terça-feira, 12 de maio de 2009

Pensamentos dispersos
Isabel Rosete
(24/01/08)

Pensar um mundo que não é meu? Porquê? Para quê?
Interrogações existenciais correm, em cadeia, dentro e fora do meu espírito em constante fluir, em perpétuo devir por todos os cantos deste Universo infinito. Não sossega perante nada, nem ninguém, nem mesmo quando os olhos se cerram, obrigando-o a adormecer num sono que, nem sempre, é leve.
Sempre em observação e vigilia. Nada lhe escapa. Tudo o move ao permanente estado de questionação, de dúvida – por vezes, céptica, por vezes, metódica –, de crítica, de meditação…
Nunca se acomoda. Vive em rebeldia perene. Jamais está satisfeito, jamais entra em estado de serenidade, mesmo que a paz nele assome, durante escassos instantes.
Não pára! Não pára! Não sossega! Não se sossega!
Vê sempre um “porquê” qualquer na transparência das coisas opacas, desde as mais simples e singelas, até às mais complexas, conflituosas ou dilemáticas.

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