sábado, 16 de maio de 2009

A Propósito do tempo...

E então, aos pares desta nave – Nova Águia – ninho, da lusofonia, e quem diria! Ás vezes com atritos e outras vezes com afagos, mas a constância e a presença além dos senhores fundadores e outros mais próximos, a Ariana Lusitana é uma voz presente e sem ela a casa perderia uma Militante...

Não importa a sua linha política, seu humor, seu jeito de ser e de existir, cumpre-se.

E este é mesmo um tempo de interações e trocas e quanto mais prosa em vez de atritos mais veloz se realiza o que aqui viemos fazer e seguimos fazendo.

Às vezes querendo, apenas querendo e muito tempo revendo o passado a vasculhar nas prateleiras os velhos livros, ou em nosso arquivo mental...

É que havia um entusiasmo, um tempo de prosperidade no mundo e até quem não era próspero nem sábio, mas herdara um paraíso como país e então seguiu dando preferência à noite das paixões e ao dia com cinismo as mentiras...

Mas o mundo próspero, em boa parte próspero de bugigangas pras festas chinesas com balões e bolhas coloridos fabricados com mão de obra escrava, e outras práticas “contrabandescas” que os tornavam baratos na mesma medida do efêmero valor e supérflua utilidade, estourou.

Estourou a bolha da prosperidade.

E por um tempo a onda de ar deslocado manteve o discurso travado entre capitalistas e socialistas dentro e fora do governo, mas desfrutado fartamente por um estado proletário instalado no governo, o rico capital às montanhas arrecadado do povo, em nome do povo toma para si o maior e o menor, a migalha, a esmola ao povo rindo e soltando fogos distribui.

Pobre povo!

É mesmo tempo de tudo que no fim é mesmo um nada.
É um tempo de um todo estragado, em boa parte.

Momento em que à vida se cuida como se a vida fosse a morte.

È tempo de muitos tolos com muito dinheiro viajarem...

Mas, sem saírem do lugar.

Por mais velozes e para longe voem
Por mais alto sigam a altura da cachaça,

Ou no mais baixo ventre da inteligência

Não dá a certos senhores...

Por mais breves vão de um lugar para outro
Mais que não saírem do mesmo lugar.

É este mesmo um tempo real
Por não existir de verdade

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