Dora Ferreira da Silva nasceu em Conchas, no interior
de São Paulo, em 1 de Julho de 1918 e faleceu em São Paulo, a 6 de Abril de
2006, tendo-se casado aos 19 anos com o filósofo Vicente Ferreira da Silva e
passando a residir em São Paulo, na rua José Clemente. Dora foi poetisa,
tradutora e palestrante. Em 1940 publicou Andanças,livro
de poemas que recebeu o Prêmio Jabuti, que foi atribuído a ela mais duas vezes,
em 1996, por Poemas da Estrangeira,editado
pela Massao Ohno, e em 2005, por Hydrias,editado
pela Odysseus – recebeu ainda o
Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, por seu Poesia Reunida, editado pela TopBooks,
em 1999.Tradutora, traduziu Rilke, Hölderlin e Carl Gustav Jung.De 1955 a 1963, editou com Vicente
Ferreira da Silva e Milton Vargas a revista Diálogo.
A partir de 1965, editou, com a colaboração de Vilém Flusser, a revista Cavalo Azul, que teve 12 números
publicados. E de 2003 em diante, organizou grupos de estudo, em colaboração com
jovens poetas, como Rodrigo Petronio e Claudio Willer, em sua casa.Amiga de
pensadores do porte de Agostinho da Silva e Eudoro de Sousa, com eles manteve
fecundo diálogo, assim como com Dalila Pereira da Costa, para além de Ernesto
Grassi, para citar apenas um dos nomes que frequentavam a sua casa.
