terça-feira, 11 de agosto de 2009

LARRA (MARIANO JOSÉ)

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“o êxito dos seus escritos nada significavam de realmente constru­tivo; todos lhe admiravam a graça, a audácia, a visão clara do que havia feito e do que havia a fazer, o realismo dos retratos, a nervosa eloquência; mas ninguém se decidia a passar à acção; o mal se ia agravando dia a dia e Larra acabou por ter diante da Espanha uma atitude de completo deses­pero; era um país perdido que apenas parecia ter forças e recursos para destruir os seus homens melhores, para os destruir pela intriga, pela calú­nia, pela vilania mesquinha, pela própria moleza e insignificância do am­biente. Tentou a novela e o romance histórico em El doncel de D. Enrique el Doliente e com No más mostrador, mas não lhe agradavam as formas literárias em que os problemas da actualidade se não podiam pôr de forma clara; literatura e política tinham de marchar a passo igual”[1]

[1] Quadros de costumes (Larra), Lisboa, Edição do Autor, 1946, p. 4.

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