sexta-feira, 20 de julho de 2018

Presença de Dalila na NOVA ÁGUIA



Se a NOVA ÁGUIA teve vários “padrinhos” – falamos das figuras maiores da Filosofia Portuguesa na altura vivas (em 2008, ano da génese deste projecto), como, nomeadamente, António Braz Teixeira, António Telmo, Manuel Ferreira Patrício e Pinharanda Gomes (e, destes quatro, António Telmo foi o único que entretanto partiu) –, Dalila Pereira da Costa foi para nós uma espécie de “madrinha”. Deu-se até a coincidência de o primeiro lançamento da NOVA ÁGUIA ter decorrido no Porto, na Fundação Escultor José Rodrigues (outro dos nossos “padrinhos”), a 19 de Maio de 2008, data em que decorreu o III Colóquio Luso-Galaico sobre a Saudade, precisamente em Homenagem a Dalila Pereira da Costa, que contou com sua Presença.

Nesse primeiro número da NOVA ÁGUIA, que teve por tema “A Ideia de Pátria: sua actualidade”, Dalila Pereira da Costa esteve igualmente presente, com um fulgurante texto intitulado “União e Fuga à Pátria”. O mesmo, de resto, aconteceu nos dois números seguintes. No segundo número, lançado no segundo semestre de 2008, Dalila Pereira da Costa marcou a sua Presença com uma carta dirigida a João Teixeira da Motta, a propósito de um seu estudo intitulado “O Território e o Mapa”, conjuntamente com outras cartas de Agostinho da Silva, Cruzeiro Seixas e António Quadros. Já no terceiro número da NOVA ÁGUIA, lançado no primeiro semestre de 2009, Dalila Pereira da Costa presenteou-nos com mais um dos seus fulgurantes ensaios, intitulado “Religião Pré-Histórica”.

No sexto número da NOVA ÁGUIA, publicámos mais uma carta de Dalila, desta vez dirigida a Rodrigo Sobral Cunha, a propósito do seu estudo “Giambattista Vico e Europa”. Em 2012, como estamos ainda todos recordados, Dalila partiu. Nesse mesmo ano, no seu décimo número, a NOVA ÁGUIA publicou em série de textos em sua expressa Homenagem: de J. Pinharanda Gomes, Carlos H. do C. Silva, Carminda Proença, Cynthia Guimarães Taveira, José Leitão, Lúcia Helena Alves de Sá, Maria José Leal, Maurícia Teles da Silva, Paulo Ferreira da Cunha, Pedro Sinde, Pedro Teixeira da Mota, Rodrigo Sobral Cunha, Rui Martins e Teresa Bernardino; para além ainda de alguns poemas, de Fernando Henrique de Passos, de Eduardo Aroso e de nós próprios: “De Costa a Costa/ Ninguém tanto viu/ Tanto te viu, Portugal// Por Fora e por Dentro/ Viste que não existia/ Nem Dentro nem Fora// Nem Mar, nem Terra, nem Céu/ Nem Sul, nem Norte, nem Sorte/ Apenas um Destino por cumprir”.

Após a sua partida, Dalila Pereira da Costa foi sendo evocada na NOVA ÁGUIA – nomeadamente, no décimo segundo número (Maurícia Teles da Silva, “Dalila Pereira da Costa, d’A Ladainha de Setúbal à Ascese Arrábida”) e no décimo quinto (José Almeida, “No Labirinto do Espírito: Dalila Pereira da Costa e Fernando Pessoa”). Neste ano de 2018, em que celebram os seus 100 anos, Dalila Pereira da Costa volta a marcar a sua Presença na NOVA ÁGUIA. Assim, no seu vigésimo primeiro número, publica-se um inédito seu, devidamente anotado por Rui Lopo. No seu vigésimo segundo número, no segundo semestre de 2018, publicaremos mais uma série de textos sobre esta figura ímpar da cultura lusófona, textos a serem apresentados num Ciclo, co-organizado pelo MIL e pela NOVA ÁGUIA, a decorrer, durante todo o ano, no Porto, no Palacete dos Viscondes de Balsemão.