"Importa incrementar a convergência entre os Países e as regiões do espaço lusófono não só no plano cultural, mas também social, económico e mesmo político. É preciso saber dar e receber. Todos sabemos que o mundo atravessa uma grave crise financeira. Mas se o dinheiro é caro, é também verdade que a amizade, a compreensão, o carinho, o amor e a solidariedade, são baratos e ninguém tem justificação para não os usar.
Façamos pois aos outros o que gostaríamos que nos fizessem a nós, quando em dificuldade. E é assim indispensável trabalhar, poupar e investir, aproveitando em pleno os recursos intelectuais e naturais.
Como bem dizia o MIL: Movimento Internacional Lusófono , na sua Declaração sobre a última Cimeira Europeia, as Uniões políticas só podem sustentar-se em comunidades histórico-culturais, em comunidades de afectos, porque só nestas há verdadeira solidariedade e os valores se poderão impor aos simples interesses económico-financeiros, que hoje, infelizmente, dominam o mundo.
Num mundo globalizado parece indispensável que se associem os que possuem entre si os maiores laços comuns, partilhando experiências, e até mesmo riqueza, nas suas várias modalidades."
(excerto)
