quinta-feira, 9 de julho de 2009

A última foto de Pascoaes...


6 comentários:

  1. Um homem que foi mais do que MIL homens, um homem que foi a própria Pátria em si...

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  2. Bom dia!
    So para vos dizer que no âmbito dos escritores lusofonos tento através do meu Blogo (caligrafias-iberas),levar ao conhecimento dos estrangeiros a riqueza da cultura portuguesa § lusofona.
    Assim, Teixeira de Pascoais faz parte dos gigantes que conseguiram levar a Patria mais longe do que o Mundo!
    Um abraço de Lyon(França). Rosario Duarte da Costa

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  3. É comovente. Tive nas mãos e tenho comigo a foto da máscara mortuária que lhe foi feita mal faleceu, arrancada à escultura abrupta deste rosto.

    Ainda está por compreender tudo o que Pascoaes pensou e disse. Não gosto destas comparações, mas se Pessoa o suplanta na forma, Pascoaes vai muitas vezes bem mais longe no conteúdo. Nele perpassa sobretudo um sopro muito mais vasto e selvagem, directamente vindo do divino-diabólico abismo do mundo, sem os filtros do intelecto e dos labirintos psicológicos.

    A filosofia portuguesa não se libertará dele nos próximos séculos e por ele é já um pensamento planetário.

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  4. Pascoaes encarna a Alma sentida de Portugal, a Saudade do Paraíso Perdido, a mítica Idade de Ouro.

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  5. Pascoaes ! Sinto-me vibrar com as suas fráguas , as chorosas paisagens do Marão invernal , as florestas nevoentas e todas as personagens de Pascoaes : o Manuel que bate o trigo na eira , a Elvira dos feitiços , o sr Antunes do vil metal, e tantos , e tantas mais coisas ...A minha alma enche-se !Ah , Pascoaes , não morreste ... a aparência da morte só engana quem está morto em vida . Vives !Seres , paisagens , palavras de oiro plenas de eternidade . ... em mim , nele , nela noutros , em tantos e tantas , no Mundo inteiro , encheste o Mundo inteiro com Portugal...
    Vives Pascoaes , substância de vida , de esperança no teu verbo profundo e imortal .

    « LXXXV

    O mundo foi , como é o Sol , uma esfera de oiro incandescente . Esse oiro persiste ainda em certas criaturas ; corre-lhe nas veias com o sangue e é um sorriso que elas têm ... Um sorriso ... vede as asas da alegria !... »

    in O Bailado ( Sombra e Pedra )

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