sábado, 6 de março de 2021

De António Braz Teixeira, para a NOVA ÁGUIA 27...

 

APROXIMAÇÃO DO ACTUALISMO PEDAGÓGICO DE EDUARDO ABRANCHES DE SOVERAL

António Braz Teixeira

 

1. Havendo exercido o magistério filosófico, em Portugal e no Brasil, durante três décadas e meia, natural seria que Eduardo Abranches de Soveral (1927-2003), como Leonardo Coimbra (1883-1936), Delfim Santos (1907-1966), José Marinho (1904-1975) ou Agostinho da Silva (1906-1994), se tivesse detido a considerar, reflexivamente, os problemas fundamentais suscitados pela formação do homem, a que dedicou os volumes de ensaios Educação e Cultura (Lisboa, INP, 1993) e Pedagogia para a era tecnológica (Porto Alegre, EDIDUCRS, 2001), nos quais expôs os lineamentos da sua Filosofia da Educação que denominou actualismo pedagógico.

Em três ideias ou teses se fundava o pensamento educativo do filósofo portuense:

― a de que, na pedagogia, existem estruturas e objectivos formais prévios aos condicionalismos e às finalidades próprias de cada época, correspondentes às estruturas essenciais permanentes do homem e da sua situação existencial;

― a de que todo o processo educativo visa promover a maturidade pessoal do educando, dotando-o da capacidade para o exercício permanente de uma liberdade responsável;

― a de que a Filosofia se acha no início e no fim de todo o processo educativo.


(excerto)