[…] uma boa definição de homem, para além de suas limitações físicas, seria a de que é um ser de embrionária liberdade, cujo dever, cujo destino e cuja justificação é o da liberdade plena; plena para ele, plena para os outros, plena para os animais, plena para ervas, plena talvez até para seixo e montanha"
- Agostinho da Silva, “Nota a Cinco Fascículos” [1970], in Textos e Ensaios Filosóficos II, pp. 262-263.
Agostinho, pensador da libertação universal, foi um notável precursor, em Portugal, da causa ambiental e animal, propondo, desde inícios dos anos 50, a inversão do triste paradigma antropocêntrico, lesivo da harmonia ecológica e do bem de todos os seres sencientes, incluindo o próprio homem. Há que passar do paradigma do homem dominador da natureza, inventado pelos monoteísmos, ao paradigma do homem servidor do bem do mundo.
www.agostinhodasilva.pt
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