A Águia, órgão do Movimento da Renascença Portuguesa, foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal. No século XXI, a Nova Águia, órgão do MIL: Movimento Internacional Lusófono, tem sido cada vez mais reconhecida como "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português". 
Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra). 
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa). 
Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286. 

Donde vimos, para onde vamos...

Donde vimos, para onde vamos...
Ângelo Alves, in "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo".

Manuel Ferreira Patrício, in "A Vida como Projecto. Na senda de Ortega e Gasset".

Onde temos ido: Mapiáguio (locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA)

Albufeira, Alcáçovas, Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Aljezur, Aljustrel, Allariz (Galiza), Almada, Almodôvar, Alverca, Amadora, Amarante, Angra do Heroísmo, Arraiolos, Assomada (Cabo Verde), Aveiro, Azeitão, Baía (Brasil), Bairro Português de Malaca (Malásia), Barcelos, Batalha, Beja, Belmonte, Belo Horizonte (Brasil), Bissau (Guiné), Bombarral, Braga, Bragança, Brasília (Brasil), Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Campinas (Brasil), Carnide, Cascais, Castro Marim, Castro Verde, Chaves, Cidade Velha (Cabo Verde), Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Ermesinde, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Famalicão, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Freixo de Espada à Cinta, Fortaleza (Brasil), Guarda, Guimarães, Idanha-a-Nova, João Pessoa (Brasil), Juiz de Fora (Brasil), Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loulé, Loures, Luanda (Angola), Mafra, Mangualde, Marco de Canavezes, Mem Martins, Messines, Mindelo (Cabo Verde), Mira, Mirandela, Montargil, Montijo, Murtosa, Nazaré, Nova Iorque (EUA), Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense (Galiza), Ovar, Pangim (Goa), Pinhel, Pisa (Itália), Ponte de Sor, Pontevedra (Galiza), Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife (Brasil), Redondo, Régua, Rio de Janeiro (Brasil), Rio Maior, Sabugal, Sacavém, Sagres, Santarém, Santiago de Compostela (Galiza), São Brás de Alportel, São João da Madeira, São João d’El Rei (Brasil), São Paulo (Brasil), Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Teresina (Brasil), Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Trofa, Turim (Itália), Viana do Castelo, Vigo (Galiza), Vila do Bispo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Nova de Foz Côa, Vila Nova de São Bento, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.
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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Valdeck Almeida de Jesus é o mais novo embaixador do Círculo Universal dos Embaixadores da Paz

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Valdeck Almeida de Jesus, escritor baiano, foi nomeado Embaixador Universal da Paz, pelo Círculo dos Embaixadores da Paz da Suíça e França. A entidade é ligada à Organização das Nações Unidas (ONU). A nomeação aconteceu dia 20 de janeiro de 2010, em Genebra, na Suíça.

A nomeação se destina a ativistas da paz, defensores humanitários, ativistas do meio ambiente, líderes de organizações internacionais, cientistas, artistas, escritores e todos aqueles que atuam pela não violência e aos militantes dos direitos humanos-, homens e mulheres que conseguiram o respeito dos seus semelhantes, pelo seu projeto de vida e que, pelas suas ações e/ou realizações – direta ou indiretamente – trouxeram mais paz e fraternidade entre os povos.

Este é um dos maiores títulos que um artista pode receber, ainda em vida, e demonstra o reconhecimento do trabalho literário que Valdeck Almeida realiza desde os doze anos de idade.

Publicado no MILhafre:
http://mil-hafre.blogspot.com/2010/01/valdeck-almeida-de-jesus-e-o-mais-novo.html

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

"Bloco lusófono"? Soa bem...

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UNESCO: Bloco lusófono propõe Português como língua de trabalho

Paris, 09 Out (Lusa) - Os países lusófonos apresentaram hoje em Paris uma proposta para que o Português seja língua de trabalho da UNESCO, disse à Agência Lusa o embaixador de Portugal naquela organização.

A proposta foi apresentada hoje de manhã pelas sete delegações lusófonas à Conferência Geral da UNESCO, a organização para a Educação, Ciência e Cultura das Nações Unidas, com sede em Paris, afirmou o embaixador Manuel Maria Carrilho.

A proposta do bloco lusófono foi discutida e aprovada quarta-feira, numa reunião em que participaram o chefe da missão de Portugal na UNESCO, o embaixador do Brasil na organização, Sousa Gomes, e os diplomatas que representam os cinco países africanos de expressão oficial portuguesa (PALOP), incluindo Angola, primeiro dos Sete na ordem de intervenção na Conferência Geral.

Fonte: http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/10214822.html

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Lula da Silva pede à Bélgica apoio para reformar as Nações Unidas

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu hoje em Bruxelas a reforma das Nações Unidas para que países em desenvolvimento ocupem postos permanentes no Conselho de Segurança, ao que a Bélgica concordou que o Brasil deve estar representado no órgão da ONU.

Lula iniciou neste domingo uma visita oficial de dois dias à Bélgica, antes de participar na terça-feira em Estocolmo da cimeira entre a União Europeia e Brasil, com uma reunião com o primeiro-ministro do país, Herman Van Rompuy, com quem assinou vários acordos de cooperação bilateral.

"Na recente reunião em Pittsburgh do Grupo dos Vinte (G20, os países ricos e os principais emergentes), Brasil e a União Europeia estiveram unidos na defesa de uma governação global representativa, democrática, legítima e eficaz", disse Lula à imprensa.

"Para isso é necessário uma reforma profunda das Nações Unidas, a inclusão de países em desenvolvimento como membros permanentes do Conselho de Segurança", enfatizou.

Van Rompuy insistiu que o Brasil deve ter um posto no órgão, e acrescentou que o peso do país nas instituições financeiras deve estar em sintonia com o papel na economia mundial.

Frente à actual crise económica mundial, Lula defendeu uma acção coordenada para evitar o agravamento da situação, assim como uma regulação eficaz dos agentes financeiros.

Advertiu ainda que um abandono prematuro das medidas empreendidas para estimular a produção e o consumo afectaria primeiro os países pobres e os mais prejudicados pela recessão global.

"Conto com a determinação da Bélgica para que a União Europeia faça cumprir as decisões de Pittsburgh", assinalou.

O governante brasileiro também considerou fundamental a rápida conclusão da rodada de Doha para a liberalização do comércio mundial, a fim de contribuir para a recuperação da economia global, e apostou em fortalecer um sistema multilateral de comércio e lutar contra o protecionismo.

Para isso, disse que o Brasil está determinado a concluir rapidamente o acordo de associação entre a União Europeia e o Mercosul, estagnado por falta de avanços nas negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Lula também se referiu à cimeira sobre o clima da ONU que ocorrerá em Dezembro em Copenhague, da qual se espera um novo protocolo internacional para combater a mudança climática em substituição ao de Kioto, que termina em 2012.

"Em Copenhague apresentaremos números que confirmarão nossa contribuição efectiva para redução das emissões causadoras do efeito estufa", apontou.

Segundo o presidente, o Brasil assumiu uma posição de liderança que permite exigir de todos, especialmente dos mais ricos, taxas de redução de emissões mais claras, e se mostrou convencido da possibilidade de preservar o planeta sem afectar o desenvolvimento dos países pobres.

Como contribuição do país para esse desafio, Lula lembrou a revolução gerada pelos biocombustíveis.

Van Rompuy elogiou ainda os esforços do país sul-americano para reduzir o desmatamento da Amazónia, causa principal das emissões de CO2.

No contexto da reunião bilateral belgo-brasileira, o chanceler carioca, Celso Amorim, e o colega belga, Yves Leterme, assinaram diversos acordos de colaboração sobre transferência de presos, previdência social, consultas políticas, cultura, logística portuária e migrações.

Um deles garantirá que os trabalhadores brasileiros no país europeu - cerca de 40 mil - poderão utilizar os benefícios previdenciários se decidirem voltar ao país de origem, um tratado recíproco para os belgas empregados no Brasil.

Assinaram outro acordo que abre a via para colaborações em sectores-chave como espacial, nuclear, nanotecnologia, biotecnologia, saúde pública e epidemiologia.

Além disso, o memorando de entendimento sobre consultas políticas que concluíram estabelecerá reuniões de alto nível entre os países a cada seis meses.

Na área cultural, o Brasil será o país convidado do festival cultural Europalia 2010, realizado a cada dois anos e que permitirá à Europa conhecer o Brasil em toda sua diversidade, disse o governante brasileiro.

Na segunda-feira, Lula deve reunir-se com o rei dos belgas, Alberto II, e visitar o Parlamento federal, além de participar num seminário com empresários belgas.

Fonte: http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=24066&catogory=Brasil

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Organizações da Sociedade Civil Angolana enviam relatório a ONU

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Organizações da Sociedade Civil Angolana enviaram um relatório sobre a Situação dos Direitos Humanos ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos¹.
Dez organizações e associações não governamentais de Angola enviaram, dia 1 de Setembro, um relatório paralelo sobre a situação dos direitos humanos em Angola ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. O relatório foi enviado no âmbito do Mecanismo de Revisão Períodica Universal (UPR), da ONU, e servirá como informação complementar à avaliação do Estado angolano, sobre a implementação dos Direitos Humanos, que irá decorrer em Fevereiro de 2010.
O envio do referido relatório é o resultado da formação promovida pela Fundação Open Society-Angola que, em parceria com a Conectas Direitos Humanos, organização brasileira, promoveu, de 6 a 10 de Julho do corrente ano, auma formação sobre “Elaboração de Relatórios para os Mecanismos Internacionais de Direitos Humanos: Comité de Tratados e Revisão Periódica Universal”. O curso foi realizado na província de Luanda e contou com a participação de cerca de 30 representantes de ONGs angolanas tanto da capital quanto das províncias. Foram ministradas matérias sobre os Comités de Monitoria do Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos (PIDCP), do Pacto Internacional dos Direitos Económicos, Sociais e Culturais (PIDESC) e sobre o novo Mecanismo de Revisão Periódica Universal do Conselho de Direitos Humanos da ONU (UPR).

O Estado angolano apresentou no ano de 2008, o seu primeiro relatório sobre a implementação do Pacto Internacional dos Direitos Económicos, Sociais e Culturais. Acredita-se que a UPR, sistema recentemente introduzido pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU, permita melhorias na monitoria da situação dos direitos humanos no mundo. Por ser novo, é extremamente importante que a sociedade civil ocupe espaço nas diferentes fases da revisão e zele para que a RPU seja efectiva e participativa. Angola passará pelo escrutínio deste mecanismo no início de 2010, mas o processo preparátório já se iniciou no segundo semestre de 2009

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Ainda sobre a Guiné...

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Nova Iorque, 16 Jun (Lusa) - Ban Ki-Moon, secretário-geral das Nações Unidas, apela à formação de uma comissão de inquérito "credível" para acabar com as ondas de violência, que provocaram já várias mortes políticas ao longo nos últimos meses, na Guiné-Bissau.

"A Guiné-Bissau e os seus parceiros internacionais precisam de trabalhar em conjunto para assegurar que o inquérito em curso não vai ter o mesmo destino que os anteriores, que falharam por não trazerem os infractores à justiça, minaram o sistema legal e encorajaram a impunidade", afirmou Ban Ki-Moon, no seu último relatório sobre aquele país.

"A justiça é a chave para uma democracia saudável", sublinhou o secretário-geral da ONU, acrescentando que as Nações Unidas e a comunidade internacional estão prontas para apoiar o governo, providenciando os recursos necessários para assegurar "um inquérito bom e transparente que sirva a causa da justiça".

"A verdade e a justiça não podem servir para violar os direitos humanos", referiu Ban Ki-Moon, apelando ao governo local para que tome as medidas necessárias para garantir o cumprimento da lei e o respeito pelos direitos humanos.

O relatório da ONU inclui também recomendações para a criação de um Gabinete Integrado das Nações Unidas na Guiné-Bissau (UNIOGBIS), que iria suceder ao UNOGBIS (actual representação da ONU na Guiné-Bissau) em Janeiro de 2010 e teria um mandato inicial com a duração de um ano.

Chefiado por um Representante Especial, o UNIOGBIS seria incumbido de reforçar a capacidade das instituições nacionais, apoiando a criação de sistemas eficazes de aplicação da lei e contribuindo para mobilização da ajuda internacional.

Ban Ki-Moon recomendou também a prorrogação do actual mandato da UNOGBIS por mais seis meses, até 31 de Dezembro, para que a comunidade internacional possa fornecer apoios ao país no período pós-eleitoral e assegurar uma transição suave para uma presença integrada das Nações Unidas.

O país, que tem sido palco de vários conflitos civis, golpes de estado e revoltas nas últimas décadas, assistiu a outro recuo no início de Março com os assassínios do presidente, João Bernardo Vieira, e de Tagme Na Waie, chefe do Estado Maior, seguindo-se as mortes de Baciro Dabo, candidato às eleições presidenciais de 28 de Junho, e de Hélder Proença, membro do parlamento e antigo ministro da Defesa.

O secretário-geral das Nações Unidas acredita que as instituições governamentais e os actores da sociedade civil são capazes de encontrar uma solução consensual para o problema em que o país emergiu depois do assassínio do presidente.

A população da Guiné-Bissau vai ser chamadas às urnas a 28 de Junho para as eleições presidenciais, pelo que as Nações Unidas apelaram às pessoas para que cumprissem com as suas "responsabilidades cívicas."

A ONU apelou também aos candidatos presidenciais e aos seus apoiantes para que mostrem "um elevado nível de responsabilidade cívica e respeito pelos direitos dos cidadãos à liberdade de expressão e de associação" e ainda para que contribuam para um "ambiente pacífico antes, durante e depois das eleições."

"As eleições são um factor chave para a restauração total da ordem democrática e para a criação de um ambiente propício às reformas necessárias para a recuperação sustentável da economia e para o desenvolvimento", sublinhou Ban Ki-Moon, no relatório.

NYD.

Lusa/fim

sexta-feira, 13 de março de 2009

Brasil quer lugar permanente no Conselho de Segurança da ONU

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A reivindicação brasileira a um lugar permanente no Conselho de Segurança da ONU deverá ser abordada no encontro dos Presidentes Lula da Silva e Barack Obama, no próximo sábado, mas não é previsível o anúncio do apoio concreto dos Estados Unidos.
Esta é a avaliação de especialistas em Relações Internacionais e diplomatas dos dois países contactados pela agência Lusa.

"Isso não está na agenda dos Estados Unidos, onde a grande prioridade agora é sair do buraco financeiro. Se os Estados Unidos não conseguirem sair da crise, será o caos, a moratória mundial", afirmou o analista Leonardo Barreto.

Na avaliação deste professor da Universidade de Brasília (UnB), além da crise, a outra prioridade do Governo Obama é resolver os problemas deixados pelas guerras do Iraque e do Afeganistão.

"Não há interesse no Brasil, embora os biocombustíveis possam ser uma possibilidade de parceria concreta entre os dois países. A Alca (Área de Livre Comércio das Américas) explodiu com os acordos paralelos entre os Estados Unidos e alguns países da região", referiu.

Para outro analista político, o norte-americano naturalizado brasileiro David Fleischer, da UnB, o interesse brasileiro no Conselho de Segurança da ONU deve ser abordado no encontro entre Lula e Obama, mas "a portas fechadas".

"Provavelmente nada de concreto sairá sobre isto na declaração final, ainda que o documento deva reconhecer o peso do Brasil na América Latina e no mundo", afirmou Fleischer à Lusa.

Em sua opinião, o caminho é a reforma da ONU, no que Obama "pode dar um empurrão", mas não agora.

Fonte da embaixada norte-americana em Brasília, ainda liderada pelo embaixador Clifford Sobel, ex-dirigente do Partido Republicano e apontado com um importante doador da campanha de George W.Bush, também concorda que não deverá haver qualquer alusão ao tema no documento final do encontro dos dois presidentes.

"O tema é ainda muito espinhoso", aludiu, lembrando que, além da Índia, o Japão e a Alemanha também reivindicam um assento permanente no órgão.

A diplomacia brasileira, entretanto, tem agido activamente e demonstrado o seu novo papel de "player global".

Segundo o Itamaraty, o Governo Lula da Silva criou 35 novas embaixadas desde 2003, a maioria delas na África, o que revela um reforço de sua presença no cenário internacional.

O Brasil também lidera, desde 2004, a Missão de Estabilização da ONU para o Haiti, com um contingente de 1.300 militares.

O país colocou-se ainda na liderança dos países emergentes nas negociações no âmbito da Ronda de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) e está a coordenar posições com outros países no âmbito do G-20 Financeiro (grupo de países mais desenvolvidos do mundo e os emergentes) para buscar soluções para a crise mundial.

O Brasil tornou-se até mesmo um doador para a reconstrução da Faixa de Gaza, sendo considerado como o único país da América Latina a ter peso suficiente para entrar nesta complexa questão do Médio Oriente.

Se a pretensão do Brasil de obter um lugar permanente no Conselho de Segurança era manifestada de forma discreta no Governo do ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso, nesta administração, o desejo é claro e já tem o apoio de vários países, entre eles França e Portugal.

Actualmente, o Conselho de Segurança da ONU conta com 15 membros, dos quais apenas cinco são permanentes - China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia.

Tomar parte nesse conselho de forma permanente significa ter mais poder e participar das decisões mais relevantes no âmbito internacional.

Diário Digital / Lusa

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Trabalho de estudante brasileira será apresentado em conferência promovida pela ONU

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http://mercadoetico.terra.com.br/noticias.view.php?id=772

O trabalho "Células de Transformação" de Aline Roldan, 18 anos, uma das brasileiras que ganhou o Prêmio do Milênio Mundial (veja o texto abaixo), será apresentado em conferência da ONU. Aline será uma das palestrantes da 60ª Conferência da DPI/NGO, uma rede de ONGs do Departamento de Informação Pública da Organização das Nações Unidas. Esse ano a Conferência terá como tema "Superando as mudanças climáticas: ações estratégicas globais e locais" e será realizada de 5 a 7 de setembro em Nova Iorque.
O Prêmio do Milênio Mundial, vencido por Aline na categoria Desenvolvimento Sustentável, reuniu estudantes secundaristas de vários países, que apresentaram projetos sobre quinze desafios propostos pelo Projeto Millenium, uma rede de futuristas e pesquisadores de diversas áreas do conhecimento, representado no Brasil pelo Núcleo de Estudos do Futuro da PUC-SP.
A outra brasileira premiada no concurso foi Maria do Rosário Gomes da Silva, na categoria Tomada de Decisões. Maria do Rosário venceu também, recentemente, o concurso "Uma Utopia para o Século 21",organizado pela Universidade do Porto, em Portugal, com a redação "Do outro lado do muro" (leia abaixo).
A participação de Aline ainda não foi confirmada por falta de recursos para pagar as despesas de viagem, dela e de um acompanhante. Mercado Ético convoca empresários e parceiros para ajudarem Aline a ajudar o mundo. Contatos pelo email mercadoetico@mercadoetico.com.br.
Leia o trabalho premiado de Aline Roldán

Células de Transformação
Desenvolvimento sustentável é o novo paradigma que torna possível a realização plena de toda a humanidade ao fornecer o básico para a realização da humanidade em cada um. Diante da conjuntura atual e das tendências para o futuro, é necessário que a sustentabilidade esteja presente nos mais variados contextos, acessível e possível a todos. Sob esse prisma um novo modelo de desenvolvimento deve perpetrar a sociedade ao apresentar e concretizar as soluções de problemas para os quais nosso atual modelo de desenvolvimento não tem respostas. Seriam pequenas sementes que plantadas nas falhas do asfalto originariam árvores. Seriam células de transformação.
Células
Células seriam "núcleos de desenvolvimento local e sustentabilidade", que aliariam as soluções nas esferas econômica, social e ambiental, não segmentando-as, e sim contemplando a ligação direta que possuem, pois os problemas de natureza ambiental são também de natureza social, econômica e política. Negligenciar um desses âmbitos inevitavelmente gera conseqüências danosas aos outros, ao passo que considerar a sustentabilidade em sua amplitude, apresenta como uma resposta efetiva aos mais variados problemas pelos quais o mundo atravessa.
Ao refletir sobre os vários significados da palavra célula, amplia-se o entendimento, e porque não a beleza, do que seriam as Células de Transformação:
• célula como "estrutura musical mínima, a partir da qual se faz uma composição", Célula como uma semente, um exemplo de sustentabilidade em pequena escala a partir do qual a sociedade poderá compor um novo paradigma, uma nova "melodia" a partir das primeiras "notas";
• célula como "grupo de pessoas com ideal e atuação afins", Célula como algo que depende da atuação de pessoas com ideais e propósitos semelhantes.
• célula como "unidade fundamental dos seres vivos", Célula como parte de um todo, uma sustentabilidade envolvente e integrada, que nasce inserida na sociedade e não externa a ela, floresce a partir do caos, sendo a Terra o grande ser vivo.
Enfim, as Células ganham o sentido de "parte que compõem o todo" abrangendo a ambigüidade do verbo (compor = fazer;construir), uma vez que o todo é composto de partes, e as partes constroem o todo, elas fazendo parte, fazem um novo todo.
Conjuntura atual e tendências para o futuro
Em escala global, a humanidade presencia o agravamento de inúmeros problemas como a degradação ambiental e as conseqüentes mudanças climáticas, a miséria, a violência, etc. Se nada for feito essa situação tende a piorar com, entre outros fatores, a crise energética, o aumento da ocorrência de catástrofes naturais e doenças causadas por vírus e bactérias com a elevação da temperatura e o crescimento da população em relação a produção de alimentos.
Nas raízes desta problemática está um modelo econômico que, desconsiderando as questões ambientais e sociais, destrói o equilíbrio necessário à vida de todas as espécies e coloca a humanidade em risco. Diante disto, para a construção de um verdadeiro desenvolvimento sustentável, o desenvolvimento econômico e a proteção ambiental, assim como o um sistema social equilibrado, são questões inseparáveis. Sob esta perspectiva e contexto mundial, "núcleos de desenvolvimento local e sustentabilidade" atuariam na solução de diversas questões e, mais do que isso, facilitando a transformação humana individual e coletivamente.
Núcleos de desenvolvimento local e sustentabilidade
Com o objetivo de difundir, educar, aplicar conceitos de sustentabilidade ambiental, social e econômica, núcleos de desenvolvimento poderiam ser implantados nas mais variadas partes do mundo e em diferentes contextos, seja em zonas urbanas, rurais ou de proteção ambiental,em meio a comunidades, vilas ou cidades, eles teriam um "alcance global, mas local em sua aplicação".
Inspirados no conceito de Ecovila, os Núcleos seriam incubadoras de desenvolvimento sustentável que atuariam divulgando tecnologias ambientalmente corretas e promovendo o desenvolvimento local. Diferentemente do conceito de Ecovila, que visa apenas garantir as próprias necessidades, realidade evidenciada pelo fato de muitas delas estarem localizadas em lugares isolados, os núcleos agregariam o entorno envolvendo-o: a medida que comprometidos e ligados com às demandas locais e às necessidades da comunidade a sua volta, se tornariam interessantes para a população local nos aspectos econômico, social, cultural e ambiental.
A sustentabilidade é um modelo que contempla as esferas econômica, social, cultural e ambiental, e sua aplicação varia de acordo com as necessidades locais abrangendo os mais variados âmbitos da vida em sociedade: Educação e cultura, saúde, produção de alimentos, saneamento básico, economia, administração, ecologia com relação a preservação do ambiente, energia, construção. Considerando o iminente aumento das ocorrências de catástrofes naturais, os núcleos teriam um papel fundamental na resposta para colapsos, pois estariam preparados para dar apoio após desastres, além de apresentar alternativas diante da desarticulação possível de cidades e do sistema produtivo com colapsos ambientais, uma vez que descentralizam a produção agrícola e energética e o tratamento de água e esgoto.
Tendo em vista possíveis entraves na concretização dos objetivos das Células, alguns conceitos e mecanismos, as chamadas "estratégias para a sustentabilidade", atuariam de forma a garantir a integridade na formação dos núcleos através da independência destes com relação a interesses não convergentes e questões locais de poder, da fiscalização mútua entre os envolvidos (Núcleo, Rede, Comunidade e Governo) e da cooperação entre as células. Entre essas estratégias está a formação de uma rede composta por diferentes profissionais capacitados para avaliar o desenvolvimento e a sustentabilidade dos núcleos e por representantes dos núcleos.
Essa rede fiscalizaria o processo e administraria os recursos financeiros (recebendo–os e os direcionando aos núcleos de acordo com as necessidades destes).
O processo de formação destas Células abrangeria duas etapas:
1. "GESTAÇÃO", na qual o núcleo está "crescendo", ou seja, envolvendo o entorno e construindo a sua sustentabilidade. Nesta primeira parte o núcleo receberia investimento através de uma rede.
2. A segunda etapa seria caracterizada pelo alcance da sustentabilidade, ou seja, ao término do prazo estabelecido previamente para o projeto, o núcleo não mais necessitaria de investimento externos, seja da REDE, que não mais o forneceria, ou de outras iniciativas, alcançando independência, cessando seu crescimento uma vez que teria envolvido já a comunidade. Neste ponto ele estaria consolidado, o núcleo e o entorno tendo atingido a sustentabilidade, formando juntos o que poderia ser chamado de Ecovila.
Enfim, para que a verdadeira sustentabilidade nasça é preciso não só a ecologia no sentido de proteção ambiental, mas também a ecologia humana, pois somente através do resgate do ser humano, a conscientização, a sua valorização como indivíduo e o atendimento a todas as suas necessidades essenciais à vida, que a humanidade deixará de destruir o ambiente, respeitando o delicado equilíbrio entre as mais variadas formas de vida. Quando os homens deixarem de se tratar como animais, talvez os animais deixem de ser tratados como coisas, e o planeta seja respeitado como um lar.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Sobre a proposta para um "assento lusófono" permanente no Conselho de Segurança da ONU

Já decorre há algum tempo um debate internacional em torno da alteração do restrito painel de membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU. Os atuais cinco membros (EUA, Rússia, China, França e Reino Unido) correspondem aos cinco países que colaboraram na derrota dos países do Eixo durante a Segunda Grande Guerra e este contexto histórico está há muito ultrapassado...

As primeiras movimentações para reformar o Conselho de Segurança (CS) produziram em 1993 um grupo de trabalho para debater as alterações ao CS. Mas uma vez que o consenso era o mecanismo de decisão deste grupo e os interesses dos diversos membros raramente coincidiam, nada resultou destas reuniões... Entre aqueles que mais se ativos estiveram nestes debates encontrámos a Itália e a Alemanha, dois membros europeus do G7 que não são membros permanentes do CS porque foram as nações derrotadas na Segunda Grande Guerra. A única decisão que saiu deste grupo, foi a de alargar o painel de membros permanentes.

Nos últimos anos têm aparecido diversas propostas de alteração a esse quadro de cinco membros fixos. As propostas mais consistentes tentam colocar como membros fixos para além dos cinco atuais, dois novos países industrializados e três em desenvolvimento. E a estes ainda mais um de África, um asiático e um último país da América Latina. Outra proposta em discussão é a de reservar um número de fixo de assentos a cada região do planeta e distribuir estas posições de forma rotativa entre os países dessas regiões. Uma terceira proposta refere-se a simples adição de novos sete membros permanentes, o lusófono Brasil, o Japão, a Alemanha, a Índia e um país do continente africano que ainda não foi identificado, mas que seria provavelmente a populosa Nigéria ou a influente África do Sul. Os EUA estão entre os países que mais se têm oposto a qualquer modificação no CS. Desde logo, defendem que qualquer alteração à composição do Conselho, deve ser realizada no quadro de uma alteração mais global no funcionamento da própria ONU, uma instituição que é muito criticada pelos EUA, pelo menos desde o primeiro mandato Bush. Por exemplo, os EUA expressaram vivamente a oposição à admissão da Alemanha. Por sua vez, a China opõe-se à entrada do Japão...Esta, por sua vez, acha que o Japão não tem o estatuto regional que lhe mereça estar no CS...

Entre os países que mais reclamam a admissão ao CS, a Índia e o Brasil são os candidatos melhor posicionados, e destes dois, o Brasil parece ser o único cuja admissão não gera anticorpos violentos. Desde logo, porque é de longe o maior país de todo um subcontinente quer em termos puramente geográficos, quer em termos populacionais ou económicos, uma posição que apenas o México lhe pode disputar, mas a confortável distância. E, de facto, se a Alemanha e o Japão se arrogam ao direito de ingressar no CS pela dimensão das suas economias e população, menos não poderá ser dito do Brasil, já que o seu PIB é o oitavo do mundo. Por essas razões, e porque ao contrário do que se passa com a Alemanha e Japão, ninguém se opõe frontalmente à candidatura brasileira esta está na mesa e faz parte de uma proposta de Brasília para criar entre seis a sete novas vagas para membros permanentes no Conselho de Segurança que foi entregue à ONU em 2005. A proposta brasileira é muito razoável porque abdica do Direito de Veto nos primeiros 15 anos, após a admissão...

E agora dizemos nós... Porque é que os países da CPLP não se juntam e apresentam uma proposta conjunta? Um assento rotativo dos países da CPLP, uma personalidade eleita pelos representantes dos países lusófonos ou até mesmo um apoio público e direto ao Brasil, como digno e justo representante de toda a lusofonia?


Fontes:

http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/perguntas_respostas/conselho-seguranca-onu/index.shtml
http://pt.wikipedia.org/wiki/Conselho_de_Segurança_das_Nações_Unidas
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u53648.shtml