
Segundo o embaixador Luís Fonseca, "ainda existem fortes interrogações a respeito da lusofonia, particularmente em países onde ainda persistem memórias do período e dos conflitos coloniais".
Luís Fonseca, que falava num colóquio organizado pela CPLP, Círculo de Reflexão Lusófona e Instituto de Estudos Europeus da Universidade Católica, acrescentou não haver surpresa que, "por parte de muitos intelectuais e dirigentes africanos, haja alguma reserva e certo desconforto na utilização da expressão no manejo do conceito".
O colóquio inscreve-se na semana cultural da CPLP promovida pela presidência da organização, Guiné-Bissau, que termina domingo.
"Vale a pena realçar a circunstância de no acto constitutivo da CPLP não existir qualquer referência à expressão 'lusofonia'", salientou.
Excerto de notícia, fonte: Lusa, 10/5/2008
Isso é verdade, e ainda no outra dia, numa sessão de lançamento da NOVA ÁGUIA na Sociedade de Língua Portuguesa, esse foi o grande motivo de debate. Sendo verdade, isso é cada vez menos verdade. Ou seja, o termo "Lusofonia" está a fazer o seu caminho - desde logo, no plano político, institucional, diplomático, cultural, etc. O resto virá por arrasto. Até porque as feridas históricas demoram sempre a cicatrizar - nunca antes de 1 ou 2 gerações...
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