Há um execício que faço todos os anos com os meus novos alunos: digo-lhes para descreverem a pessoa de quem menos gostam, ou que mais detestam, tentando incluir na lista todas as qualidades negativas de que se consigam lembrar. E garanto-lhes que serei capaz de adivinhar a quem se referem. E peço-lhes para deixarem um espaço em branco no início da folha, antes da lista. Depois de ver que as listas estão devidamente preenchidas peço-lhes para escreverem o seguinte no espaço em branco: "eu acredito que tenho as seguintes qualidades negativas, mas o meu professor de filosofia garante-me que estou enganado/a, compromentendo-se a fazer tudo ao longo deste ano lectivo para que eu possa mudar de ideias acerca de mim." Na prisão tive que adaptar um pouco a coisa, mas deu origem a uma das aulas mais intensas que vivi até hoje.
Repito que gostava de ter sido teu aluno. Uma experiência dessas não se esquece e faz de um empregado um Professor-Mestre, que nos abre os olhos para nós mesmos.
Há um execício que faço todos os anos com os meus novos alunos: digo-lhes para descreverem a pessoa de quem menos gostam, ou que mais detestam, tentando incluir na lista todas as qualidades negativas de que se consigam lembrar. E garanto-lhes que serei capaz de adivinhar a quem se referem. E peço-lhes para deixarem um espaço em branco no início da folha, antes da lista.
ResponderEliminarDepois de ver que as listas estão devidamente preenchidas peço-lhes para escreverem o seguinte no espaço em branco: "eu acredito que tenho as seguintes qualidades negativas, mas o meu professor de filosofia garante-me que estou enganado/a, compromentendo-se a fazer tudo ao longo deste ano lectivo para que eu possa mudar de ideias acerca de mim."
Na prisão tive que adaptar um pouco a coisa, mas deu origem a uma das aulas mais intensas que vivi até hoje.
Repito que gostava de ter sido teu aluno. Uma experiência dessas não se esquece e faz de um empregado um Professor-Mestre, que nos abre os olhos para nós mesmos.
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