sábado, 18 de julho de 2009

Foi você que pediu um partido regional?

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Perante uma interpretação grosseira, pergunto-me sempre: onde acaba a idiotice e começa a má-fé? Ou vice-versa…

Um exemplo paroquial: houve quem tivesse interpretado de forma literal uma “breve carta” que aqui escrevi recentemente, cujo cariz irónico era por demais evidente…

Um exemplo nacional: toda a controvérsia que alimentou os noticiários desta semana sobre umas declarações de Alberto João Jardim. Toda a gente interpretou como uma proposta de proibição dos partidos comunistas. E houve até quem o tentasse justificar: já que a Constituição proíbe partidos que defendem totalitarismos de direita, então, por equidade, haveria também que proibir os partidos que defendem totalitarismos de esquerda. Destinatário óbvio: o Partido Comunista Português. Ainda que este, pelo menos oficialmente, já não defenda a Ditadura do Proletariado…

O ponto, contudo, não era obviamente esse: Alberto João Jardim será um anti-comunista retórico mas não é um anti-comunista doutrinário, como era, por exemplo, Orlando Vitorino, que na sua campanha presidencial, nos anos 80, propôs isso mesmo. E não de forma meramente retórica…

Para mais, como político que é, Alberto João Jardim só se envolve em guerras que sabe que pode ganhar. Pelo menos em parte…

E qual era então o objectivo? Obviamente, a permissão constitucional para a criação de partidos regionais. Era aí que, uma vez mais, Alberto João Jardim queria chegar, com a história do fim das proibições…

Elementar, não?

1 comentário:

  1. Será elementar para os que consideram o AJ inteligente, coisa que, aqui no Continente, poucos consideram.

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