sábado, 30 de maio de 2009

META-FIXA AB...

AB

... A vida que se esperava fértil e de grandes realizações, chega ao final sem grandes recordações... Termina melancólica e triste, a esvaziar-se pelos poros da pele do velho corpo já decrépto, cujos passos incertos vagarosamente o vão parando, parando e a morte furta finalmente ao viver a velha forma.

Mas não morre ali a vida por não estar sujeita à existência efêmera da velha capa de carne e osso; prossegue sua infinita caminhada em outra esfera de existência, onde sempre existirá como unidade absoluta.

Mergulha por alguns instantes aqui ou ali uma pequena raiz, constitui-se neste ou naquele corpo, mas em seguida o abandona em seu reino, para que volte ao “pó” de origem. Porém a vida prosseguirá sua eterna caminhada levando em seu ventre aqueles minúsculos pontos de energia marcados a testemunhar de que por instantes se prendera às formas.

E assim em breves experiências colhidas através de infinitos corpos, em milhões sem fim de etapas, cumpre seu papel de animar e colher deste ânimo apenas as experiências das formas passageiras.

Ainda que o ser passageiro seja absolutamente oposto à sua natureza universal de unidade.

E é também por esta razão que vai sempre, segue e se chama na língua Sânscrita o Jiva Universal!... Ou Onda de Vida Inseparável e Única, mas capaz de se fazer Indivíduo...Jiva...

2 comentários:

  1. SUPREMO DILEMA


    Se nada mais houver depois da morte
    que o pó em que nos vamos transformar,
    não é muito aprazível essa sorte,
    mas tem aspectos a considerar:

    lado a lado contigo ou confundidos
    na mesma campa, como quere a gente,
    corpo com corpo, para sempre unidos,
    tudo ali finará... fisicamente.

    Mas se não for assim, se Deus houver
    e à nossa espera entre anjos estiver
    em páramos sem fim cheios de luz,

    então, amor, quanto melhor seria,
    alma com alma, ir conviver um dia
    no reino ao qual a morte nos conduz!

    JOÃO DE CASTRO NUNES

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  2. Acredito.

    Crao amigo João, acredito

    Siga a vida em frente...

    No presente salve-se a arte e a ternura pelos diferentes.

    Mas se não for possível dizer em poesia, se diga de alguma forma esperança...

    Ou será sonho?

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