro, o saber, a vitória efé-mera.
Só me faz sentido querer ter como fim o que não tem em si o fim: o meio que é o próprio fim sem fim, o tempo que é eterno, o lugar que é infinito, o ser que É.
Quem vive pelo amor não tem por que se decepcionar, visto a fonte da sua vida ser a única constante independente que há: a rendição ao Amor. Nascer é render-se a existir, pois sem rendição não é possível deixar de ser o que se É para se estar a ser... o que se é, porque só se rendendo efectivamente se é.
Neste mundo actual, a mulher apenas se iguala perfeitamente ao homem ao ser diferente, repetindo-se o mesmo para os outros fenómenos, como por exemplo relativamente aos momentos, este preciso momento é sucedido por outro que a este se encadeie como igual, estando implicado que seja diferente. O caminhar da Terra até ao seu centro leva a que mesmo o diferente se apresente como igual...
A mulher espelhará então inteiramente o homem (e/ou o seu inverso), e só assim a igualdade se pode dar na vida... pois o outro modo de igualdade implicaria sobreposição num só ser-corpo, e disso já Adão o soube quão aborrecido é.
(Foto do Google: "Campos de Trigo com Corvos", Vincent Van Gogh)
Querer ter como fim o que nasce apenas como meio é a tola esperança de qualquer ser humano...
De que me vale ter como fim o que está condenado ao fim? O mero meio - o trabalho, o dinheiro, o saber, a vitória efé-mera.
Só me faz sentido querer ter como fim o que não tem em si o fim: o meio que é o próprio fim sem fim, o tempo que é eterno, o lugar que é infinito, o ser que É.
Quem vive pelo amor não tem por que se decepcionar, visto a fonte da sua vida ser a única constante independente que há: a rendição ao Amor. Nascer é render-se a existir, pois sem rendição não é possível deixar de ser o que se É para se estar a ser... o que se é, porque só se rendendo efectivamente se é.
Neste mundo actual, a mulher apenas se iguala perfeitamente ao homem ao ser diferente, repetindo-se o mesmo para os outros fenómenos, como por exemplo relativamente aos momentos, este preciso momento é sucedido por outro que a este se encadeie como igual, estando implicado que seja diferente. O caminhar da Terra até ao seu centro leva a que mesmo o diferente se apresente como igual...
A mulher espelhará então inteiramente o homem (e/ou o seu inverso), e só assim a igualdade se pode dar na vida... pois o outro modo de igualdade implicaria sobreposição num só ser-corpo, e disso já Adão o soube quão aborrecido é.
(Foto do Google: "Campos de Trigo com Corvos", Vincent Van Gogh)
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Autocensura
Tendo em conta que a vocação da comunidade lusófona é a de "estabelecer pontes, mediações e diálogos entre os diferentes povos, culturas, civilizações e religiões, promovendo uma cultura da paz, da compreensão, da fraternidade e do universalismo à escala planetária" (ponto 2 da Decl. de Princípios e Objectivos do MIL), e que uma das suas mais importantes linhas de acção está precisamente na "defesa dos valores humanos fundamentais e das causas humanitárias e na "sensibilização da comunidade internacional para todas as formas de violação dos direitos humanos e dos seres vivos" (ponto 4 da Decl. de Princípios e Objectivos do MIL), pergunto por que motivo temos que nos autocensurar na participação deste blogue quanto a determinados assuntos, como a questões ontológicas ou existenciais sobre a crença ou não em Deus, quando muitos dos crimes mais hediondos contra os mais elementares valores éticos e muitas das guerras mais sangrentas que há neste mundo são cometidos precisamente em nome de Deus. Por que razão terei eu que, antes de publicar aqui, por exemplo, um artigo sobre a noção de Espírito Santo em Agostinho da Silva, pensar se será demasiado "excêntrico" para alguns leitores tal tema, se um dos objectivos deste movimento é, entre outros, a "transformação das mentalidades e das vidas"?(ponto 1 do Manifesto da Nova Águia...) Julgo que os maiores génios e os que mais contribuíram para a transformação benéfica da humanidade eram dotados de mentes excêntricas. E não acredito que se possam transformar as mentalidades se não houver liberdade para levantar questões que incomodem, eventualmente, a sensibilidade e as convicções ético-espirituais dos nossos leitores. Acima de tudo, não compreendo por que razão a participação nesta confraria se deva limitar a questões patrióticas de âmbito exclusivamente político-social e económico, quando está bem patente, creio eu, quer na Manifesto da Nova Águia quer na Declaração de Princípios e Objectivos do MIL, uma preocupação ético-espiritual em que assenta toda uma noção bastante alargada de Cultura, que deveria promover um debate filosófico em que são necessariamente abrangidas questões teológicas, ontológicas e existenciais. Afinal de contas, todo este projecto tem que ver, na minha opinião, com o sentido da existência humana no planeta Terra e com o desenvolvimento de um modelo civilizacional que mostre ao mundo soluções alternativas e viáveis para essa mesma existência.
Compreendo perfeitamente que o elevado número de participantes neste blogue e as suas diferentes preocupações, propostas e expectativas em relação ao que deveriam ser as linhas orientadoras do movimento crie divergências e "pruridos", mas não concordo que deva haver uma tal limitação temática das ideias e dos debates.
Compreendo perfeitamente que o elevado número de participantes neste blogue e as suas diferentes preocupações, propostas e expectativas em relação ao que deveriam ser as linhas orientadoras do movimento crie divergências e "pruridos", mas não concordo que deva haver uma tal limitação temática das ideias e dos debates.
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Debate 2: liberemos os neologismos?
Eu tenho inveja de idiomas como inglês e alemão, onde a formação das palavras é muito mais dinâmica do que em português.
Aqui no Brasil, aguardávamos a autorização do Aurélio Buarque de Hollanda para considerar uma nova palavra. Quando ele morreu, perdemos esta referência.
O mais clássico exemplo foi a palavra "imexível", inventada por um ministro de Fernando Collor, ex-presidente do Brasil e atual senador.
Imexível parecer ser a língua portuguesa. Por que não posso dizer "Eu estou engenheirando?", sem que pareça eu estar dizendo uma gíria ou expressão popular?
Gostaria de propor que aqui no blog tenhamos o direito de criar palavras novas, desde que "bloguivelmente entendíveis".
Aqui no Brasil, aguardávamos a autorização do Aurélio Buarque de Hollanda para considerar uma nova palavra. Quando ele morreu, perdemos esta referência.
O mais clássico exemplo foi a palavra "imexível", inventada por um ministro de Fernando Collor, ex-presidente do Brasil e atual senador.
Imexível parecer ser a língua portuguesa. Por que não posso dizer "Eu estou engenheirando?", sem que pareça eu estar dizendo uma gíria ou expressão popular?
Gostaria de propor que aqui no blog tenhamos o direito de criar palavras novas, desde que "bloguivelmente entendíveis".
Debate 1: cadê os africanos?
Existe uma separação entre a África lusófona e Brasil-Portugal?
Além de já ter participado de listas africanas, onde eu me sentia um completo estrangeiro, não vejo quase africano nenhum em sites como este, ou o Braganza ou o Minguante.
Queria propor este debate: os africanos se exilam da lusofonia online? Ou os problemas seriam econômicos mesmo, não permitindo que mais africanos adentrem o universo da internet?
Além de já ter participado de listas africanas, onde eu me sentia um completo estrangeiro, não vejo quase africano nenhum em sites como este, ou o Braganza ou o Minguante.
Queria propor este debate: os africanos se exilam da lusofonia online? Ou os problemas seriam econômicos mesmo, não permitindo que mais africanos adentrem o universo da internet?
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terça-feira, 15 de julho de 2008
Ainda sobre a nova Petição MIL (II)
Para além de querermos ver o país invadido pelos nossos irmãos lusófonos ou de querermos invadir os nossos países-irmãos da CPLP, outra acusação que já aqui nos fizeram é de termos uma linguagem “proto-identitária”: por falarmos no sentido histórico da nossa Cultura, da nossa destinação, da nossa vocação, etc., etc., etc. E também a de querermos “impor” a visão dos nossos grandes pensadores – nomeadamente, Teixeira de Pascoaes, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva – a todo o povo português, o qual, alegadamente, não tem que estar refém do que os nossos antepassados fizeram e/ ou pensaram…
A esse respeito, três breves notas:
1. Acusar a NOVA ÁGUIA e o MIL de terem uma linguagem proto-identitária é tão bizarro como, por exemplo, acusar o PCP de ter uma linguagem proto-marxista. Não é defeito, é feitio...
2. Falaremos e continuaremos a falar do sentido histórico da nossa Cultura, da nossa vocação, da nossa destinação, etc., etc., etc. Sem querer impor nada a ninguém, tanto mais porque essa destinação (e daí a diferença com o termo destino) é um caminho largo, uma “via aberta”, para usar uma expressão cara a José Marinho.
3. Decerto, os portugueses de hoje podem renegar por inteiro o que os melhores de ontem fizeram e/ ou pensaram. Mas o que acontece a todo aquele que renega o melhor de si? Melhor, com certeza, não fica…
A esse respeito, três breves notas:
1. Acusar a NOVA ÁGUIA e o MIL de terem uma linguagem proto-identitária é tão bizarro como, por exemplo, acusar o PCP de ter uma linguagem proto-marxista. Não é defeito, é feitio...
2. Falaremos e continuaremos a falar do sentido histórico da nossa Cultura, da nossa vocação, da nossa destinação, etc., etc., etc. Sem querer impor nada a ninguém, tanto mais porque essa destinação (e daí a diferença com o termo destino) é um caminho largo, uma “via aberta”, para usar uma expressão cara a José Marinho.
3. Decerto, os portugueses de hoje podem renegar por inteiro o que os melhores de ontem fizeram e/ ou pensaram. Mas o que acontece a todo aquele que renega o melhor de si? Melhor, com certeza, não fica…
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Ainda sobre a nova Petição MIL…
É muito fácil arranjar argumentos para não subscrever a nova Petição MIL: quando se fala do “passaporte lusófono”, logo alguns levantam o fantasma de uma invasão*.
Quem, contudo, ler com atenção (e com boa-fé…) o texto da Petição poderá verificar que a proposta é gradualista. De resto, ainda no próprio texto da Petição se diz que “o MIL compreende e aceita que os fenómenos migratórios tenham que ser regulados”.
Nessa medida, e concretizando: cada vez mais, no espaço europeu, a política de imigração passa pelo estabelecimento de quotas. Pois bem: o que propomos, à luz desta Petição, é que essas quotas sejam preferencialmente preenchidas por imigrantes lusófonos...
Mas, obviamente, é bem mais fácil fazer caricaturas: também não se costuma dizer que o Agostinho da Silva era contra o trabalho?...
* Curiosamente, algo de similar aconteceu com a primeira Petição: na altura, houve algumas almas que acharam que nós queríamos (re)invadir Timor...
Quem, contudo, ler com atenção (e com boa-fé…) o texto da Petição poderá verificar que a proposta é gradualista. De resto, ainda no próprio texto da Petição se diz que “o MIL compreende e aceita que os fenómenos migratórios tenham que ser regulados”.
Nessa medida, e concretizando: cada vez mais, no espaço europeu, a política de imigração passa pelo estabelecimento de quotas. Pois bem: o que propomos, à luz desta Petição, é que essas quotas sejam preferencialmente preenchidas por imigrantes lusófonos...
Mas, obviamente, é bem mais fácil fazer caricaturas: também não se costuma dizer que o Agostinho da Silva era contra o trabalho?...
* Curiosamente, algo de similar aconteceu com a primeira Petição: na altura, houve algumas almas que acharam que nós queríamos (re)invadir Timor...
domingo, 13 de julho de 2008
Porque não subscrevo a nova Petição MIL (IV)
Caro José Leitão e demais amigos da NOVA ÁGUIA e do MIL:
Se vocês querem impor a visão de Teixeira de Pascoaes, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva ao povo português, só têm, de facto, uma saída: levá-la a votos a todo o povo português...
Então veremos quanto votos vale essa “grande visão” de Portugal e do Mundo radica no sentido histórico da nossa Cultura…
Estarei cá para ver! Até lá, ganhem juízo…
Se vocês querem impor a visão de Teixeira de Pascoaes, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva ao povo português, só têm, de facto, uma saída: levá-la a votos a todo o povo português...
Então veremos quanto votos vale essa “grande visão” de Portugal e do Mundo radica no sentido histórico da nossa Cultura…
Estarei cá para ver! Até lá, ganhem juízo…
Porque não subscrevo a nova Petição MIL (III)
Corrijo-me: a opinião de Pascoaes, Pessoa ou Agostinho não é tão válida como qualquer outra. Não vale sequer um voto. Porque, muito simplesmente, os três já morreram…
Em Democracia, não temos que estar reféns do que fizeram e/ou pensaram os nossos antepassados, por mais ilustres que tenham sido.
As únicas pessoas que podem, legitimamente, determinar a nossa “destinação” são os cidadãos portugueses devidamente recenseados para votar.
Se estes determinassem pôr fim a Portugal, poderiam, com toda a legitimidade, fazê-lo. E o facto de muitos portugueses, no passado, terem dado a vida pela Pátria é absolutamente irrelevante…
P.S. Sou como o Hugo Chávez. A mim, ninguém me cala. Pelo menos, enquanto a Direcção do blogue não me banir daqui… Se o fizer, esse será o reconhecimento da minha razão, da superioridade dos meus argumentos. Só se cala quem não se consegue refutar…
Em Democracia, não temos que estar reféns do que fizeram e/ou pensaram os nossos antepassados, por mais ilustres que tenham sido.
As únicas pessoas que podem, legitimamente, determinar a nossa “destinação” são os cidadãos portugueses devidamente recenseados para votar.
Se estes determinassem pôr fim a Portugal, poderiam, com toda a legitimidade, fazê-lo. E o facto de muitos portugueses, no passado, terem dado a vida pela Pátria é absolutamente irrelevante…
P.S. Sou como o Hugo Chávez. A mim, ninguém me cala. Pelo menos, enquanto a Direcção do blogue não me banir daqui… Se o fizer, esse será o reconhecimento da minha razão, da superioridade dos meus argumentos. Só se cala quem não se consegue refutar…
Porque não subscrevo a nova Petição MIL (II)
Uma vez mais, tal como acontece na Declaração de Princípios e Objectivos do MIL e no Manifesto da NOVA ÁGUIA, insiste-se numa linguagem proto-identitária, falando-se, nomeadamente, no “sentido história da nossa cultura”, da nossa “vocação”, da nossa “destinação”, etc., etc., etc.
Pergunto: que direito têm vocês de definirem a nossa “destinação”? Nem vocês o têm, nem qualquer dos “grandes pensadores” que referem: Teixeira de Pascoaes, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.
Acordem, meus amigos: vivemos há muito em Democracia. A opinião de Pascoaes, Pessoa ou Agostinho é tão válida como qualquer outra. Vale, apenas, um voto…
Se alguém tem alguma legitimidade para falar da nossa “destinação” é o nosso Sócrates. E não estou a falar do Filósofo…
Pergunto: que direito têm vocês de definirem a nossa “destinação”? Nem vocês o têm, nem qualquer dos “grandes pensadores” que referem: Teixeira de Pascoaes, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.
Acordem, meus amigos: vivemos há muito em Democracia. A opinião de Pascoaes, Pessoa ou Agostinho é tão válida como qualquer outra. Vale, apenas, um voto…
Se alguém tem alguma legitimidade para falar da nossa “destinação” é o nosso Sócrates. E não estou a falar do Filósofo…
sábado, 12 de julho de 2008
Porque não subscrevo a nova Petição MIL...
Registo que o MIL prossegue o seu movimento idílico-lunático…
1. Diga o MIL o que disser, Portugal deve privilegiar os imigrantes europeus (com os quais tem efectivas afinidades civilizacionais) e não os imigrantes lusófonos (com os quais tem apenas relativas afinidades culturais e linguísticas) - daí o acerto da "Directiva do Retorno". Eu tenho uma empregada polaca e não a trocaria por nenhuma brasileira, cabo-verdiana, angolana, moçambicana, são-tomense, guineense ou timorense. Fala menos mas trabalha bem mais...
2. Obviamente, a ideia do “passaporte lusófono” jamais se irá concretizar: só com a vinda de brasileiros, Portugal ia de vez ao fundo! Ainda bem, aliás, que, uma vez mais, não há qualquer referendo: manifestamente, os portugueses não se sabem governar a si próprios. Que a Europa, cada vez mais, nos governe, que é única forma de ir mantendo o barco à tona…
1. Diga o MIL o que disser, Portugal deve privilegiar os imigrantes europeus (com os quais tem efectivas afinidades civilizacionais) e não os imigrantes lusófonos (com os quais tem apenas relativas afinidades culturais e linguísticas) - daí o acerto da "Directiva do Retorno". Eu tenho uma empregada polaca e não a trocaria por nenhuma brasileira, cabo-verdiana, angolana, moçambicana, são-tomense, guineense ou timorense. Fala menos mas trabalha bem mais...
2. Obviamente, a ideia do “passaporte lusófono” jamais se irá concretizar: só com a vinda de brasileiros, Portugal ia de vez ao fundo! Ainda bem, aliás, que, uma vez mais, não há qualquer referendo: manifestamente, os portugueses não se sabem governar a si próprios. Que a Europa, cada vez mais, nos governe, que é única forma de ir mantendo o barco à tona…
terça-feira, 8 de julho de 2008
ACORDO ORTOGRÁFICO – UMA NOTA
Não apoiei este Acordo Ortográfico e, como tal, o que vou expor não pode ser alvo da acusação de parcialidade. Não ser a favor de algo e usar meios menos nobres para atacar quem pensa diferente não pode, nem deve, ser confundido.
Ultimamente alguns colaboradores deste blogue insistem em publicar textos ao nível do pior da actividade de corso sem autorização real. O combate político e de ideias não deve ser diminuído por actos de pura pirataria. Ainda para mais não pode o MIL ser responsabilizado pelas decisões da Assembleia da República – o MIL é um movimento cívico, cultural e filosófico e, ainda que não isento de implicações políticas, não é um partido e congrega pessoas de todo o espectro ideológico, sendo contrário a toda a tirania das consciências e promovendo o debate.
Não sou a favor deste Acordo Ortográfico – que considero com falhas – mas quero um Acordo. Penso que o mesmo é necessário porque a Língua Portuguesa corre riscos em África e em Timor, e não por qualquer outra razão. O Reino Unido e os parceiros da Commonwealth podem dispensar acordos porque a Língua Inglesa está numa posição hegemónica. Nestes anos de moratória, até que o Acordo entre em vigor, podem ainda ser feitos melhoramentos e, uma vez que foi aprovado, devemos, sim, reunir esforços para lhe introduzir alterações.
O massacre psicológico e o bombardeio panfletário não são debate – são uma tremenda manifestação de intolerância. Falta de educação e mau perder, também.
Klatuu Niktos
Ultimamente alguns colaboradores deste blogue insistem em publicar textos ao nível do pior da actividade de corso sem autorização real. O combate político e de ideias não deve ser diminuído por actos de pura pirataria. Ainda para mais não pode o MIL ser responsabilizado pelas decisões da Assembleia da República – o MIL é um movimento cívico, cultural e filosófico e, ainda que não isento de implicações políticas, não é um partido e congrega pessoas de todo o espectro ideológico, sendo contrário a toda a tirania das consciências e promovendo o debate.
Não sou a favor deste Acordo Ortográfico – que considero com falhas – mas quero um Acordo. Penso que o mesmo é necessário porque a Língua Portuguesa corre riscos em África e em Timor, e não por qualquer outra razão. O Reino Unido e os parceiros da Commonwealth podem dispensar acordos porque a Língua Inglesa está numa posição hegemónica. Nestes anos de moratória, até que o Acordo entre em vigor, podem ainda ser feitos melhoramentos e, uma vez que foi aprovado, devemos, sim, reunir esforços para lhe introduzir alterações.
O massacre psicológico e o bombardeio panfletário não são debate – são uma tremenda manifestação de intolerância. Falta de educação e mau perder, também.
Klatuu Niktos
sábado, 5 de julho de 2008
COMENTÁRIO AO TEXTO DE PAULO BORGES «Ainda a Saudade»
Denso; mas esta é uma saudade do absoluto, uma fome de transcendente e, como tal – espero correcção, a estar errado –, a saudade na alma cuja raiz é a carne, que é trespassamento das inconspícuas coisas do mundo de que nos afastam ou roubam, é aqui superada por essa elevação – ou redução?, porque há uma segunda perda – à saudade de todas as saudades. Para onde vão negadas as minhas humanas e simples saudades do meu avô e da minha avó falecidos, que me criaram, para que vazio são atiradas as minhas memórias de todas as mulheres que amei, em que fosso de nada são incendiadas todas as minhas evocações saudosas de ter visto, ouvido, cheirado, tocado?
Tu devolves a um abismo lavado a Serpente que perdeu asas, mas rastejou arduamente, em sacrifício e sofrimento, para se deleitar com a superfície do mundo, para ser dilacerada pelas perdas e perdições do tempo, dos dias, dos instantes, para se ferir de mortal beleza.
Tu baptizaste a Serpente com sal, mirra e especiarias de alhures – onde está, aqui, a nossa Serpente da Finisterra?
Lord of Erewhon
Tu devolves a um abismo lavado a Serpente que perdeu asas, mas rastejou arduamente, em sacrifício e sofrimento, para se deleitar com a superfície do mundo, para ser dilacerada pelas perdas e perdições do tempo, dos dias, dos instantes, para se ferir de mortal beleza.
Tu baptizaste a Serpente com sal, mirra e especiarias de alhures – onde está, aqui, a nossa Serpente da Finisterra?
Lord of Erewhon
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