sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Alguns esclarecimentos

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1. É completamente falso que o MIL se esteja a preparar para transformar num Partido, como aqui neste blogue se tem insinuado, antecipando-se mesmo uma sigla: PIL.

2. É também completamente falso que tenha ocorrido alguma debandada do MIL nestes últimos dias como se tem anunciado nalguns e-mails: saíram pouco mais de uma dúzia de pessoas (no universo de quase um milhar). Para além disso, as adesões continuam no ritmo habitual.

A Comissão Coordenadora do MIL

18 comentários:

  1. Isto é o Blog "Nova Águia", ou uma sucursal do MIL? Onde começa uma e acaba o outro?

    Seria mais do que bom, Caro Dr. Renato Epifânio, (seria essencial para este blog e, porventura, a revista com o mesmo nome, tambem) mostrar outra serenidade, e não uma certa atitude - bem esquisita e de mau indício, aliás - de "noivo" deixado "aos papéis" no altar da "lusofonia".

    N.B. A expressão "é completamente falso" foi já tão sobejamente aviltada pelos políticos que, dizê-la aqui (ou onde quer que seja), equivale a nada dizer.
    Ou melhor, equivale a nada desdizer: antes pelo contrário!

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  2. Caro Damien

    Eu não quero trazer o MIL para aqui. Não estou é para aturar palermices. De tal modo palermas que nem chegam a ser calúnias...

    P.S.: Quanto à minha serenidade, fique tranquilo. Eu sou uma pessoa estruturalmente serena, como poderá confirmar quem me conhece.

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  3. A questão da "sucursal" deve ser colocada a quem tem insistido em manter o MIL no foco das suas publicações. Pergunte a estes autores ou a um dos seus alteregos. Como preferir.

    Queria acrescentar ainda a este propósito:
    1. Que as saídas já foram quase totalmente compensadas com novas adesões via e-mail
    2. Que as adesões via facebook, foram de 343 novos membros desde 2 de setembro.

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  4. Isto já nada me importa, mas não posso deixar de notar o seguinte:

    1 - Dos membros fundadores do MIL só restam dois na Comissão Coordenadora.

    2 - Da mesma Comissão e do MIL saíram todos os que conheceram Agostinho da Silva em vida.

    3 - Dos supostos mil aderentes ao MIL a grande maioria nunca assumiu ou deu sinais dessa adesão, manifestando a mais completa indiferença a tudo o que foi proposto, a começar pela discussão pública da Declaração de Princípios e Objectivos.

    4 - As pessoas que aderem continuam a fazê-lo a uma Declaração de Princípios e Objectivos que, na sua integralidade, tem sido letra morta para a antiga e nova Comissão Coordenadora.

    5 - Eu pertenço a uma organização no Facebook com mais de 2000 membros e em constante crescimento. E constato que isso em quase nada se traduz.

    Não é com números, nem os económicos, nem estes, que vamos redimir a pátria, o mundo ou simplesmente ser mais felizes.

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  5. Grato, Sereníssimo Dr. Epifânio! (sem ironia alguma, entenda, meu caro)

    Mas sempre me permitiria o conselho amigo: se são de "tal modo palermas que nem chegam a ser calúnias", porquê dar-se então a tais trabalheiras, rebaixando-se a ser notado entre tais "palermas" (sic) e tamanhas "palermices"?

    É para essas e outras coisas que servem as águas: para serem separadas... por si mesmas, claro.
    A água, elemento poderoso, só corre onde e como lho permitem. Quanto não deixam, sustém-se, detém-se, até poder e, depois, bem, alaga um bocado, e superabundante de força, inunda, e leva tudo à frente.


    Quanto ao prestimoso escudeiro, perdão, astronauta, perdão, argonauta.
    Não me lembro nadinha de ter perguntado por dados "estatísticos". Mas enfim...
    Hum... eles, aliás, os dados (estes, e os de jogar), bem assim como as sondagens, são sempre coisas de muita manobrazinha, curva e conta-curva (já lidei com isso noutras guerras, mais de mercados). Sei perfeitamente como se fabricam, à chapada vontadinha do freguês.

    Seja como for: Boa! Essa "compensação" das saídas: Bestial, pá!
    Sempre dá para equilibrar aí ( isto é, lá, no MIL) a "balança de pagamentos", sei lá.
    Ah, e claro, no facebook: aquilo é uma verdadeira mina de "caça-papalvos" e bom-intencionadinhos.
    É continuar.


    Bem, antes que alguém desorbite, vou-me.
    A nave de alguém pode avariar, e perder o sentido da órbita.

    Até, meu caros!
    Abracinho divertido ... com estas minudências e miudezas de quem até parece não tem mais nada com que ralar-se (eu incluído)...

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  6. "2 - Da mesma Comissão e do MIL saíram todos os que conheceram Agostinho da Silva em vida."

    Irrelevante. A Nova Águia e o MIL tomam como modelo a Renascença Portuguesa, e não exclusivamente Agostinho da Silva, que só tardiamente colaborou na Renascença Portuguesa e nada determinou dos seus vectores.

    Também me parece que a relação Nova Águia-MIL está por ser colocada às centenas de inscritos e não pode ser uma decisão de "directório".

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  7. Para quem já não saiba história.

    A Renascença Portuguesa formou-se em 1912 na cidade do Porto, tinha Agostinho da Silva 3 anos de idade.

    A Águia publicou-se até 1932, tinha Agostinho da Silva 26 anos.

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  8. "Também me parece que a relação Nova Águia-MIL está por ser colocada às centenas de inscritos e não pode ser uma decisão de "directório".

    Esta foi talvez a coisa menos desacertada que aqui se disse.

    O ponto está em que o exercício dessa coisa democrática de cada cabeço o seu voto redunda sempre em cada cabeça sua sentença, e sobretudo em: quanto mais as cabeças, maior a salganhada e o disparate.

    Só se isto se encaminhar para uma via caórdica: aí, seria bom de ver tudo a marginar-se, ora do ladinho da capelinha da Ordem, ora do saguão do Caos...

    Obrigado pela lição de história, de borla.
    Sabe-me sempre bem alembrar-me das gostosas das datinhas, de quem estava de coeiros e quem de calções, de quem andava de trotineta e de quem já olhava para os corpetes e para os bustos.

    Seja como for: talvez fosse bom certas almas tão fiéis ao que se pensou, sentiu, fez (e também se asneirou no fazer) há um século atrás, não queiram agora enquistar-se nisso.

    Alicerces não são a casa toda, ou aqui são?
    Ficava bonito o edifício, tipo obras da CRIL da santa lusofonice!

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  9. "O ponto está em que o exercício dessa coisa democrática de cada cabeço o seu voto redunda sempre em cada cabeça sua sentença, e sobretudo em: quanto mais as cabeças, maior a salganhada e o disparate."

    Neo-fascismo.

    "Só se isto se encaminhar para uma via caórdica: aí, seria bom de ver tudo a marginar-se, ora do ladinho da capelinha da Ordem, ora do saguão do Caos..."

    Maniqueísmo.

    "Obrigado pela lição de história, de borla.
    Sabe-me sempre bem alembrar-me das gostosas das datinhas, de quem estava de coeiros e quem de calções, de quem andava de trotineta e de quem já olhava para os corpetes e para os bustos."

    Palermice com ambições a parábola.

    "Seja como for: talvez fosse bom certas almas tão fiéis ao que se pensou, sentiu, fez (e também se asneirou no fazer) há um século atrás, não queiram agora enquistar-se nisso."

    Fatalismo histórico. Daria um fado choradinho.

    "Alicerces não são a casa toda, ou aqui são?
    Ficava bonito o edifício, tipo obras da CRIL da santa lusofonice!"

    Diatribe menor, típica de um fazedor de crónicas jornalísticas medianamente culto e com ambições a sarcástico inteligente.

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  10. É suposto eu responder?

    Não respondo (ainda que isto seja uma semi-resposta) a comentários tipo "post-it"! Para mais, com nítido vocabulário e tom de seita requentada.
    Ainda assim, tem um certo toque de comentadora de concurso de cantiguinhas, e o respectivo charme de boa mázinha.

    Bons voos de águia, aliás já bem depenada, não é, minha cara?
    Irremediavelmente.

    Os competentes capelistas encarregaram-se de fazer bem o seu trabalhinho de casa: no fundo, a única coisa que sabem fazer bem - o tudo mal fazerem e ainda assim fazerem-no mal!

    By the way!
    Gostei daquela do Rembrandt: dá um bom ar de viajeira e cultora das artes - e espectáculos, como já se viu.
    A miopia, essa, é que nem assim vai melhor...

    Feche a porta, quando debandar do ninho da águia.
    E não esqueça o gato!...

    (Neither hard feelings, nor soft ones!)

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  11. A catarse de recalcamentos, temores e visões, não deixa de poder dar algum espectáculo... Nem que seja o do incómodo pulsional da masculinidade ameaçada.

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  12. Caro Damien, a sua pergunta inicial é pertinente, a resposta é simples: isto é, efectivamente, o blog da "Nova Águia", e não é uma sucursal do MIL. A generosidade dos seus administradores é, no entanto, já quase lendária.

    A segunda pergunta é neste momento de resposta complexa, e para essa não estou habilitado: podia dizer-lhe onde começa o MIL mas não vislumbro onde acaba o blog - e não sei portanto se há sobreposição ou lacuna. Participo na equipa coordenadora do primeiro, desde há uns meses, e sou há pouco mais de um ano generosamente tolerado aqui (no sentido em que não me expulsaram por ter escrito sobre o meu pedacinho de terra) Mais do que isso não lhe sei dizer sobre o assunto.

    De Partidos e de debandadas também nada sei, a não ser que vai haver eleições legislativas, está anunciada a formação do PPA e da minha janela já não vejo andorinhas; de altares da lusofonia, posso dizer-lhe que sempre escrevi aqui para dissuadir alguns bonzos de lá se instalarem - e creio que uns já foram procurar ara mais acolhedora. Mas se ainda topar com algum, tratarei de o admoestar cordialmente, como tenho feito - ou destapar-lhes a careca, para que todos possam ver que a tonsura era postiça.

    De resto, também penso que nada há de desacertado em alertar para o facto de que a nada os inscritos se pronunciaram (com a ressalva de um inquérito no ano passado realizado), e nenhum desacerto encontro na sua constatação de que cabeças demais resultam em excesso de sentenças. É certo, a julgar pelo que se passa neste blog, que a excessividade de sentenças é compatível com a aflitiva escassez de cabeças - mas ai de nós, isso é o novo paradigma e a isso não sei ainda como escapar.

    A águia que prezo está bem e recomenda-se; daquilo que se fez há um século - não contando a parte perene da filosofia - o que há de actual, porque permanente, é a vontade de renovar à maneira da renovação das terras - isto é, cavando o chão - e não ao gosto dos adoradores de altares - isto é, fazendo ídolos. A história não tem muito que se lhe diga.

    Gostei muito da palavra "caórdica", a que um dia com sua licença ainda recorrerei, mas não é disso que se trata do nosso ponto de vista (com 'nosso' quero dizer as pessoas que têm buscado alevantar o MIL). Não é disso que se trata porque por "ordem" não entendemos a situação em que todas as questões tenham já que ter a sua antecipada resposta, e todos os caminhos (salvo um) tenham que ser olhados com prévia nota de caminho errado: entendemos que a ordem é um espaço de liberdade criado e sustentado por regras, e não por ditames, e que as regras podem ser, imagine-se, honestas e justas. E sendo assim a ordem basta-nos, e deixamos o caos a aventureiros de outro calibre. Somos gente de pouca ambição.

    Permita-me ainda notar-lhe que "cueiros" se deve escrever com "u".

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  13. Paulo, penso que ainda há no MIL pessoas que conheceram Agostinho da Silva em vida.

    Em qualquer caso, note que o seu homónimo não conheceu o Nazareno, que era como sabe quase um Agostinho.

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  14. Temos Facebook e ninguém dizia? Ah seus malandros sectaristas :)

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  15. Caro Casimiro Ceivães,

    Por fim, alguém que não está aqui com a nervoseira à flor da penugem!

    Agradeço-lhe muito, acredite, a gentileza e o extenso da sua resposta.

    Quanto aos detalhes, obviamente eles interessam-me menos do que atalhos. Creio que a si também. Esmiuçar de detalhe não é exactamente o mesmo que rigor.

    Quanto à palavra "caórdico" (chaordic), confesso-lhe que o termo não é meu, por isso o préstimo de um tal "empréstimo" não poderei ser eu a fazer-lho.

    A palavra foi criada por Dee Hock, Fundador da VISA International e, actualmente, seu CEO Emeritus, entre muitas outras coisas.

    O conceito é, no fundo, o de que o modelo de organização estratificada em árvore e dominantemente piramidal está completamente obsoleta e fora da realidade, e das exigências e desafios que esta hoje apresenta.

    O ensaio deste modo de pensar as relações ad intra e ad extra das organizações foi levado a cabo durante os anos em que Hock foi presidente executivo da Visa International, razão aliás para o enorme "boom" que o conceito de "crédito de plástico" e sua utilização pelos bancos como dinheiro virtual teve, bem como o seu enormíssimo e vertiginoso sucesso.

    Se pesquisar na internet, encontrará por certo informação bastante sobre Dee Hock e Chaordics, que de resto extravasou já o âmbito restrito do desenvolvimento e influência de Dee Hock.

    Deixo-lhe este pdf, bem genérico, mas claro e sucinto, sobe este assunto:

    http://api.ning.com/files/CwwJB68RRchAi3jBvjblCMAaSciUG*v9KJiS4aiAVAScjhMr3kei2iwucoicQHOeHu6RODgqgb7iNVc0TO5jyrN*CxiaN16a/Era_Caordica.pdf


    N.B.
    Grato pelo justíssima correcção ortográfica.
    Acontece aos melhores e.. aos piores também.
    Abraço.

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  16. Caro Damien, também grato pelo Dee Hock, que não conhecia - embora tenha tido já que estudar, por razões profissionais, a espantosa estrutura da Visa International. Belíssima organização: orgulho e ameaça dos tempos modernos, estes mastodontes flexíveis.

    Disto falaremos mais num outro dia, se quiser.

    Mas deixo-lhe uma inquieta pergunta: o que deveria ser este blog? Faltam, lamentavelmente, ideias sobre isso.

    NB. Por mim acho-o um extraordinário microcosmos.

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  17. Se fosse mauzinho diria que foi por isso que ele criou o cristianismo... Mas hoje não digo nada.

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