segunda-feira, 17 de agosto de 2015

De Joaquim Domingues, para a NOVA ÁGUIA 16


SITUAÇÃO DE RAUL LEAL

Raul Leal apenas colaborou no segundo fascículo de Orpheu, mas não há dúvida de que se lhe aplicam, com plena propriedade, os termos com que o amigo caracterizou o fenómeno geracional de que ambos participaram. Por isso apareceria, em Novembro de 1935, no terceiro fascículo do Sudoeste, onde Almada Negreiros aprazara reunir de novo os de Orpheu. Ele mesmo o corroborou, muitos anos depois, asseverando que “os grandes fundadores de Orpheu – Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro e Luís de Montalvor – não exerceram nem podiam exercer nenhuma influência no meu espírito criador, que se exprimiu, quase inteiramente, antes dessa revista aparecer e sem que eu ainda conhecesse tais sublimes artistas”. Aditando:
“O que se deu, pois, foi uma coincidente comunidade espontânea de espíritos que se formaram, porém, e se desenvolveram separadamente”
(excerto)