O mais
recente livro de Pedro Sinde, publicado nos finais de 2013 com a chancela das
edições Tartaruga, de Chaves, ostenta o feliz título de Sete Sábios Portugueses. Ao contrário dos anteriores, onde dominavam
as alegorias deste mundo para a transcendência – O Velho da Montanha. A doutrina iniciática de Teixeira de Pascoaes
(2000), Terra Lúcida. A intimidade do
homem com a natureza (2005), A
Montanha Mística. Cartas da prisão (2007) e O Canto dos Seres. Saudade da natureza (2008) −, ressoa aqui a
lição da doxografia grega, mais atenta à medida, conforme se depreende desde
logo do número sete e do qualificativo nacional. Sugerindo um dinamismo
complementar ao da Grécia
Antiga, por via do qual uma plêiada de iniciadores apontaria, neste extremo da
Eurásia, para um novo ciclo da sabedoria ocidental.
(excerto)
