António José Borges, HERBERTO HELDER: ESTADO DE VIGÍLIA OU O SONO DA
RAZÃO
Sobre Herberto
Helder podemos dizer muito, pouco ou nada, mas nunca tudo. Depende da forma
como o lemos. Se compreendermos a sua poesia, conheceremos o homem. O poeta
Herberto Helder era original, o que mais importa num artista, criador, autor,
como aliás considerava Vladimir Maiakovski ser o dever do poeta: afirmar a sua
originalidade, na perspetiva do poeta russo mais no sentido de inovar; ou
destacar-se com uma linguagem própria, na perspetiva, por exemplo, do cineasta
Manoel de Oliveira, também este ano falecido.
(excerto)
