segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Estátua de Agostinho da Silva em Figueira de Castelo Rodrigo



Nestas minhas férias de Agosto, curiosamente assisti, desde o bloco de pedra em bruto ao acabamento da estátua de Agostinho da Silva em Figueira de Castelo Rodrigo.
Aqui fica as fotos em que se vê o escultor em pleno trabalho, com um calor abrasador, diga-se.
Resta saber onde irão colocar a estátua, ficaria bem junto á Casa da Cultura.

Manuela

11 comentários:

  1. Cara Manuela

    Fomos informados pela Câmara da iniciativa, com a qual muito nos congratulámos.
    Gratos pelo seu registo.

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  2. Agostinho começa um poema seu com os seguintes versos: "Acho graça às homenagens que me prestam / Excelente sinal das ilusões que lhes restam".

    Fiz questão de os ler na abertura da minha intervenção no lançamento dos "Dispersos", no Mosteiro dos Jerónimos, em 1988 - a consagração oficial de Agostinho pelo sistema - , perante o adormecido Presidente Soares, o Ministro da Cultura Roberto Carneiro e a fina flor dos VIPs portugueses, que entretanto faziam enorme algazarra, pois haviam tomado de assalto a mesa dos comes e bebes...

    Agostinho foi fiel aos versos que escreveu. Pouco tempo depois retirou-se da ribalta e, até ao fim da vida, dedicou-se apenas ao seu "blogue": escrever cartas aos amigos.

    Há dias recordávamos, eu e o Pedro Ayres, os seus últimos conselhos: refundar Portugal, a partir das confrarias, comunidades de vida alternativa, solidária e voltada para o essencial. Recordávamos isto como a única coisa que há a fazer, perante a evidente decadência da vida mental, institucional e política portuguesa. O fracasso do investimento nisto foi o fracasso do MIL, que preferiu tornar-se um grupo de comunicados, petições e agitação virtual.

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  3. "Fracasso do MIL"!? Isso é insulto a todos aqueles (e são muitos) que se têm dedicado a este projecto. Lamento que tu já não sejas um deles...

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  4. Insulto é aquilo em que o MIL se tornou, uma instrumentalização ideológica bacoca e reaccionária da Lusofonia e do legado de Pascoaes, Pessoa e Agostinho da Silva, movida pelo apetite do poder. As pessoas ainda não se aperceberam disso mas chegou o momento de abrirem os olhos.

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  5. Claro. Anda tudo iludido e, como sempre, és tu único que vês as coisas "claramente".

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  6. Como tu presumes o mesmo, ou um de nós está errado ou os dois.

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  7. As comadres zangam-se e desancam-se... Que giro! O que é o MIL senão esta disputa de dois obstinados?

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  8. Amigos deixem as confusões para os políticos que já não são poucas.
    A vida é curta.
    Manuela

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  9. Confusão é só o que aqui se respira.

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