Um Heidegger
Expressões silentes,
Sobranceiras,
Marcadas por um misto
De espanto
E de inquietação.
Olhos que fitam o infinito
Diante da imensidão
Dos caminhos do campo
Ainda longe das mãos
Destruidoras
Dos Homens sem Razão.
Expressões carregadas
De solidão
Face à desertificação da Terra
Que sempre lança
O seu (des)esperado grito de alerta.
Pés que pisam o chão,
Como uma bênção,
Enquanto a serena musicalidade atmosférica
Invade um espírito expectante
Que o Ser sempre escuta…
Isabel Rosete
Abraço
ResponderEliminarDe um heideggeriano