já não se amanhece à sombra dos frutos ________tudo é refúgio e mutilante. como as antíteses
e os amargos as explosões e os trevos falsos.
cartilagem polar dos ombros que um dia foram polpa e no outro sangria.___________ amanhecemos como alcateias à sombra mamífera de um pulmão andrógino.
intriga-me esta ceia de leite e de sangue onde o extravagante é júbilo e o coração apenas pele.
seca. áspera. já só osso e espinho._____________ holograma perfurante.
inconfidente sinónimo de arquejos flamejantes que se fosse ária seria precioso
excesso de mortalhas. os frutos. os frutos refulgentes que nos furtam qualquer
amanhecer.
Isabel Mendes Ferreira