sábado, 12 de março de 2016

De Pinharanda Gomes, para a NOVA ÁGUIA 17...

No 1º volume do Dicionário de Maçonaria Portuguesa (Ed. Delta, 1986, p. 361) o já falecido historiador A. H. Oliveira Marques, afirmou que Leonardo Coimbra evoluiu “para posições próximas do fascismo”. O historiador já não está presente para justificar tese, mas os vivos podemos e devemos ajuizar acerca dela.
Pensador para quem a filosofia era o órgão da liberdade, Leonardo não evoluiu para qualquer totalitarismo. Chegou a considerar a Rússia Soviética como “manicómio da unanimidade, zoologismo do rebanho unânime” (coisa que ainda hoje por vezes parece retratar os partidos ditos comunistas), mas a ideia leonardina foi de quem considerou o totalitarismo comunista como sendo não uma ideologia, mas uma doença de ressentimento. Na última página do último livro que publicou em vida, Leonardo escreveu: “Nos ressentimentos comunistas há também uma imensa parte feita das injustiças dos outros.
Sob este ponto de vista, o comunismo russo, é, como viu Berdiaeff, um juízo e condenação do farisaísmo e falências dos homens mal chamados religiosos.
Uma falência do cristianismo dos homens, nunca do cristianismo de Cristo. Esta propulsão comunista é pois, uma justiça, errando no caminho, enraivecida – mas, no fundo, a justiça dum protesto contra o paganismo descaroável e amoral das sociedades mal chamadas cristãs”. (A Rússia de Hoje, 1935).
Julgue quem saiba julgar…