(excerto)
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
"Conciliar o Mundo", de Adriano Moreira, para a NOVA ÁGUIA 13
Não foi acertada, julgamos, a ideia de Fukuyama do fim da
história, foi imprudente o unilateralismo na presidência Bush, mas o facto
mundial é que desapareceu a hierarquia das potências que o Conselho de
Segurança da ONU acolheu, que a Carta e os Tratados são atingidos pela crise
mundial, e que não é difícil aceitar que é urgente – conciliar o mundo – em face
de duas ameaças fundamentais: a
proliferação nuclear e a fome,
quando a fronteira da pobreza passou
para o norte do Mediterrâneo, que poderes emergentes – como a China – se mostram
a caminho de juntarem o poder militar ao poder financeiro. Sem solidariedade
assumida no Atlântico, em que os EUA têm não uma retaguarda, mas uma
participação, a decadência do Ocidente não será facilmente detida. Sabemos que
o Pacifico lhes é importante, mas o Atlântico faz parte da urgência. Somos
todos ocidentais.
