segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Um Heidegger

Expressões silentes,
Sobranceiras,
Marcadas por um misto
De espanto
E de inquietação.

Olhos que fitam o infinito
Diante da imensidão
Dos caminhos do campo
Ainda longe das mãos
Destruidoras
Dos Homens sem Razão.

Expressões carregadas
De solidão
Face à desertificação da Terra
Que sempre lança
O seu (des)esperado grito de alerta.

Pés que pisam o chão,
Como uma bênção,
Enquanto a serena musicalidade atmosférica
Invade um espírito expectante
Que o Ser sempre escuta…

Isabel Rosete

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