Gotas de solidão
Apertam o meu peito
Amargurado
Pelas trilhas da vida
Vazias
Num só e único passo
Deambulante como o vento
Em noites de tempestade.
Encontro-me em cada gota
Da minha solidão
E da solidão de todos os outros
Abandonados
A uma sorte não-escrita
Não-dita
Nem sequer balbuciada
Num qualquer borda-d’água.
Nas gotas da solidão
Invertem-se todos os espelhos
Que já não são speculum
Que já não reflectem
A mão ao longe estendida
À minha alma nua
Desabitada…
Isabel Rosete
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