A Águia, órgão do Movimento da Renascença Portuguesa, foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal. No século XXI, a Nova Águia, órgão do MIL: Movimento Internacional Lusófono, tem sido cada vez mais reconhecida como "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".
Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra).
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa).
Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286.
Donde vimos, para onde vamos...
Ângelo Alves, in "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo".
Manuel Ferreira Patrício, in "A Vida como Projecto. Na senda de Ortega e Gasset".
Onde temos ido: Mapiáguio (locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA)
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Em Julho de 1939, tremia a Europa face a uma guerra iminente, noticiava um título da imprensa fadista que Amália Rodrigues tinha tirado a Carteira Profissional. A menina que dera nas vistas a cantar na marcha de Alcântara e em algumas verbenas era agora "fadista profissional".
Amália fez do fado a sua profissão. De fé e de vida. Hoje questionamo-nos sobre o seu modus facienti, qual a real percepção que dela têm os fadistas que começam agora, e quantas canções inspirou, começando logo pelo tão seu "Fado Amália".
De Amália temos ainda a memória quotidiana, mas o que perdurará serão os seus registos, e houve muitos. Hugo Ribeiro captou-lhe a voz como ninguém; como era Amália em estúdio?
Em algumas Grandes Noites de Fado, quando aparecia, Amália afirmou que ficaria muito triste se saísse alguma melhor fadista que ela; estava a ser sincera, e é indubitável que para os novos fadistas é uma referência. Manuel Halpern definiu um conceito a que chamou "o futuro da saudade" que reside nestas novas gerações. "Amália acham o meu jeito engraçado", cantava a fadista, e muitos se inspiraram nela para escrever outras canções mundo fora. Tiago Torres da Silva tem-nas compilado e partilha-as connosco.
4/Novembro Amália em estúdio Hugo Ribeiro
11/ Novembro A referência de Amália nas novas gerações Manuel Halpern
18/ Novembro As canções que Amália inspirou Tiago Torres da Silva
Coordenação de Tiago Torres da Silva e Nuno Lopes.
ENTRADA LIVRE
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«Altas, altas asas, recolhidas, um dúbio sorriso, uma expressão de alegria serena, talvez de ironia, talvez ainda de êxtase ou paixão (...) Olhamos-te, nós, os impacientes olhamos-te, os saudosos, os furiosos, porque tarda a hora de o sonho se cumprir (...) espíritos carecentes de alegria criadora, de entusiasmo, de amor, Dom Sebastião a morrer dentro de mim dentro de mim que somos todos, nas nossas cruéis batalhas interiores entre a visão radiante do futuro e a realidade pesada e envolvente do presente. (...) as grandes asas vão abrir-se porventura (...) o corpo da pátria, leve, leve, é ser das alturas que perdura, (...) a sonhada harmonia dos seus poetas, dos seus profetas, (...) o quinto império do amor, o quinto império do espírito universal, senhor da fraternidade enfim, da justiça e liberdade fundadas na verdade que a razão inquieta demanda, como nau de descoberta rumando ao horizonte na aliança do leme e do mistério. Ninguém morre na saudade e na memória, (...) A beleza do Anjo de Coimbra é o que resta da gesta. A sua paz, o seu sorriso, é o ser português, inteiro e puro voltado para o futuro.
Ó Portugal, teu ser no mundo é divisão, teu ser em Deus é união, mas o enigma do teu mito em acto descobre-se no anjo que é o teu retrato.» António Quadros