"É função do artista violentar – o artista é sempre a esquerda eterna, lógico ou anárquico – o artista só começa a se negar quando adere à ordem estabelecida, quando deixa de exercer o seu poder crítico sobre o mundo, sobre o Estado, sobre o conformismo burguês, sobre o gosto fácil. O artista é um ser em oposição – se ele vive no fascismo é antifascista, se vive no Brasil subdesenvolvido e faminto e na África do Norte colonizada é um revolucionário, usando cabeça e coração para defender e libertar o homem do totalitarismo."
Trecho do documentário: Glauber, o filme – Labirinto do Brasil, de Silvio Tendler, 2003
"É preciso romper agora,
antes que surja
na porta de um cinema
uma frase mais ou menos assim:
hoje em cinemascope
e totalmente colorido,
o magnífico espetáculo
da nossa miséria."Glauber Rocha
Filmografia (Fonte: wikipédia)
Alguns de seus principais filmes e documentários.
- Longa-metragens
Ano | Filme | Prêmios e Indicações |
---|---|---|
1962 | Barravento | - |
1963 | Deus e o Diabo na Terra do Sol | Indicado: Festival de Cannes: Palma de Ouro |
1967 | Terra em Transe | Vencedor Festival de Cannes: FIPRESCI Indicado: Festival de Cannes: Palma de Ouro |
1968 | O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro | Vencedor Festival de Cannes: Melhor Diretor Indicado: Festival de Cannes: Palma de Ouro |
1970 | Cabeças Cortadas | - |
1971 | O Leão de Sete Cabeças | - |
1972 | Câncer | - |
1975 | Claro | - |
1980 | A Idade da Terra | - |
- Documentários e curta-metragens
- 1959 O Pátio *
- 1966 Maranhão 66 **
- 1974 História do Brasil
- 1974 As Armas e o Povo ***
- 1976 Di Glauber
- 1979 Jorge Amado no Cinema
_
_
* Glauber estréia com um curtametragem hermético e experimental, vertentes que logo em seguida ele renegará em favor de um cinema político, mas que reaparecerão mais tarde em filmes como Câncer e A idade da terra.
** Documentário que registra a posse de José Sarney como governador do Maranhão. Foi financiado pelo próprio evento que marcou o início da domínio político da família Sarney no Estado, interrompido em 1º de Janeiro de 2007 com a posse do Governador Jackson Lago de oposição à família. Em contraponto ao discurso de posse e da multidão em celebração, o filme mostra a miséria da população a ser governada. Algumas das imagens documentais da festa foram usadas na montagem de Terra em transe.
*** Filme coletivo.
Mais de Glauber Rocha em Tempo Glauber.
1 comentário:
Sempre bom ter notícias do Brasil
Abraço, Adriana
Enviar um comentário