O ex-presidente do Parlamento rwandês, de 2003 a 2008, foi condenado a prisão perpétua após ter sido reconhecido culpado de participação no genocídio de 1994 contra os tutsis.
Alfred Mukezamfura foi considerado culpado de "incitação ao ódio e ao genocídio" por um órgão jurisdicional popular gacaca (tribunal costumeiro) da zona de Nyakabanda, em Kigali, e condenado à prisão perpétua, anunciou a Rádio Rwanda.
Presidente do Partido Democrata Centrista (PDC), Mukezamfura foi, até ao início de 2009 uma das personalidades hutu mais importantes no regime do presidente Paul Kagame, dominado pelo tutsis.
Foi presidente do Parlamento durante cinco anos, de 2003 a 2008, bem como vice-presidente da Comissão Constitucional rwandesa. O acusado "não esteve presente no anúncio do veridito", de acordo com a rádio.
Mukezamfura deixou o Rwanda em Março passado para refugiar-se na Bélgica, onde desde então pediu asilo político.
Segundo a Rádio Rwanda, Mukezamfura envolveu-se "indiretamente" através dos seus escritos, "instigadores ao genocidio".
Ele foi acusado pela redacção de um editorial publicado no jornal governamental "Imvaho", no mês de Maio de 1994 (em pleno genocídio), intitulado "Intwari yaratabarutse" ("o herói foi morto") em homenagem ao presidente Juvénal Habyarimana, cuja morte num atentado a 06 de Abril de 1994 desencadeou o genocídio.
Mukezamfura trabalhava então no Orinfor (Serviço rwandês de comunicação), onde dirigia o "Imvaho" e uma outra publicação governamental, "La Nouvelle relève".
fonte: Africa 21
e eu que pensava que ia dizer bem, que achava bem um político receber prisão perpétua por crimes contra a humanidade...
ResponderEliminarafinal de contas, é sempre a mesma história... quem paga são aqueles que colocam no papel a sua liberdade e exprimem a sua opinião...
grande abraço a todos
jorge vicente