Amo.
Não sei bem o que amo!
Tenho medo de voltar a amar,
De voltar a sofrer,
De voltar a sonhar.
As ilusões crescem,
Quando se ama.
Emerge a dor,
A insatisfação,
A insanidade,
A insensatez…
Exterioriza-se a cólera,
Na presença ausente,
De um estado outro
Sempre inacabado,
Sempre adiado…
Caminhos que não conduzem
A parte alguma,
Espreitam-nos no amor.
Nos caminhos
Que se bifurcam,
Perdemo-nos,
De nós
E do outro.
Encontramos o desfiladeiro.
Assoma o vazio
De uma alma deserta,
Dis-persa,
Em con-fusão,
Alienada pela adrenalina
Que sobe,
Desce,
Escorrega,
Desampara
E inquieta…
Isabel Rosete
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