A Águia, órgão do Movimento da Renascença Portuguesa, foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal. No século XXI, a Nova Águia, órgão do MIL: Movimento Internacional Lusófono, tem sido cada vez mais reconhecida como "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português". 
Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra). 
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa). 
Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286. 

Donde vimos, para onde vamos...

Donde vimos, para onde vamos...
Ângelo Alves, in "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo".

Manuel Ferreira Patrício, in "A Vida como Projecto. Na senda de Ortega e Gasset".

Onde temos ido: Mapiáguio (locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA)

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terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Gilberto de Mello Kujawski (1929-2025), um grande filósofo brasileiro...


O CONCEITO DE FILOSOFIA DE GILBERTO DE MELLO KUJAWSKI (1929-2025)[1]

António Braz Teixeira

I. Se bem que, como Adolpho Crippa, haja dedicado também alguma atenção reflexiva ao sagrado e ao mito, Gilberto de Mello Kujawski não só não fez deles o centro da sua inquirição especulativa como, tendo no raciovitalismo de Ortega e Gasset e Julián Marías a principal referência do seu pensar, não acompanhou os autores de Dialéctica das consciências e Mito e cultura na crítica ao humanismo, havendo feito, como aqueles dois especulativos espanhóis, da perspectiva antropológica o ponto de partida da sua meditação filosófica, numa obra que, como a destes, tem privilegiado a expressão ensaística, sem prejuízo do seu intrínseco carácter sistemático.

Em 1946, no final do ensino secundário, o futuro ensaísta foi aluno de Heraldo Barbuy, personalidade humana e intelectual que sempre muito admirou e de cujo círculo intelectual veio a fazer parte[1], tendo, depois, concluído a licenciatura em Direito e em Filosofia (1955) na Universidade Católica paulista, em que imperava, então, uma “rigorosa, embora não inflexível disciplina escolástica” e na qual se destacavam dois mestres de grande craveira, o paulista Alexandre Correia (1890-1984) e o belga Leonardo van Acker (1896-1986), de cujo saber conservou admirativa lembrança[2].

Ainda durante o curso, passou a fazer parte do Instituto Brasileiro de Filosofia (1954), tendo sido um dos fundadores da revista Diálogo, dirigida por Dora e Vicente Ferreira da Silva, em cujo círculo participou e a cuja obra e pensamento dedicou alguns notáveis estudos hermenêuticos, que revelam a extraordinária admiração intelectual que sempre nutriu por aquele que considerava “a personalidade filosófica brasileira mais soberba, criativa e original” do século XX[3] e que profundamente o marcou.



[1] Discurso sobre a violência e outros temas, São Paulo, Soma, 1985, pp. 160-169. Do círculo intelectual de Barbuy, em larga medida coincidente com o de Vicente Ferreira da Silva, faziam ainda parte, além do mesmo e sua mulher, Belkiss, Vicente e sua mulher Dora, Eudoro de Sousa, Renato Cirell Czerna, Adolpho Crippa, Milton Vargas, Diva de Toledo Piza, José Pedro Galvão de Sousa e Jessy Santos, entre outros.

[2] Perspectivas filosóficas, Livraria Duas Cidades, São Paulo, 1983, p. 14, e Discurso sobre a violência, p. 14.

[3] Discurso, pp. 142-153.