segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

António Quadros no próximo nº da NOVA ÁGUIA


DA LÍNGUA PORTUGUESA PARA A FILOSOFIA PORTUGUESA

Unidos num tronco comum durante três séculos, mau grado as naturais diferenças pouco a pouco acentuadas devido às determinações do espaço, do tempo e do modo como, fazendo-se e refazendo-se, foram reagindo às circunstâncias da sua vida social e histórica, os povos irmãos de Portugal e do Brasil viviam fundamentalmente uma paideia análoga ou paralela quando, no primeiro quartel do século XIX, se deu a separação das duas coroas, o mesmo é dizer, a separação política das duas nações atlânticas.
Mas a separação política, um acto voluntarista, não significou nem podia significar cisão radical ao nível mais profundo da paideia.

(excerto)