sexta-feira, 6 de novembro de 2009

São Tomé e Príncipe: PCD diz que arquipélago está mergulhado em «crise profunda»

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O presidente do Partido de Convergência Democrática (PCD), Albertino Bragança, uma das três formações políticas no actual governo de coligação, chefiado pelo MLSTP/PSD, disse que o seu país ainda continua "mergulhado numa crise social e económica profunda".

"São fenómenos que requerem a nossa atenção e que não podem prolongar-se indefinidamente no tempo sem solução", sublinhou Albertino Bragança numa mensagem que assinala o 19º aniversário da criação do PCD.

O político sustentou que o povo são-tomense continua à espera da concretização das aspirações legítimas que então se produziram, as quais se traduzem no desejo de uma vida melhor para todos na perspectiva de desenvolvimento", referiu.

Bragança afirmou que a situação do país se deteriorou e a pobreza se generalizou, levando uma parte considerável da população a viver em situação de pobreza extrema.

O líder do PCD criticou a política dos sucessivos governos a nível do sector agrícola, que "não tem produzido os efeitos desejáveis" no sentido travar o êxodo das populações do campo para a cidade, uma situação que fez disparar o desemprego e aumentar a pobreza.

O sector da justiça não foi poupado na mensagem do PCD, que acusa os tribunais de tomarem "decisões desconcertadas, incoerentes e absolutamente dúbias" e pede uma reforma "profunda e urgente" neste sector, devido ao papel que assume enquanto pilar do regime democrático.

A ausência de coesão social, solidariedade, crise de valores éticos e morais "proporcionam pouca confiança na classe política", situação que o PCD, considera "preocupante para o desenvolvimento".

Mesmo assim, o líder do PCD elogiou "alguns progressos" económicos registados pelo actual governo de coligação, liderado por Rafael Branco, e assumiu-se como alternativa para tirar o país da crise.

Bragança anunciou, a propósito, o reforço de acções com vista a ganhar as próximas eleições legislativas previstas para 2010, e instou os militantes e simpatizantes do partido a lutarem pela vitória, a exemplo do que se passou no início de 1990, quando o PCD ganhou com a maioria absoluta.

O PCD manifestou-se aberto ao diálogo com outras forças partidárias, mas não no sentido de uma coligação pré-eleitoral.

Fonte: http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=24460&catogory=S%20Tomé%20e%20Príncipe

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