domingo, 7 de julho de 2013

De Carlos H. do C. Silva, sobre Pinharanda Gomes...

“Saber se o que decide é o mesmo que une” - Da ‘arte de filosofar’ à sabedoria de Elpídio: lição portuguesa da Filosofia segundo J. Pinharanda Gomes 

Na breve nota que aqui proponho, lembrando todas as ocasiões de encontro com J. Pinharanda Gomes e em homenagem amiga de especial apreço e consideração intelectual, não aludirei à vastidão – diria marítima – da sua obra, ao polifacetado do seu trabalho de investigador e historiador, mas ao que a partir do âmago da sua vocação filosófica se detecta como seu sistema.[1] Porém, sistema como pensamento que se exprime no dinamismo (movimento) que se casa com a vida,[2] desde as telúricas manifestações do corpus da língua até às asas da anagnose como «saudade de Deus».[3]

(excerto) 

[1] Como ele próprio reitera, ainda a partir de Álvaro Ribeiro (O Problema da Filosofia Portuguesa, Lisboa, ed. Inquérito, s.d., p. 70): cf. J. Pinharanda GOMES (doravante abreviado: P.G.), “«Filosofia realiza-se em sistema.» significa o seguinte: a filosofia é uma organização de ideias, um organon de teses.” Claro está que é também o contraste com a opinião (dóxa) avulsa e, sobretudo, com a filomatia sofística… Vide infra n. 96. 
[2] Vide a lição de P.G., Pensamento e Movimento, Porto. Lello & Irmão Ed., 1974. 
[3] Como se considerará, sobretudo, em: Id., «Saudade ou do mesmo e do outro», in: Dalila L. Pereira da COSTA e Pinharanda GOMES, Introdução à Saudade (Antologia Teórica e Aproximação Crítica), Porto. Lello & Irmão Eds., 1976, pp. 157-215.