Tematizar
as literaturas insulares numa perspectiva de teorização surge logicamente na
dialéctica do discurso cuja peripécia se vem desenrolando desde que Rebelo de
Bettencourt publicou, no Diário dos
Açores em 1923, a entrevista com Vitorino Nemésio, com o título
questionante “Porque não temos literatura
açoriana?" Precisamente 60 anos mais tarde, Onésimo Teotónio de Almeida
publicava, como texto inaugural de uma colectânea de outros anteriores, um
livro intitulado A questão da literatura
Açoriana...
(excerto)
