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VAN GOGH
“desenhava 12 horas por dia e já às quatro da manhã se encontrava no campo a surpreender os efeitos do céu; corrigia-se pela meditação dos grandes artistas do passado e pela contemplação cada vez mais penetrante do que os seus olhos viam; não lhe escapava nenhum elemento dos que verdadeiramente podiam servir à sua preparação; estabelecera como princípio firme que só são grandes os que querem ser grandes e que a inspiração na arte não vem como uma fada benfazeja aos ociosos, mas como o resultado dum longo, paciente e inteligente trabalho.”[1].
[1] A vida e a arte de Van Gogh, Lisboa, Edição do Autor, 1940, p. 18.
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