sábado, 13 de julho de 2013

"No Labirinto Messiânico de Fernando Pessoa", de Manuel Ferreira Patrício. Lançamento: 17 de Julho - 18h30: Casa Fernando Pessoa. Apresentação de António Braz Teixeira



Fui cativado por Fernando Pessoa pelos doze/treze anos de idade. Era então estudante no Seminário Menor de Vila Viçosa. Li alguma coisa sobre a sua poesia e estética na História da Literatura Portuguesa do Padre Arlindo Ribeiro da Cunha. Só cerca de três a quatro anos depois, em Ponte de Sor, sendo aluno do Externato Camões, pude ler alguns dos seus poemas na pequena antologia organizada por Adolfo Casais Monteiro e publicada pela editora Confluência.
Corria o Outono de 1954. Foi uma experiência fascinante, cujo efeito nunca mais passou. Este pequeno livro é ainda um sinal vivo desse fascínio. Constato, olhando para trás, para as seis décadas entretanto passadas, que o Poeta me tem acompanhado quotidianamente como um anjo da guarda — na linguagem cristã —, ou como um daimon — na linguagem socrática e helénica. Este livro é, pois — e tão-só —, um testemunho. Tão fiel quanto me é possível prestá-lo.