O
Menino D’Olhos de Gigante
“Entram nesta
história
o menino d’olhos de
Gigante
as Meninas dos
olhos do Menino d’olhos de Gigante
e o Gigante tão
grande que só se vê o que fica mais perto de nós,
pois mais para
diante já a vista não alcança.”
Entra
nesta história um Almada feito criança a olhar o largo mundo com largos olhos
que, sendo de Gigante, são seus. Há nesta história um Gigante de rapina a
impedir a mundividência de Almada, uma mundividência clara de olhos de Menino
que firma e inscreve. Uma inscrição no mundo feita fuga para a frente de um
Gigante incansável e Almada a promover a identificação através da alteridade,
alteridade perante o Gigante que, no seu frémito de rapina, devolve os olhos ao
poeta, devolve ao poeta os seus olhos de Menino. (excerto)
Pedro
Jacob Morais
