terça-feira, 5 de agosto de 2014

De Manuel Gandra, para a NOVA ÁGUIA 14

Languedoque Português
Leitor, o capítulo que ides ler é o corolário de uma perplexidade, que perdurou dormente durante cerca de três décadas.
O seu despertar ocorreu quando fui abordado por uma ex-aluna que se preparava para encetar os seus estudos de mestrado, no sentido de me tornar seu orientador.
Disse-me ela que tencionava focar-se num dos tipismos da terra da sua naturalidade, isto é, as rendas de Nisa.
- Ah! As rendas de Nisa?! Terei respondido, algo surpreso. Precisa, então – continuei – de começar por interrogar-se sobre o motivo porque existem rendas nessa região interior de Portugal!
- Professor, estou a perceber que o tema é mais complexo do que eu suspeitava…
- Nem mais, nem menos. Apenas necessita de averiguar os motivos porque as rendas, um património característico das regiões ribeirinhas e piscatórias, terão ido parar ao Alto Alentejo profundo!  (excerto)