Donde vimos, para onde vamos...
Ângelo Alves, in "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo".
Manuel Ferreira Patrício, in "A Vida como Projecto. Na senda de Ortega e Gasset".
Onde temos ido: Mapiáguio (locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA)
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
domingo, 9 de janeiro de 2011
Até quando, Portugal?
Começou hoje, oficialmente, a campanha eleitoral para as eleições presidenciais mas já se percebeu que não se vai discutir nada de realmente importante.
Enquanto na imprensa estrangeira se dá como certa a vinda do FMI – prova dos nove do falhanço estrutural de Portugal – os candidatos divertem-se em tornos das questões de carácter. Já se sabe: quando não há real diferença nas ideias, restam as questões de carácter…
É verdade que Fernando Nobre não tem ido por esse caminho: recusa-se a discutir questões de carácter, persiste em apresentar as suas ideias. Mas ainda pouca gente parece ouvi-lo. Até quando, Portugal?
Publicado em:
http://mil-hafre.blogspot.com/2011/01/ate-quando-portugal.html
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Carta Aberta a Fernando Nobre, de Eduardo Aroso:

Para ler no MILhafre:
http://mil-hafre.blogspot.com/2010/11/carta-aberta-ao-candidato-fernando.html
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Cavaco Silva: nada a não ser avisos…

Cavaco é decerto uma pessoa estimável e, se a Presidência da República fosse uma espécie de “prémio de carreira”, ele seria das pessoas que mereceria mais esse prémio – pela sua dedicação à causa pública, independentemente de todos os erros que cometeu como Primeiro-Ministro.
Simplesmente, a Presidência da República não é, ou não deve ser, vista como um “prémio de carreira”, como de facto tem sido vista. Para mais, numa altura como esta, de profunda crise do país, em que se exige, mais do que nunca, acção e determinação.
A esse respeito, o mandato de Cavaco Silva não pode senão ser visto com profunda decepção. Tal como Jorge Sampaio – outra pessoa decerto estimável –, que assistiu impotente ao descalabro do Governo de António Guterres, também Cavaco Silva nada fez para evitar o descalabro ainda maior do Governo de José Sócrates, que tudo parece fazer para entregar de novo o país ao FMI (Fundo Monetário Internacional).
É certo que foi dando avisos disso – falando de uma situação “explosiva” e “insustentável”. Mas de um Presidente espera-se certamente muito mais do que avisos. Espera-se acção e determinação. Se ele, de facto, sabia que o país caminhava para uma situação “explosiva” e “insustentável”, deveria, em tempo útil, ter demitido este Governo e, caso não houve outra alternativa, assumir o ónus de um Governo de iniciativa presidencial.
Mas não. Cavaco Silva, escudando-se numa interpretação minimalista dos poderes presidenciais, nada fez, tendo-se limitado a assistir.
Hoje, no anúncio da sua recandidatura, disse que os portugueses “sabiam o que podiam esperar dele”. Isso é verdade. Cinco anos depois, sabemos que não podemos esperar nada. A não ser avisos...
Publicado no MILhafre:http://mil-hafre.blogspot.com/2010/10/cavaco-silva-nada-nao-ser-avisos.html
domingo, 10 de outubro de 2010
FERNANDO NOBRE: O PRESIDENTE DESEJADO OU O REGRESSO DA ESPERANÇA
De Eduardo Aroso
Publicado no MILhafre: o blogue do MIL, o fórum da Lusofonia
http://mil-hafre.blogspot.com/2010/10/texto-que-nos-chegou.html
sábado, 2 de outubro de 2010
Da autoridade
--
Publicada por Renato Epifânio em MILHAFRE: O BLOGUE DO MIL, O FÓRUM DA LUSOFONIA
http://mil-hafre.blogspot.com/2010/10/da-autoridade.html
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Da Soberania
O actual Presidente da República, que supostamente deveria ser o primeiro defensor da nossa soberania, aprestou-se a tentar escamotear a situação, alegando que “a medida já estava prevista”. Como se isso fosse argumento para a aceitar…
Sem surpresa, o Doutor Fernando Nobre manifestou-se frontalmente contra, falando mesmo de "um caminho de indignidade, de humilhação e de perda de soberania nacional". Este discurso soberanista, que alguns pensam, erradamente, ser exclusivo da Direita, teve também eco na Esquerda. Os candidatos presidenciais do PS e do Bloco de Esquerda tiveram uma posição muito próxima desta. O que, a nosso ver, importa ser saudado. A nossa soberania terá tanto mais futuro quanto mais for uma causa trans-partidária…
Publicado no MILhafre: o blogue do MIL, o fórum da Lusofonia
http://mil-hafre.blogspot.com/2010/09/da-soberania.html
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
O projecto que urge…
De facto, há uma ausência de projecto. Não é de agora, mas nota-se cada vez mais. E, quanto mais se nota, cada vez mais urge: sem projecto, Portugal está destinado a afundar-se, ou, na melhor das hipóteses, a ir sobrevivendo, “de mãos a abanar por detrás das costas”. Sobretudo por isso, são estas eleições presidenciais tão importantes. Portugal tem que se reencontrar: reconciliando-se com o seu passado, pensando-se no seu presente e, sobretudo, projectando-se no seu futuro…
É cada vez mais notório que o Doutor Fernando Nobre é o candidato presidencial que melhor poderá cumprir essa hercúlea tarefa. Em primeiro lugar, porque tem, como muito poucos, um conhecimento profundo da nossa História – daí a sua ênfase na dimensão estratégica da Lusofonia enquanto espaço natural de projecção de Portugal no mundo. Em segundo lugar, porque, ao contrário dos outros candidatos, não está refém de alinhamentos partidários ou de sectarismos ideológicos, podendo pois, nessa medida, mobilizar todos os portugueses, sem excepção, para essa projecto que cada vez mais urge…
A cada dia que passa, é cada vez mais notório que o projecto do candidato Manuel Alegre é, sobretudo, partidário: aproximar, senão fundir, o Partido Socialista com o Bloco de Esquerda, assim cumprindo o seu sonho de uma esquerda unida. A cada dia que passa, é também cada vez mais notório que o Professor Cavaco Silva será empurrado para uma recandidatura como garantia de sobrevivência do Partido Social Democrata e do CDS-Partido Popular. Estes projectos são, decerto, legítimos – e, no estrito plano partidário, até podem fazer algum sentido. Mas não são, longe disso, o projecto de que Portugal precisa. O projecto que urge…
Publicado no MILhafre: o Blogue do MIL, o Fórum da Lusofonia
http://mil-hafre.blogspot.com/2010/09/o-projecto-que-urge.html
domingo, 5 de setembro de 2010
Dos partidos: renovação por dentro ou por fora?
Foi mais um Debate na Sede da Candidatura Presidencial do Doutor Fernando Nobre. Desta vez, sobre participação política, mais particularmente, partidária – os dois oradores, João Nogueira e Filipe Barroso, defenderam a importância de todos nós aderirmos a partidos, de modo a que este se renovem e, dessa forma, contribuam de forma mais positiva para a vitalidade do nosso sistema democrático.
No debate, particularmente animado, que se seguiu, expressaram-se algumas reservas a este repto. Se, por um lado, todos reconhecemos o quão importante são os partidos para a democracia, por outro, a sensação dominante no debate foi de cepticismo quanto à sua renovação. Há muitos bloqueios no nosso sistema partidário – que dificultam inclusive, se é que não impedem, a emergência de novos partidos (deu-se o exemplo do Movimento Mérito e Sociedade e do Movimento Esperança Portugal, dois novos partidos que não conseguiram singrar). O caminho para essa necessária renovação parece vir mais, paradoxalmente, por fora – é isso que tem acontecido, pelo menos, a nível autárquico, onde a constituição de listas independentes tem tido um efeito positivo nas listas partidárias, promovendo, dada a “concorrência”, uma maior renovação. Quem sabe se a possibilidade de listas independentes para a Assembleia da República, defendida por cada vez mais gente, não teria o mesmo efeito, ainda a uma escala maior?
Por outro lado, a participação em partidos não tem que ser a única opção para uma efectiva participação cívica e política – como foi, por várias vezes, reiterado. Há na sociedade civil diversos movimentos (o exemplo do MIL: Movimento Internacional Lusófono foi expressamente referido por um dos oradores) que podem cumprir, pelo menos em parte, esse desiderato. E, obviamente, a candidatura presidencial do Doutor Fernando Nobre é, nos dias de hoje, o melhor exemplo de uma efectiva participação cívica e política no plano supra-partidário. Ficou até a esperança de que esta candidatura presidencial tenha também esse mérito: de, pelo seu exemplo inspirador, promover a tão necessária renovação partidária. Quanto a essa necessidade, parece ter havido consenso…
Publicado em:
http://mil-hafre.blogspot.com/2010/09/do
domingo, 29 de agosto de 2010
Por uma “Justiça célere e equitativa”
Foi o segundo debate sobre os desígnios nacionais da candidatura presidencial de Fernando Nobre. O primeiro, em prol de uma “Lusofonia global e dinâmica”, realizou-se em Julho – ontem, debateu-se em prol de uma “Justiça célere e equitativa”.
Para uma candidatura que promove tão abertamente o valor da cidadania, este é, decerto, um desígnio fundamental. Não sendo condição suficiente, a existência de uma “Justiça célere e equitativa” é, certamente, condição necessária para uma efectiva cidadania.
Começou-se pelo diagnóstico, tão óbvio quanto verdadeiro: não temos, infelizmente, uma Justiça célere e equitativa. A única dúvida está em saber em que plano a Justiça está pior: se no plano da celeridade se no da equidade. Em qualquer caso, porém, isso mina a Justiça que (não) temos. Se uma Justiça não célere acaba por ser uma Justiça injusta, o mesmo acontece, de forma ainda mais óbvia, quando não há equidade no acesso à Justiça. Isso é algo que, de resto, mina a própria cidadania, dado que, ao não haver equidade no acesso à Justiça, se cria a sensação – mais do que a sensação, a realidade – de haver várias classes de cidadãos: os de primeira e os de segunda, os “filhos” e os “enteados”, etc.
Decerto, como foi também reconhecido, não é ao Presidente da República que cabe, por si só, dar a volta à situação. Mas a sua influência pode ser fundamental. A sua influência e o seu exemplo. Daí, também, a força desta candidatura. Só um Presidente supra-partidário pode ser realmente isento. Só um Presidente realmente isento terá a autoridade suficiente para exigir equidade na Justiça…
Publicado em:
http://mil-hafre.blogspot.com/2010/08/por-uma-justica-celere-e-equitativa.html
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Do sectarismo ideológico
Segundo o que se pode hoje ler nos jornais, a ala mais esquerdista do Bloco de Esquerda denuncia o apoio deste ao candidato Manuel Alegre, dada a sua “demagogia nacionalista” (?), “nostalgia colonial” (??) e “exaltação da disciplina militar” (???), aproveitando ainda para zurzir no Doutor Fernando Nobre, qualificado como um “imitador de Alegre” (???!!!).
Nada de espantar. O sectarismo ideológico dá sempre nisto: numa projecção dos fantasmas interiores. Lêem-se muitas barbaridades nos jornais…
Publicado em:
http://mil-hafre.blogspot.com/2010/08/do
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
“Mais parte do problema do que da solução”
“A dicotomia esquerda/ direita para mim já está ultrapassada nos tempos contemporâneos. Essa dicotomia, aliás, é hoje mais parte do problema do que da solução. A minha candidatura vai ultrapassar transversalmente todos os quadrantes da vida política nacional. Vou ter eleitores do CDS ao Bloco de Esquerda. Não estou aqui para dividir, mas para unir todos os portugueses, e a minha candidatura é a única de verdadeira mudança. É a candidatura da cidadania, que tem sido o meu pilar há mais de 30 anos. Eu não evoco a cidadania por um mero objectivo conjuntural” (Fernando Nobre).
Há declarações que roçam a perfeição, se é que não a atingem. Num discurso oral, esta é particularmente difícil de atingir, mas, por vezes, consegue-se em cheio. Foi isso que senti quando li esta declaração do Doutor Fernando Nobre numa entrevista publicada este fim-de-semana num jornal (“Público”, 21.08.2010).
Com efeito, nesta declaração, expressa a meio da entrevista, enuncia-se a razão maior desta candidatura, mais do que isso, a sua irredutível diferença face às demais. Esta é, efectivamente, uma candidatura da cidadania, uma candidatura supra-partidária, ou seja, uma candidatura que está para além dos alinhamentos partidários, mais do que isso, dos sectarismos ideológicos, e que, por isso mesmo, “ultrapassa transversalmente todos os quadrantes da vida política nacional”.
Alguns consideram esta visão algo ingénua, quando, ao contrário, o que ela denota é lucidez. O mundo contemporâneo, na sua poliédrica complexidade, deixou de ser apreensível pelas narrativas globalizantes de outrora. Não significa isto que não continuem a existir perspectivas mais de “esquerda” ou de “direita”, se quisermos insistir nessa terminologia. Simplesmente, essa é uma grelha demasiado redutora, porque dicotómica, para sustentar uma visão que esteja à altura dessa poliédrica complexidade do mundo contemporâneo – nessa medida, essa dicotomia é hoje, de facto, “mais parte do problema do que da solução”.
A reafirmação dessa visão afastará, provavelmente, algumas pessoas mais reféns do seu próprio sectarismo ideológico – daí também a indisfarçável aversão por esta candidatura daqueles que, nos partidos e nos “media”, fazem desse sectarismo ideológico a trave-mestra de todos os seus discursos. Mas, em compensação, atrairá muitas mais. Aquelas – muitas, cada vez mais – que já perceberam que não é com as receitas do passado que se cumprirá o caminho do futuro…
Publicado em:
http://mil-hafre.blogspot.com/2010/08/mais-parte-do-problema-do-que-da.html
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Do Poder e da Responsabilidade
Ainda no debate que decorreu na Sede Nacional da Candidatura Presidencial de Fernando Nobre, em torno dos Desígnios Nacionais desta Candidatura, alguém se questionou sobre a importância desta eleição, invocando o cada vez menor poder dos Estados Nacionais no âmbito da União Europeia…
Nada de mais certo, nada de mais errado. Não obstante a deriva federalista da União Europeia nalguns aspectos, os Estados Nacionais continuam a ter muito poder. E se, muitas vezes, Portugal não consegue defender suficientemente os seus interesses, isso deriva, tão-só, da inépcia do nosso Governo. Que, por sua vez, para iludir essa inépcia perante nós, se desculpa depois com a União Europeia…
O mesmo se passa com o Presidente da República. Também este tem mais poder do que por vezes alega. Mas, obviamente, é mais cómodo dizer que a responsabilidade é toda do Governo…
Chegou a hora de todos assumirem mais as suas responsabilidades.
Publicado em:
http://mil-hafre.blogspot.com/2010/08/do-poder-e-da-responsabilidade.html
domingo, 15 de agosto de 2010
Para Recomeçar Portugal
(Almada Negreiros)
Foi um debate muito animado, o de ontem, na Sede Nacional da Candidatura Presidencial de Fernando Nobre, em torno dos Desígnios Nacionais desta Candidatura. A partir de uma tão sucinta quanto esclarecedora apresentação do Manuel Gaspar, todos eles foram devidamente referidos e discutidos.
Ainda que, como a certa altura se defendeu, não seja essa a grande mais valia desta Candidatura. Com efeito, com maior ou menor ênfase, todos os candidatos – pelos menos, os principais – estão, decerto, de acordo com uma maior “coesão e paz social”, com uma Educação com maior “rigor e excelência”, com uma justiça “mais célere e equitativa”, com uma melhor “exploração dos nossos recursos marítimos”, com uma maior aposta na pesca e na agricultura, com um melhor aproveitamento dos nossos “recursos naturais”, com uma maior “Dignificação de Portugal”, com um melhor “ordenamento do território”, com o “fortalecimento da Democracia”, com um melhor controle das “contas públicas”, com uma economia que respeite mais a cidadania, com uma “saúde com mais equidade e acessibilidade”, com uma mais ambiciosa “política familiar e demográfica”, com uma mais criteriosa “política da água”, com um turismo de mais “qualidade”, com uma mais rigorosa “política de solos e ambiente” e com uma cultura mais “acessível a todos”. Mesmo o desígnio nacional em prol da “Lusofonia Global e Dinâmica” – um dos traços mais distintivos desta candidatura – não é decerto renegado por inteiro pelos outros principais candidatos, ainda que não lhe reconheçam a mesma importância nem, por isso, lhe dêem a mesma ênfase.
A grande mais valia desta Candidatura, como eu próprio tive a oportunidade de salientar, é o perfil pessoal do Doutor Fernando Nobre. Pelo seu percurso de vida e pela sua condição supra-partidária, é ele, de facto, o candidato que dá mais garantias de isenção relativamente aos vários partidos, podendo pois, por isso, agir apenas na defesa, intransigente, do bem-comum. Sem concessões de qualquer espécie.
Iremos agora entrar numa fase em que os diversos programas serão lidos à lupa. Parafraseando, porém, Almada Negreiros, “todas as palavras sobre a salvação de Portugal já foram ditas… agora resta salvá-lo!”. É cada vez mais óbvio, aos olhos de todos – pelo menos, aos olhos mais isentos, o mesmo é dizer, mais supra-partidários – que o Doutor Fernando Nobre é, dos vários candidatos, o único que poderá cumprir – decerto, com a ajuda de todos nós – a hercúlea tarefa de “Recomeçar Portugal”. Chegou a hora de agir…
Publicado em: http://mil-hafre.blogspot.com/2010/08/pa
sábado, 14 de agosto de 2010
Hoje
Tertúlia "Desígnios Nacionais do Dr. Fernando Nobre"
Local:Sede Nacional da Candidatura
Hora:Sábado, 14 de Agosto de 2010 18:30
domingo, 1 de agosto de 2010
Do silenciamento mediático
É um ciclo vicioso: um dos motes mais frequentes do nosso discurso mediático é a anemia da nossa sociedade civil. O que, não sendo uma mentira completa, está muito longe de ser verdade. Ainda que por vezes de forma pouco consistente, a nossa sociedade civil vai dando cada vez mais mostras de iniciativa – em todos os planos, inclusive no plano político. Prova mais consistente disso é a candidatura presidencial do Doutor Fernando Nobre – uma candidatura que emerge efectivamente da sociedade civil, a única que se pode intitular, sem mentir, de supra-partidária, pois que está realmente para além dos alinhamentos partidários (não só, de resto, dos alinhamentos partidários, como dos sectarismos ideológicos).
Pois bem, face a isso, qual a reacção do nosso discurso mediático? O silenciamento, o mais ruidoso silenciamento. O que não surpreende: pelo menos assim, podem continuar com a ladainha do costume. Até que chegue o dia em que se prove, aos olhos de todos, a inanidade dessa ladainha, desse discurso: o dia das eleições…
Até esse dia, eis a ladainha, eis o discurso: “em Portugal, no plano político, nada de efectivo se pode fazer à margem da lógica partidária [dizê-lo com um tom de mágoa]”; “por isso, nestas eleições presidenciais, só há dois reais candidatos [dizê-lo com um tom de enfado]”, etc.
Publicado em:
http://mil-hafre.blogspot.com/2010/08/do-silenciamento-mediatico.html



