sábado, 7 de novembro de 2009

Jurista angolano defende língua portuguesa como referência na construção da nação

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Luanda - O jurista Carlos Feijó, considerou quarta-feira, em Luanda, que a língua portuguesa é um elemento de referência fundamental no processo de construção da nação angolana.

Carlos Feijó fez pronunciamento quando dissertava sobre o tema: "A Língua Portuguesa na Cooperação Económica e na Reconstrução de Angola", numa conferência promovida pela empresa construtora portuguesa Visabeira Angola.

Segundo Feijó, a língua portuguesa funciona como elemento de comunicação privilegiada, que permite "cada um de nós fazer parte dessa comunidade angolana, por formas a comunicar-nos bem, seja no plano económico, político, jurídico ou cultural".

Para o jurista, o português é um língua com um futuro em termos de unidade nacional, coesão social, consolidação, daquilo que se pode chamar a própria angolanidade.

"O português em Angola é de facto uma língua que para alguns é considerada como língua oficial de Angola e outros dizem que deve estar inserido nas línguas nacionais". "Há correntes diferentes, como aqueles que consideram que as línguas que hoje são chamadas as línguas nacionais são as línguas locais e o português pela sua transversalidade é a língua nacional", referiu.

A conferência, que se realizou por ocasião dos 12 anos da Visabeira Angola, realizou-se no auditório Pepetela no Centro Cultural Português em Luanda.

Segundo os organizadores, o bloco linguístico lusófono, representado pelos oradores de Angola, Portugal e um representante do Brasil, tem subjacente a ideia de que cada um daqueles países tem assente o seu desenvolvimento e pode basear o seu crescimento sustentado na sua cultura, em geral, e na sua língua, em particular, nomeadamente, como actores económicos nos quadros da União Europeia, do Merco-sul e da SADC.

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