quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Que se respeite pois, por isso, a independência timorense…



Segundo a edição do Público de hoje, “a Amnistia pede tribunal para Timor-Leste”, apesar do Presidente, Ramos-Horta, e o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, serem “contra a ideia de uma instância internacional para julgar os crimes cometidos durante a ocupação indonésia”.

Eis um caso paradigmático de ingerência. Se as legítimas autoridades timorenses consideram que podem e sabem resolver melhor essa questão, não se percebe como alguma entidade internacional, por mais respeitável que seja, como é o caso, se arroga o direito de se sobrepor às mesmas. Isso só seria admissível no caso dessas autoridades não serem legítimas. Ora, não é o caso. Que se respeite pois, por isso, a independência timorense…

4 comentários:

  1. Sim, pois isso é a melhor forma de se deixarem os infractores impunes, pelas várias conveniências político-económico-militares do governo timorense...

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  2. Bom, eu gostava era que a AI se preocupasse mais com os presos de consciência europeus que estão presos agora... infelizmente o respeito que nutria pela AI há muito que se esfumou.

    As nações devem ser soberanas camarada Borges,

    Já agora, a violência revolucionária é própria das mudanças tal como o é das guerras.

    As guerras terminam com um tratado de paz, não com a criminalização dos perdedores (ou neste caso até dos vencedores, pois a FRETILIN também não era pêra doce).

    Só depois da Primeira Grande Guerra se começaram a julgar as pessoas após os conflitos, anteriormente a derrota era castigo suficiente.

    Perdoem-me o comentário, mas ando há mais de um mês a ler dissertações sobre Carl Schmitt, posso é aproveitar para publicitar "A Actualidade de Carl Schmitt" da autoria de Alain de Benoist que estará nas FNAC no final de Setembro, o volume trata essencialmente da guerra, da guerrilha, do terrorismo e do erro da criminalização do inimigo.

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  3. As nações são é soberbas camas para os interesses multinacionais.

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