
Don Quijote de La Mancha, Gustave Doré, 1863
Dedicado ao Casimiro Ceivães.
São guerreiros poetas, fogos puros,
Armados de ferro negro. Ferro,
Inconsútil chama; ferro da morte e do sonho,
Ferro que a luz seca do sonho transforma
Em ferro de água. Os mananciais ardentes
Que correm na noite inclinada cantam
A arca da loucura e a amada: ferro
Que torna a carne vulnerável
Ao eterno. A morte brilha.
São guerreiros poetas, mortos puros,
Por plainos e vales galopam na noite,
Por plainos e vales lutam na luz,
Por plainos e vales, para casa,
Para as águas soluçantes.
São esqueletos, são gigantes.
Jesus Carlos
Guerreiros negros da luz! Belíssimo!
ResponderEliminarPela voz dos Poetas fala a Noite e somos.
ResponderEliminarUm abraço grande, Jesus Carlos.
Ah, e não sou egoísta, e ainda que fosse, ainda que fosse.