Meu irmão
Semeou a morte
Em território sagrado
Construí uma jangada de esperança
Entreguei-me ao oceano
Em busca de porto seguro
Mas escrito estava
Em mar aberto
Que havia uma linha de fronteira
Entre a morte e a vida
O mar devolveu-me à morte
Consentida por esse artificio
Mas a jangada essa…
Pode passar a fronteira
E chegar ao destino sem dono!
Delmar Maia Gonçalves
Cartaxo, 23 de Março de 2008
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