sábado, 9 de agosto de 2014

De António Cândido Franco, para a NOVA ÁGUIA 14

A recepção de Fernando Pessoa pelos surrealistas portugueses, e, entre eles, por Mário Cesariny, é um dos casos mais proveitosos da cultura portuguesa da segunda metade do século XX. A desatenção que o caso tem merecido, os equívocos a que tem dado lugar, todos facilmente identificáveis que nem paga a pena apontá-los aqui, ainda não se sabe o que significam, ou a feliz ignorância que nos caracteriza, ou a voluntária má vontade, em tudo natural, para com um movimento que deu de mão, conceda-se que com péssima vontade, aos que então contavam.  (excerto)