quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

De Joaquim Domingues, sobre os "Sete Sábios Portugueses", de Pedro Sinde, para a NOVA ÁGUIA 13



O mais recente livro de Pedro Sinde, publicado nos finais de 2013 com a chancela das edições Tartaruga, de Chaves, ostenta o feliz título de Sete Sábios Portugueses. Ao contrário dos anteriores, onde dominavam as alegorias deste mundo para a transcendência – O Velho da Montanha. A doutrina iniciática de Teixeira de Pascoaes (2000), Terra Lúcida. A intimidade do homem com a natureza (2005), A Montanha Mística. Cartas da prisão (2007) e O Canto dos Seres. Saudade da natureza (2008) −, ressoa aqui a lição da doxografia grega, mais atenta à medida, conforme se depreende desde logo do número sete e do qualificativo nacional. Sugerindo um dinamismo complementar ao da Grécia Antiga, por via do qual uma plêiada de iniciadores apontaria, neste extremo da Eurásia, para um novo ciclo da sabedoria ocidental.

(excerto)